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Seu João, um chapéu laranja e sua bicicleta
Hoje conheci Seu João, perseverante pescador!
Munido de sua bicicleta, anzol e carretel improvisado,
Anda de um lado a outro da praia esperando seu fisgado!
Não consigo ver o seu rosto muito bem,
Aprendi o seu nome por ter sido gritado por outro alguém.
Também não enxergo o seu sorriso, apenas sua paciência.
E a cada peixe que ele pega, eu solto um riso. E ele? Mantém a decência.
Chapéu laranja, sol a pino... Carrega consigo uma esperança, que espero vê-lo sorrindo.
Não parece se importar muito com a paisagem ou já não mais a admira,
Os olhos sempre fitos no mar, não pode errar a mira!
E assim o dia passa, puxa anzol, lança anzol e vez ou outra guarda a caça.
Queria pescar com Seu João e talvez escutar a sua alma...
Mas o que ganhei hoje, foi para admirar a sua calma.
E lá vai ele com sua bicicleta novamente:
Uma caixa de isopor, um chapéu laranja e a sua pesca que me deixou contente.
Algumas das minhas vivencias mais simples resultaram nos mais importantes aprendizados.
Aprendi com o violão que o tempo é sempre necessário e com minhas pedaladas em torno da lagoa que a perseverança é indispensável.
Viver é muito parecido com andar de bicicleta. Não importa se estamos indo devagar ou rápido, o importante é o sempre se movimentar.
Com você, tudo fica tão leve
Que até te levo na garupa da bicicleta
O preto e branco têm cor
A vida tem mais humor
E pouco a pouco, o vazio se completa
Vamos pedalar
Cuidar da saúde,
do meio ambiente,
do trânsito.
O motorista não vai te respeitar,
o motociclista, amigo dele, também não.
11 mil internações por acidentes em 2018.
Mas todos dizem:
Vamos pedalar.
Cuidar da saúde,
do meio ambiente,
do trânsito.
Seja qual for o caminho, meu objetivo e te fazer sorrir. Pois teu sorriso faz meu olho refletir o brilho do teu!
Em cima de duas rodas eu vejo o mundo passando
Pessoas tão apressadas e o tempo nunca parando
Aquele que mais pedala, mais na frente vai ficando
Aquele que não pedala, vive só se equilibrando
Na ciclovia da vida eu fico observando
Quem entra, quem sai, quem fica
E quem aos poucos vai cansando
Quem desiste em uma subida, quem corta caminhando andando
Quem relaxa na descida e quem cai ao chão chorando
Em cima de duas rodas eu sempre sigo tentando
E até à minha última subida, vou continuar pedalando.
O lugar que você está agora é resultado de uma pequena equação onde a sua primeira queda de bicicleta é uma incógnita.
– Mamãe... Onde está o Chris?
– A bicicleta dele foi roubada. Eu disse para ele não deixar ninguém andar nela. Então eu bati nele até a semana que vem. Ele estará de volta na terça-feira.
(Diálogo entre Tanya e Rochelle)
Eu sempre quis ser um filósofo, ator ou um poeta. Besteira!
O que mais queria agora é ter uma bicicleta.
Me disseram você não tem chance...
Não ouvi e sigo em frente, mesmo distante...
Quem acredita sempre alcança, já disse o poeta...
Eu vou na fé, eu vou a pé, até de bicicleta...
Ah eu poderia até descrever, mas não seria tão transparente quanto viver.
Os outros leriam e não achariam nada de mais: uma bicicleta e dois amantes no parque em tempo chuvoso...
Enquanto eu recusaria a admitir que achassem pouco disso ao ler, porque somente quem vive bem o dia sabe que não é dele que depende a alegria que a gente sente, nem tanto do ambiente, mas das idéias que você traz, do bem particular que você doa, daquele riso à toa, da companhia capaz.
Escrever seria apenas a aparência. Percebe a diferença emotiva entre ler que a famosa passa as férias no Canadá e você e sua família lá estar (ou mesmo num bar ou na sala de estar)?
É um segredo da vida que nem mesmo a filosofia pode bem descrever, mas é mais da filosofia que você precisa para bem viver.
Deixe, deixe a vontade fluir, deixe que o momento defina por si só sua importância e quando te perguntarem se o dia foi bom, responda que fez o melhor que podia fazer.
Quando me tornei dona do meu próprio tempo
Me permiti almoçar com calma e ouvir as histórias de meus avós. Consegui acordar cedo e com bom humor. Ouvir uma boa música, pisar na grama e, aos poucos, perceber o dia lindo que nascia. Adquiri um pouco de conhecimento e cuidei do meu corpo. Aquele velho ditado "meu corpo, meu templo" passou a ser mantra. Cuidei da alimentação, escolhi meus alimentos e, finalmente, comecei a cozinhar. Percebi que saber como é feito e de onde vem meu alimento influenciava nas escolhas que fazia ao comer. "-Vai tanta tranqueira assim em um brownie?" "-A felicidade vem, também, com suas adversidades." E que delícia saboreá-las!
Comecei a prestar atenção no simples ato de respirar. Andar de bicicleta tornou-se mais complexo que simplesmente ir a algum lugar. Era a vida pulsando em mim. Consegui ouvir com mais atenção e focar mais no momento presente. As simples trocas de cada dia se tornaram mais carregadas de sentido.
E ainda pretendo tanto... Voltar a tocar, dançar e aprender tantas outras coisas. O tempo se tornou, novamente, escasso. Não por me acumular de coisas que eu não quero fazer. Mas por ser curto demais pra tudo que a vida oferece!
Eu sei: vivo num plano ideal e temporário. Mas, a vida, em sua essência, não o é? Temporária em cada segundo; ideal em sua essência? Por que não fazer da "vida real" a "vida ideal"? E se, todos, universalmente, ousássemos ser donos de nossos tempos? Que grande revolução viveremos! (E digo "viveremos" por acredito que ela virá!) Até vejo o capital, finalmente, numa cova, revirando-se...
O vento batendo no rosto
e a vontade de ir mais e mais rápido
todas as dores desaparecem
quando o peso do teu universo não interfere
e te faz querer ser livre.
- É assim quando descemos um morro de bicicleta.
