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Sou porque tu Es Pablo Neruda

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Ser Muito

Dizem que sou muito. Que sou demais. Que transbordo sentimento. Como se houvesse um limite para sentir, como se fosse possível medir o que pulsa dentro de mim. Não sei ser pouco, não sei ser metade. Minha essência é excesso, intensidade, entrega.

Eu sinto fundo, amo inteiro, desejo com a alma. Não me contento com rascunhos de sentimentos, com migalhas de presença, com o morno das emoções rasas. E sei que isso assusta. Sei que, para alguns, sou tempestade quando esperavam brisa. Mas não sei ser menos.

Quem quiser ficar, que fique por inteiro. Quem quiser amar, que ame sem medo. Porque dentro de mim, o sentir nunca será um fio de água. Será sempre mar.

A Força no Meio das Interrupções – Resiliência Entre Cada Pausa

Em muitos momentos, sou forçada a pausar. A vida, com suas adversidades e desafios emocionais, às vezes exige uma parada, e isso, muitas vezes, gera em mim um sentimento de insegurança. Não pela pausa em si, mas pela sensação de estar interrompendo algo que é tão meu, tão profundo, que parece difícil retomar. Mas com o tempo, aprendi que cada pausa não é um retrocesso. Ao contrário, é uma forma de me permitir respirar, refletir e reencontrar minha força, mesmo quando o caminho parece escuro ou distante.

Essa insegurança que surge em mim é real, mas também é passageira. Sei que, por mais difíceis que sejam os momentos de interrupção, sempre há um retorno. O retorno à minha essência, ao que realmente importa, àquilo que me move. Porque mesmo nas pausas, a paixão continua, silenciosa, mas presente. E, ao olhar para trás, percebo que o que parecia ser um obstáculo, na verdade, foi um espaço necessário para que eu me reconectasse com a minha força.

Agora, mesmo com essas interrupções, estou pronta para continuar a jornada. Estou pronta para seguir em direção ao que realmente me faz brilhar: minha paixão por Indiaroba, pela minha cultura, pela minha história e pela beleza que encontro em cada canto deste lugar. A insegurança que surge ao longo do caminho não apaga o brilho daquilo que me move, mas me ensina a caminhar com mais sabedoria, com mais leveza e, principalmente, com mais coragem.

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⁠Entre a Alma e o Olhar

Sou feita de memórias, de fragmentos de tempo que se recusam a ser esquecidos. Através das palavras e das imagens, encontro formas de tocar o intangível, de traduzir o que pulsa dentro de mim e, talvez, dentro de você.

Escrevo porque sinto. Fotografo porque vejo além do instante. Cada texto, cada imagem, é um pedaço da minha alma entregue ao mundo, na esperança de que encontre abrigo em outras almas que também buscam sentido.

Minha jornada é sobre conexões – com minha história, com minha cultura, com aqueles que me cercam e com quem, de alguma forma, se encontra nas entrelinhas do que expresso.

Seja bem-vindo ao meu universo, onde o tempo é moldado pelo olhar e as emoções ganham forma nas palavras.

O Reflexo de Quem Sou

Sou Jorgeane Borges, uma mulher que vê o mundo através da poesia da fotografia e da profundidade das palavras. Não apenas escrevo, mas sinto; não apenas fotografo, mas enxergo além do instante. Meu trabalho é um reflexo de quem sou: uma contadora de histórias, uma guardiã de memórias, alguém que busca capturar a essência do tempo para que ele nunca se perca.

Minha jornada com a fotografia e a escrita não começou por acaso, mas como uma necessidade. Embora a fotografia tenha sido uma paixão que sempre esteve presente, foi em 2019 que ela se transformou em parte do meu caminho artístico. A escrita, por sua vez, começou na adolescência, quando eu escrevia rascunhos, textos e poesias, mas acabou ficando adormecida por um tempo. Escrever e fotografar são formas de dar voz ao que transborda dentro de mim e ao que vejo além do visível. Cada fotografia que capto e cada texto que escrevo são fragmentos do que sou, ecos de momentos que insistem em permanecer.

Meu olhar se volta para as raízes, para as histórias que moldam o lugar de onde venho. Busco registrar meu povo, minha cultura, a essência da minha terra – porque acredito que há beleza e força naquilo que nos conecta ao passado e nos impulsiona ao futuro. Quero que minhas fotografias e palavras não apenas contem histórias, mas façam sentir, reviver, reconhecer-se nelas.

Entre todas as buscas, talvez a maior delas seja a conexão. Acredito que o verdadeiro encontro acontece quando nos permitimos ser vistos e compreendidos em nossa essência. Não me contento com a superficialidade; prefiro a profundidade dos olhares, das entregas, das trocas genuínas.

