Surdo
Grito surdo que se quer soltar.
Entranha da estranha palavra que ninguém quer ouvir
Ou escuta passivamente no ócio de fugir ao pensar.
Será essa voz vento que tímido passa,
Furacão sufocante de insignificante brisa escondido,
Que carrega mensagem amarga em insípida ausência?
Ou será tempestade que já não assusta,
Que bate e se abate em corpo vazio que não se conhece
Onde o trovão queima em dor que não se sente?
Saudade das garras do grito quando tinha voz,
Quando arranhava em sangue o mundo sem a capa da indiferença
Que audaz reagia, sofria, destruía e despia certo de que iria vencer.
Certas coisas é como escrever na lousa pra um cego copiar, como explicar em voz alta a um surdo e mandar um mudo falar oque entendeu
Há situações que você simplesmente não deve perder tempo
"Veja o mundo com os olhos de um cego, ouça o com os ouvidos de um surdo e fale tanto quanto um mudo."
Nem todo surdo é mudo, nem todo mudo é surto... e tem surdo-mudo. Brasil precisa ser bilingue, agregar libras em sua cultura (ouvintes). Pena que a educação não nos é permitido em sua plenitude.
<Sambista Considerado>
O sambista considerado entrou no pedaço já lotado
Na cadência do surdo, lentamente caminhando
Sorridente, cheio de marra, a todos saudando
Sacou logo aquela morena faceira, garbosa, se exibindo.
Sem vacilar, encarou e foi desafiar, vem comigo sambar
Linda, atrevida, a Morena sorriu, logo aceitou,
No sapatinho, cheia de graça, foi se aproximando
O casal, enlaçado, no ritmo adequado, foi causando.
Roda formada, aplausos, incentivos e eles rodando
Alegres, felizes, seguros, o samba solto rolando
Na pista o casal se superando, igual Mestre Sala e Porta Bandeiras
Empolgados, todos caem no samba sincopado, bem balanceado.
Alegria geral na comunidade da Vila Sacadura Cabral...
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Juares de Marcos Jardim – Santo André / São Paulo - SP
O silencio com seu turbilhão de ideias, deixa surdo aqueles que acreditam ser o dono da razão e do saber.
Amar-te baixinho em silencio profundo quero a calmaria do mar sem ondas, o barulho surdo abissal, o movimento da lua visto da terra quando estou na minha rede, a fumaça do supersônico a mil duzentos e vinte e quatro kilometros por hora. Todos afinados com diapasão em lá sendo interrompidos pelas batidas do meu coração em dó maior quando te ver.
EJC (07/08/02)
Alma pesada, coração triste;
Trancado para vida ...
Surdo e cego,
Para as palavras e demonstrações de amor.
Do amor divino, do amor de Deus ...
Do nada,
Apareceu um anjo na minha vida,
E com muito jeito,
Acolheu-me,
Estando do meu lado,
Em todas as horas que precisei de colo amigo.
Então,
Com mais jeito ainda
Pegou-me pela mão e
Levou-me de encontro
Para uma nova Vida!
Me fazendo não só ouvir ou enxergar
As tais palavras e demonstrações de amor;
Mas, me fez, principalmente,
Sentir esse amor grande,
Que o Pai dos Pais,
Também meu Pai,
Sente por mim!
De repente,paro de agir/Perdo a visão,fica tudo escuro/Fico incapacito para sentir/Estou surdo,estou mudo.De repente,o coração para de bater/Em nada mais posso pensar/torno-me inerte para me mexer/Quem é que vem me pegar?
