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UMA DOSE
(Crônica)
Deprê, Joana vai ao bar.
- "Vou querer uma dose."
- "De quê, senhorita?"
- "Esperança."
- "Desculpe, não temos essa bebida."
- "Que absurdo!"
- "Só temos uísque e vodca."
- "Esse bar é uma droga!"
- "Ainda vai querer sua dose?"
- "Sim."
- "De quê, senhorita?"
- "Dias Melhores."
Tudo que vem de influência de fora (como por exemplo o álcool, ou a euforia causada por um acontecimento externo) e altera o funcionamento do seu organismo, não necessariamente quer dizer que muda quem você é. Acredito que, na verdade, seja só a resposta do seu organismo para o que você já é, de acordo com um evento externo que acontece ou que lhe acomete. Falando do álcool, por mais que ele tenha potencial de te deixar "fora de si", é você que ingere e escolhe a quantidade que quer/aceita ingerir. Então, o seu controle (ou descontrole) do que você pode vir a ser, tem tudo a ver com o que você de fato é.
Eu não tomo decisões sob efeito do álcool, mas ficar sob efeito do álcool me ajuda a tomar decisões.
Se não é capaz de apagar o fogo não jogue álcool.
Se tens medo de queimar-se não inflame as chamas!
Sou brasa viva, sou quente e ardente se teu leite é pouco não me ponha na boca.
O álcool faz esmiolar a mente dos jovens e o vinho seduz o coração das moças que se inclinam à luxúria, à sensualidade e a falta de domínio próprio.
Às vezes o recorrer ao álcool ou outra substância psicoativa com frequência denota estar em uma fase de carência afetiva. Um abraço afetuoso e um convite a uma prática salutar dariam o caminho da luz.
As pessoas usam formas sofisticadas para justificar seu real motivo para ficar sob o efeito do mesmo álcool.
É cientificamente comprovado que o álcool não altera a personalidade de ninguém, ele revela quem de fato o indivíduo é.
