Tag abandono

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⁠O terror de estar só é apenas ausência de alguém para registrar a experiência, o que sobrar é solidão.

Inserida por itamar_fs

⁠"Se afastar de alguém que o ame , não traz saudade, só ensina esta pessoa a viver sem você..."

Inserida por Keren_Santos

⁠Abrigo não é a solução para animais em situação de rua. Isso só tira o problema do nosso campo de visão.

Inserida por Marcelanutri

⁠(outono)


 tire suas expectativas das minhas palavras pois já sou quase outono


 brincávamos de emaranhar sufixos atrás das árvores

  minhas raízes se fixaram nas suas redundâncias

  foi quando comecei a sussurrar fotossínteses

  meus verbos explodiram em sentidos múltiplos

  nunca exagerei tanto uma floração

  mas acordei sozinha entre calafrios e premonições em amarelos

  meu corpo cheira à molhado

  um vento gelado incendeia minhas folhas de dentro para fora

  arrancando meus pecados com seus gritos

  você não se lembra porque tinha os olhos abertos

  o chão está coberto de pecados coloridos

  úmidos

  eles se decompõem em expectativas

Inserida por flaviamenegaz

Por que não sei mais quem sou?
Já tive tantas certezas
Agora por onde vou está vazio
Só vejo um enorme vazio
A novidade é que não consigo preencher os vazios que invadiram minha vida

Inserida por fabiane_oliveira_2

⁠As noites frias congelam minha alma , e só me resta a doce lembrança dos dias de sol ao seu lado 

Inserida por Keren_Santos

⁠Entendo o "que seja eterno enquanto dure".
Entendo que pessoas vem e vão.
Mas dói quando simplesmente somem, te deixando à deriva.

Inserida por aryanecristina997

⁠É melhor sermos abandonados pelos outros, do que por nós mesmo.

Inserida por patricia_jesusmarti

⁠SEM TÍTULO


Ora, pronto.

Justo a mim, coube ser eu: um poema sem título!
"SEM TÍTULO!" - já está me retirando algum prêmio sem eu nunca ter ganhado um.
Ora, sem título. Sem título não dá direção! Sem título pode ser... qualquer coisa!
Qualquer coisa que não tenha título, domínio, vida, cor. 
Sou sem.

Queria ter um título bonito como os outros poemas têm.

"Carrossel", e a tratativa seria sobre, o giro da morte. O lento e colorido toque
suave da vida em Paris que te mata em praça pública.

Quem sabe, "Pégaso", e recitaria sobre um romance onde seus cabelos escuros me
lembravam a constelação que meu avô me mostrava enquanto um cheiro doce de bolo
quente de cenoura com cobertura açucarada de um chocolate pretíssimo (como era
possível aquilo? tal como a constelação, e seus cabelos...) invadia nossos
narizes, meu e de meu avô, apontados pra Pégaso.

"Sol". E escreveria qualquer besteira quente, laranja, tropical, caribenha com
alguma decepção terrífica em alguma parte. "As águas eram tão claras que deu pra
ver que tudo era dor." 

Em "Acetona", eu diria como meus pais removeram todos os meus sonhos de esmaltes
coloridos, e é por isso que você nunca vai me ver fora de uma paleta terracota.

Em "Plot Twist", declamaríamos que, no início, eu era quase uma crônica e fui morto por meus pais, armados de acetona, que me dissolveu em um poema lírico 
tenebroso.

Mas quando você me coloca SEM TÍTULO, os olhos que me percorrerem jamais vão
ter lido sobre a ilusão de Paris, sabido qual constelação meu avô me ensinou,
qual era o bolo de minha avó, a cor dos seus cabelos, o que a clareza das águas
caribenhas revelavam, qual arma meus pais usaram pra me matar, e qualquer
reviravolta minimamente interessante sobre ser crônico-lírico.

Inserida por ViCianci

⁠Síndrome do Abandono

Praticamente arrebatamento em terra,
E assim ontem faltou luz no mundo,
Pois por quase em um grande absurdo,
Não encontrei você a minha espera.

Inserida por JorgeJacinto

Você sabia que eu morreria por você...
E mesmo sabendo disso, foi você quem me matou.

