Tag abismo
"não subestime os pressentimentos ou as intuições, pois nelas pode estar o caminho pra glória ou o desvio para fugir do abismo do fracasso!"
Labirinto de mim mesma
Dentro desse labirinto
Eu vagueio sem parar
Em uma eterna procura
De um dia eu me encontrar.
E hoje eu vivo assim,
Na sombra dos meus pesadelos
Tentando entender o motivo
De tanta dor e desespero.
E essa intensa busca
Profunda amarga meu ser,
De lembrar da minha infância
Daquela criança
Que chorava sem querer.
E hoje eis aqui
Sentada nesta cama,
Escrevendo esses versos
Eu mergulho no meu ser
Nesse abismo infinito
À procura de um núcleo
Aonde mora o meu bem querer.
Eis aqui mais um dia,
Vivendo,sobrevivendo,aprendendo
Mais acima de tudo querendo
Novamente me encontrar.
A Vida é uma eterna procura
De algo abstrato
Que nem sempre
Conseguimos aqui encontrar,
Talvez o erro,
Seja nossa forma de procurar
Buscando o tangível no intagível
Só faz aumentar a procura,
E andando em ciclos
A Vida continua...
Saímos de um abismo de sombras. Caminhamos para um abismo de sombras. Mas triste mesmo é constatar que vivemos num abismo de sombras...
Você é metafísica pura e eu me perco entre as tuas galáxias sem pudor algum. E desfaço as malas, os planos, e até os danos para navegar entre os teus planetas. Me enrolo no teu corpo feito sutis anéis de Saturno e você atiça esse lado escuro, como o da Lua, mostrando que meu coração não é só poeira cósmica. Minha estrutura consagra, contempla e se conecta em ti, sem oxigênio, resultando em supernova. Então, quando o universo vira um cubículo chato de sólidas paredes existenciais, eu chego a implorar pelos campos de radiação de várias frequências que compõem o teu sorriso. Aí eu me pergunto por onde o universo esconde essas constelações brilhantes que habitam nos teus olhos. E me perco viajando através delas em todas as dimensões de nós. Então, o magnetismo das pontas dos teus dedos passeia entre os vãos das minhas costelas como se tentasse descobrir outro mundo. E se perde em meio a tanta oscilação de estrelas cadentes dissonantes que atravessam o céu do meu caos. Mas o tempo é avesso à minha vontade e vai acelerando as horas, os espaços e os infinitos finitos, separando cada átomo meu de cada átomo seu. E a enorme distância calculada em anos-luz do vácuo que separa as nossas almas não é tão ruim quanto te ver e não poder te tocar. Aí nossas partículas elementares são fracionadas em elétrons, prótons, dogmas e casualidades morais; fazendo o teu abraço ser apenas uma tempestade de meteoritos incandescendo um planeta distante. E você vai embora. E compete com o calor do Sol explodindo por decorrência das mudanças repentinas no teu campo magnético. E pousa no meu caminho iluminado os meus dias como se a partida nunca fosse realizada. E consegue desestabilizar todos os corpos celestes e cravar mais uma estrela de solidão na orbita do meu peito. Aí a sua matéria se mistura na minha, mesmo que nossos pensamentos transmutem em enormes espaços vazios. Através dessa atmosfera fria, o teu ar me aquece. O que eu posso fazer se gosto de como tudo no meu universo se rende ao movimento do teu universo e dos teus erros. Gosto da sensação de mundo girando ao contrário que a tua alegria me causa. Gosto da colisão dos nossos campos gravitacionais, enquanto a gente se olha e fica rindo sem noção do abismo que abriga o amor que nunca sentimos.
Se eu sou desgraçado, não quero arrastar comigo a quem quer que seja, ao abismo da desgraça”.
(Prometeu Acorrentado)
No meio do caminho havia uma pedra. Havia uma pedra no meio do caminho...Escreveu Drummond. Uma pedra não é o fim. Podemos contorná-la. E se em vez de uma pedra fosse um monte, ainda assim seria possível fazer um túnel. Difícil é encontrar no meio ou no fim do caminho uma ponte falsa que ceda ao nosso peso e nos precipite no abismo.
Ansiedade em Verso,
A cada esquina da mente, dançam sombras incessantes,
A ansiedade, sutil, tece seus fios de inquietação.
É um labirinto íntimo, sem jardim, sem findar,
Onde o pensamento se perde em constante aflição.
O coração bate descompassado, respiração ofegante,
Cada instante, um mar revolto, turbilhão interno.
Na ânsia de um não ter querer, sincero.
A vida, peça onde sou figurante,
Interpretando o papel da busca pelo eterno.
Há dias em que o sol não aquece, apenas brilha,
E as noites são abismos de silêncio e dor.
A alma cansada, curva-se, vacila,
Na esperança de um alívio, um gesto de amor.
Mas, na tormenta, encontro força oculta,
Nos versos que escrevo, busco compreensão.
Na luta contra a maré, a alma exulta,
Descobrindo na poesia, a chave da libertação.
Assim, navego nas águas do ser, profundo,
Entre medos e sonhos, perda e ganho.
Na jornada de viver, só neste mundo,
Tentando, dia após dia, encontrar meu tamanho.
A verdade é que então na borda estava,
Do vale desse abismo doloroso,
Donde brado de infindo ais troava
Retorno
Te acautela com o que fizeres,
ou com o que disseres sobre alguém.
Cada palavra, ou atitude são pedras
que jogas a esmo, não dando chance
de defesa a quem julgas.
Tu sabes aquilo que ouvistes, não
importando quem foi.
Essas pedras voltam todas para ti, e
com certeza voltarão.
Quem assim age, cava à sua volta um
enorme abismo.
Conforme a vida vai seguindo, retorna
tudo o que dissestes, ou fizestes, e
tu sem mais espaço para de arrependeres,
caíras no abismo por ti feito.
Desse abismo não sei quem irá tirar=te.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico da Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
ABISMO
Boa sensação a de estar à beira do abismo, não vou negar: o frio na barriga, a vivificante adrenalina, a curiosidade aguçada e o eminente esforço para discernir o vazio. Se um abismo chama outro abismo, sou decerto abismal e me permiti cair em sua profunda sedução.
Espero que essa atração seja fugaz, pois ,à moda de Nietzsche, se fitarmos o abismo por um longo tempo, o mesmo nos olhará de volta. Se bem que a queda não é o fim, mas a gênese, já que, no início de tudo, havia trevas na face do abismo.
E quando o fim chegar, onde não restar mais nada e tudo for jogado no grande abismo.
Onde o caos superou tudo e destruiu as pequenas chamas, restando somente o vazio.
Lá estarei de pé, resquícios do que fui, do que poderia ser, somente eu e meu eterno nada.
A depressão é como se afundar em um oceano de emoções turbulentas, onde cada onda de tristeza parece puxar você ainda mais para o abismo.
O abismo é um local escuro que nos faz refletir sobre a importância das pequenas coisas, quando não podemos alterar uma situação é porque ela está sendo utilizada para nos transformar.
Despencamos em um abismo, quando a voz da consciência lá no fundo nos diz: "Cuidado! Você está sendo enganado com palavras doces." Essa voz nunca mente.
Não leia apenas o que é espelho. Deixe-se absorver por misteriosos abismos, é de lá que você voltará maior...
