Sou So um Palhaco
Nem só de pão viverá o homem, falo isso porque sou movido à saudade. Parece um clichê, mas é que tem uns séculos aí que já venho com feridas abertas e na carne viva.
"É só um lugar cheio de pessoas incompreendidas."
Sim, eu sei que é. Eu sou uma delas, lembra? Sempre que tentei explicar algo para alguém via aquela expressão de quem espera o cérebro processar toda a baboseira sentimental que ponho em minhas palavras. Foi daí que desisti. Esse negócio de desabafar não adianta, não pra mim. Agora eu que me salvo do lado obscuro que vem consumindo uma boa parte da minha mente, só preciso pensar em coisas reconfortantes e pronto, sou a garota com a aura pura por algumas horas de novo. Não é difícil, tirando as dores de cabeça constantes. A questão é que não vejo motivos suficientes para evitar esse meu lado. Todos precisam tirar a auréola de vez em quando, o meu problema é ficar tanto tempo sem ela às vezes. Eu sei que parece ser algo maligno, mas não é. Não temos culpa de gostar tanto do errado. Ninguém é igual a ninguém o suficiente para entender os nossos propósitos. Por isso aqui é tão incompreensível. Tento fazer a coisa certa, e faço a errada. E me sinto terrivelmente bem. Há um tempo tenho sido atormentada por um medo de ser tomada pelos meus erros e me mostrando que talvez fazer a coisa errada possa ser meu ápice de atingir minhas metas. Nos meus sonhos eu sou tão “nem me importo”, que estou me encaminhando pra essa estrada de quem não olha nem pros lados. Eu não preciso saber o que estão achando. Pela primeira vez, eu sinto que estou fazendo a coisa certa pra mim. E se é errada para eles, adivinha? Nem me importo.
Eu sou um erro, que deu errado, que gosta do errado, que quer somente o errado, que só faz o errado, mesmo sabendo que é um erro. Mas que droga, eu sabia, ela era minha solução.
Eu não sou um disco arranhado, pelo contrário, sou uma canção que você ouvira só uma vez. Aprenda a melodia ou "dance".
Às vezes acho que sou um caos ambulante com um coração que só queria fazer o bem. Quero ajudar as pessoas, mudar o mundo, fazer a diferença… mas aí lembro que o mundo é cheio de gente ingrata, interesseira, que só aparece quando precisa. E mesmo assim, por algum motivo, eu continuo tentando.
Tem dias que tudo o que eu queria era sumir pra uma ilha, longe de cobranças, de olhares julgadores, de obrigações que nem são minhas. Só eu, o mar, um solzinho e ninguém pra dizer o que eu tenho que ser. Porque no fundo, tudo que eu queria era ser eu mesma, do meu jeito, no meu tempo.
E sabe o que percebi? Que eu posso. Ser eu mesma não é o problema — o problema é o mundo que tenta fazer a gente esquecer quem é. Mas tô cansada de me encaixar, de agradar, de me anular.
Minha vida pode parecer bagunçada, mas é real. E mesmo que eu viva entre surtos e sonhos, ainda acredito que dá pra ser eu e fazer a diferença. Nem que seja só um pouquinho. Nem que seja só por hoje.
Não sou só mais um — sou aquele que levanta quando todos param.
— Maycon Oliveira - O Escritor Invisível
Confissão de um artista incompreendido
Eu só sou artista quando escrevo.
Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.
Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.
Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.
É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.
E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.
Eu sou rima, sou poesia.
Eu sou um furacão.
Mais este lado só depende de vc querer apertar o botão.
Não me prendo a nada que me defina. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Sou eu, de uma forma bem resumida, livre para chegar e livre para sair...
Ves🪽
Você é meu maior desejo!
Sem você sou imperfeito!
Me torno um garoto sem jeito!
Pois só você tem o efeito!
De tornar meu coração perfeito!
Tatua tua pele na minha...teu corpo no meu ...tua vida na minha... teu eu sou eu .. somos um só corpo , alma coração... somos carne e unha.. somos poesia e rima..somos letra e canção...
Eu sou uma caixinha de surpresas, pode ter um coração...ou pode ser só um vazio, uma imagem criada para ninguém perceber que o meu ser está morto, só esperando o dia para minha matéria ser enterrada...
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