Inserida por raphael-rsa

Melancólico abandono sem mais seguir rumo ao encontro tão bucólico. ⁠

Inserida por servamara

Escopos da vida

Mais uma vez; sozinho!
Estive ontem, também; sozinho!
Amanhã não posso estar diferente.
Afinal de contas, todos os meus amanhãs
Serão sempre, sozinho.

Passei pela vida sem ter religião e nem amigos.
Ou talvez tivesse amigos; mas todos, sem religiões.

Não, não tenho arrependimentos!
Estou hoje entre a covardia de ser eu mesmo
E o mistério que é a covardia de não ser ninguém.
Ainda que para isto; eu me torne subitamente alguém.

Tenho vivido de fronte à tantas portas,
Portas que ninguém mais consegue passar...
Que não passam, porque diante de mim nada passa.

Estou indiferente a mim mesmo.
Porque tudo aquilo que não posso ser
Hoje eu sou!

Mas sem pais.

Ah, se ao menos tivesse um pai.
Se ao menos tivesse um pai, teria os ombros mais leves.
Como um pássaro carregado pela mãe.

Estou sozinho, sendo um bonifrate imaginário, sem imaginações.
Sem imaginações, porque na minha vida nada muda.
Nada melhora e nada piora, nada é novo!
Tudo é velho e cansativo, com a minha alma.

Sou um escritor que faz versos que não são versos.
Porque se fossem versos, teriam melodias e métricas.

Ah, escrever, sem versos e métricas, como a vida.
Ao passo que os meus não-versos prosseguem,
A inabilidade caminha rumo ao meu coração.
Este castelo fantasmagórico, este lugar de terra cinza.

Tudo na minha literatura é velho e cansativo.
Como o autor deitado em uma cama esticado como uma cuíca.
O silêncio do meu quarto fatiga os ouvidos do meu coração.
A minha vida é uma artéria atulhada de lembranças solitárias.

Lembro-me que ao nascer...

O médico olhou-me aos olhos e parou de súbito.
Caminhou pelo quarto e sentou-se em uma cátedra.
Ergueu as mãos ao queixo, apoiou-se fixamente sobre ele.
E ficou ali a meditar profundamente.
Passou-se o tempo e tornei-me infante.

Subi ao céu, observei o mundo e aconteceu;
Deitei o mundo sob os meus ombros.
Depois desci ao pé de uma árvore e adormeci.
Quando acordei estava a chorar de arrependimento.
Na casa que eu morava, já não havia ninguém.

A minha mãe diziam ter ido ao céu; procurar-me!
Não tendo me encontrado, tratou logo de nunca mais voltar.
E por lá ficou, e nunca mais a vi.

Nunca soube por que o destino inóspito lhe tirou a vida...
Se o altruísmo materno é a metafísica de toda a essência
Ou se abúlica vivência é pela morte absorvida,
Não seria à vossa morte um grande erro da ciência?

Talvez um pai!
- Meu pai perdeu-se nos meus ombros,
Era um fardo que eu sustentara sem nunca tê-lo visto.
Todos os meus sonhos e ambições nasceram mortos.

Descobri que a alegria de todos; era o mundo sob os meus ombros.
Olhavam-me e riam-se: Apontavam-me como a um animal.

Quando resolvi descer o mundo dos meus ombros,
Percebi que a vida passou; e nada de bom me aconteceu.

Não tive esperanças ou arrependimentos.
Não tive lembranças, culpas ou a quem culpar.
Não tive pais, parentes e nem irmãos.

E por não tê-los; este era o mundo que eu carregava aos ombros.

Este era eu.
Sozinho como sempre fui.
Sozinho como hoje ainda sou.

Um misantropo na misantropia.
Distante de tudo aquilo que nunca esteve perto.
Um espectador que tem olhado a vida.
Sem nunca ter sido percebido por ela.

A consciência dos meus ombros refletida no espelho
Demonstra a reflexibilidade desconexa de quem sou.
Outra vez fatídico, outra vez um rejeitado por todos.
Como a um índio débil que o ácido carcomeu.

Ah! Esse sim; por fim, sou eu.

Eu que tenho sido incansavelmente efetivo a vida.
Eu que tenho sido o fluídico espectro de mim mesmo.
Eu que tenho sido a miséria das rejeições dos parentes.
Eu que tenho sido impiedoso até mesmo em orações.
Eu que... – Eu que nunca tenho sido eu mesmo.

Ah! Esse sim; por fim, sou eu.

