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"Fez frio essa noite, e a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono.
Eu quero o seu aconchego, clamo por seu amor, mas me pergunto: O seu coração tem dono?
Caso tiver; o que farei com o meu? Que já depus sobre os seus pés: Terei seu abandono?
Mal entrei no seu ringue de desilusão, um olhar foi nocaute, já estou na lona e ainda nem soou o gongo.
Tentar esquecer-lhe é tolice, pra que o whisky, se é o seu beijo, que me deixa tonto.
O perfume me inebria a mente e fico zonzo.
Fazer que não é paixão, é finjir-me de sonso.
És princesa, da beleza rainha, fazei de meu coração, vosso trono.
Acordo na madruga fria, ao léu, atônito.
Tento dormir novamente e não consigo, pois a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono..."
Consequências graves e irreversíveis trazem o abandono na vida de uma pessoa. Um pouco de consciência bastaria para que a realidade fosse outra.
Pais e filhos com desculpas de não terem tempo, aqueles colocam seus filhos nas creches e estes seus pais em asilos para que os outros façam o que ambos deveriam fazer.
Curvar-se eventualmente diante das situações de frustração e contrariedade é sinal de virtude de caráter e de prudência. Permanecer continuamente com estes sentimentos é indício de abandono próprio e de falta de atitude.
A pessoa adepta do egoísmo, embora não concorde, perceba ou aceite, dirige-se ao isolamento e abandono afetivo.
A terceira idade, precisa de muito amor, respeito e atenção.
Não é justo nesta fase da vida, viver no abandono, e na solidão.
Éramos
Éramos 3 pérolas forjadas com a força dos ventos
Inseparáveis apesar do tempo e indestrutíveis
Até que negligência nos atingiu..
O que posso falar? do abandono, da perda ou da quebra do elo ?
De fato não sei !
Mas como principal atingida
Me senti perdida
Não sou boa em confiar em pessoas e confiava em vocês
E eu não precisa de mais amigos
Até ver vocês indo..
Um de vocês simplesmente me deu as costas e sem nenhuma palavra fiquei, mesmo após lutar pela reaproximação e as confidências, sem mero interesse uma excedencia.
O outro esteve presente em palavras, e na minha chegada que eu te esperava, nada!
Passaram dias e quando veio, não veio de fato, veio pq ia passando
E eu fiquei,
E estou aqui, não pq me ajudaram
Não pq me deram força
Nem pq me senti amada por quem eu mais amava…
E me pergunto, isso importa?
A maior fraqueza das pessoas consiste no abandono das metas de vida e sonhos. Aqueles que foram bem-sucedidos mantiveram-se firmes nos seus propósitos até obterem as desejadas vitórias.
Flores Secaram
No Sal de tuas Páginas
Adornadas ao Abandono
As Folhas desistiram do Vento
E o perfume das Pétalas
Já não dança.
Devo eu viver a vida toda sentindo o vazio do abandono e todas as consequências psicológicas que ele, ainda na maternidade (senão antes, sentindo o desprezo desde a barriga da minha “mãe”) me causou, com quem causou vivendo a vida plenamente feliz por me manter o mais longe possível, me desprezando não apenas uma, mas duas vezes?
Devo eu alimentar esse rancor quando sei que ela pode ter tido os próprios motivos válidos para tal decisão?
Devo eu confiar que eles foram válidos mesmo?
Devo eu realmente me importar se foram válidos ou não?
Devo eu me importar com qualquer coisa que tenha ligação a essa pessoa, suas escolhas, seus sentimentos e tudo mais?
A única coisa que eu sei é que dói. E essa dor não é daquelas que a gente toma um remédio ou mesmo uma injeção e ela passa... essa dor é constante, é uma dor cravada na alma e que parece que nunca vai sumir. Eu não sei nem como seria viver sem essa dor, ela faz parte de mim. Ela está sempre ali me fazendo sentir um vazio imenso, gigantesco, insuportável, sempre que vê oportunidade.
Então me pergunto, devo eu me importar quando há essa dor infinita me lembrando constantemente e não me deixando nem escolha sobre sofrer ou não tudo o que o abandono me causou, sendo ela mesma uma das consequências, inclusive?
Eu gostaria com todas as minhas forças que a resposta fosse um simples “não, não deve se importar, apenas siga sua vida tranquilamente.”, mas sei que, por mais que eu não queira me importar, irei viver a vida toda sentindo essa dor e, portanto, me importando.
“Presenciar o abandono de um pequeno filhote, e a falta de sensibilidade e compaixão de quem o encontra ou de quem o abandona, me vem a certeza de que, temos um longo caminho a trilhar para nos considerarmos humanos."