Ouço ruídos humanos que nunca dizem nada.
Convivo com seres leprosos que nunca se desfazem,
Desta engrenagem árida que chamamos mundo.

Ah, rotina diária que chamamos vida.
Incansáveis restos de feridas que sobrevivem,
Nesta torrente da consciência humana.⁠

Inserida por AugustoGalia

⁠Uma das provocações mais angustiantes é ser abandonado por quem te acolheu.

Inserida por Olimesome

⁠O vento sussurra lamentos de desespero, Sombras dançam em triste melancolia. A alma se arrepia em desespero, E o gelo da solidão consome com agonia 

Inserida por alexsandrobraga

Quando você disse que me amava, acreditei, mas você partiu e esqueceu que me juraste amor eterno. Isso feriu meu coração em pedaços e agora tento resgatar os fragmentos que deixou. ⁠

Inserida por RosaRLemes

Peçam pro professor pardal para me congelar até descobrirem o remédio contra a dor de cotovelo

Inserida por otiagom

⁠A inconsequência, é o fruto do descaso

Inserida por RobertoBy

⁠Sozinha no poço, sozinha no topo.

Inserida por nayzash

⁠abandono de mim:

"No silêncio da noite, me sinto só,
O abandono de mim, um vazio a me corroer.
Como um pássaro sem asas a voar,
Perdido no oceano, sem um porto onde ancorar.

Nos seus olhos, eu vi o adeus,
O abandono de mim, uma dor que não se esquece.
As memórias desvanecem, como areia no vento,
E o coração partido, em pedaços, lamento.

Eu era a luz que brilhava em seu caminho,
Mas agora, sou apenas uma sombra no escuro.
O abandono de mim, uma ferida profunda,
Que sangra em silêncio, sem ninguém para curar.

Como uma canção triste, ecoando no ar,
O abandono de mim, uma melodia a me acompanhar.
Mas vou me reerguer, como um sol que volta a brilhar,
Encontrar meu caminho, mesmo sem você ao meu lado a caminhar.

O abandono de mim, uma lição a aprender,
Que o amor nem sempre é eterno, como se costuma dizer.
Mas encontrarei a força para seguir em frente,
E no meu coração, a esperança sempre presente.

Então, adeus ao abandono, olá à minha libertação,
Encontrarei a paz e a felicidade em cada estação.
E mesmo que a solidão tente me consumir,
Eu renascerei, como uma fênix a emergir."

Meditação sobre a morte em 18/04/2021. Londrina PR

Inserida por Fernando2024

⁠Flagelo

Nascer sozinha no túmulo de uma rua fria,
Sem abrigo, sem paredes, 
sem cama, sem colo, sem amor.
Grata por ter um chão a que lamber?
Nascer sozinha no túmulo de uma rua fria,
sem pássaro no ar,
sem cão na terra, nem ventre para voltar.
Nascer sozinha no fim da vida não dói, 
apenas cansa.

Inserida por TerezaDuzaiBrasil

⁠Quando o abandono traz sensação de paz.

Inserida por ReSampaio

⁠PAPELÃO

Já era amanhã.
Logo pela manhã,
no asfalto molhado,
um papelão embolado
rolava com o vento.

Tão pouco desperto,
chegando mais perto,
vi que o tal papelão
não passava de um cão –
que triste lamento!

A criatura inocente,
um bom ser vivente,
pra sociedade doente,
é só um indigente
como lixo descartado –
mas que papelão!

(Guilherme Mossini Mendel)

⁠A paz que me invade é surda, como um grito de angústia que se perde no vento.

Rodrigo Gael

Inserida por RodrigoGael

AMOR NÃO CORRESPONDIDO 


 Se eu pudesse, no teu olhar, 
Ver uma demonstração do teu querer, 
Eu viveria, mesmo sem te ver,
Na ilusão de um dia te ter.

 Se ao teu lado houvesse um lugar vago, Onde minha alma pudesse repousar, 
Eu aceitaria até teu silêncio, 
Se nele eu pudesse descansar. 

 Seu olhar não quer florescer, 
Seu amor está gelado, 
Você vive ainda sem me ver, 
Eu morro por não ter-te do meu lado.

 Alma penada é aquela que vaga, 
Na esperança de um amor recíproco, 
Num mundo onde o amor se tornou nada,
Onde as pessoas não têm vínculo.

Inserida por Maykzssx