Seja bem-vindo ao meu universo, onde cada palavra e cada fotografia são convites para sentir e enxergar além. Aqui, o tempo se torna memória, e a arte, um elo entre almas que se reconhecem.

⁠Pele de História

Sou tinta, sou tempo, sou grito, sou gente,
No peito, a memória que nunca se ausente.
No rastro do chão, no giro da dança,
Ecoa no corpo a fé e a esperança.

No som do tambor, sou força e brio,
No rio me lavo, renasço e sorrio.
Sou negro, sou canto, sou chão, sou raiz,
Sou Lambe-Sujo, sou povo feliz.

Sou Indiaroba, sou brilho no olhar,
A resistência que insiste em ficar.
Minhas lentes capturam o tempo e a cor,
Sou memória viva, sou força, sou dor.

Sou tranparente e intensa,
vivo por inteiro
e vivendo com emoção, cresci, aprendi, renasci...
As vezes emergindo quase sem ar...
Mas cada vez mais forte...
renascendo das cinzas mas enfrentando a Vida...

Não sou perfeito, nem busco a perfeição. Apenas vivo a cada dia.

Sou fêmea
Sou fogo
Sou fera
Sou mulher
Ardo em brasas
Molhada, gotejando
à sua espera...

Eu sou rosa. Eu sou espinho. Depende de como atravessar meu caminho. Se for rústico ou com carinho.

Sou brasileiro com muito orgulh... ESPERA cade o orgulho? É só na copa?

Eu sou de um lugar onde nunca, mostramos abertamente as nossas emoções.

Duvida, Certeza, Felicidade, Tristeza. Uma nova história dentre muitas já passadas, eu sou assim nas entrelinhas das palavras.

Navegar Em Mim
....
Alguém pra me amar
Precisa me aceitar
Assim como eu sou
Imperfeita, amor
Quem quiser me amar
Precisa ter o dom
Bem mais que seduzir
Navegar em mim
Iê iê...Navegar em mim ....

Eu sou como o fogo. Eu aqueço, mas eu também consumo.

Tem uma pessoa aí querendo muito ser salva no beck mas não vou falar quem sou.

O grande professor indiano Nisargadatta Maharaj disse uma vez: “A sabedoria me diz que não sou nada. O amor me diz que sou tudo. Entre os dois, minha vida flui”. “Não sou nada” não significa que há uma árida terra de ninguém interior. Mas sim que, com estado desperto, estamos abertos para um espaço limpo, desimpedido, sem centro ou periferia — em nada separado.
Se somos nada, não há realmente nada para servir como barreira para nossa ilimitada expressão do amor. Sendo nada, assim, também somos, inevitavelmente, tudo. “Tudo” não significa auto-engrandecimento, mas um reconhecimento decisivo de interconexão; não somos separados.
Tanto o espaço limpo e aberto do “nada” quando a interdependência de “tudo” nos desperta para nossa verdadeira natureza. Essa é a verdade que tocamos quando meditamos, um sentido de unidade além do sofrimento. Está sempre presente; precisamos, meramente, ser capazes de acessá-lo.

Não confunda. Sou humilde, não idiota. Sou compreensivo, não palhaço.

Não sou de ferro… Não todo momento, às vezes é preciso ser forte como aço, mas à todo momento cansa. Sou como todos, desabo, caio, quebro, amasso, me recomponho. As palavras tem um poder imenso, a briga às vezes é até menos dolorida, porque a dor é temporária, as palavras ficam vagando na mente. Finjo que não tem nada, que nada aconteceu, aprendi a disfarçar muito bem com um torto sorriso. Tô cansado de ouvir que o tempo cura, se curasse o venderiam na farmácia, ele às vezes só piora, aumenta. Quantas vezes olhei pra cima pra que as lágrimas não caíssem e rezei pra que o dia acabasse logo. Ás vezes preciso de uma gota de alegria verdadeira, porque pirata já basta a minha. Não sou de aço, apenas finjo ser, porque quando se é frágil às pessoas vem com paus e pedras na mão querendo me destruir. Só acho que ninguém precisa ter o prazer de me ver sofrendo então é melhor disfarçar com uma falsa felicidade. Mas não sou de ferro, sou apenas uma pessoa normal. Uma pessoa que sente.

Sou estranha. Me apego fácil às pessoas. Odeio funk, mas já cheguei a ficar mais de uma semana com algum na cabeça. Reclamo o tempo inteiro que estou gorda, mas como o dia inteiro. Digo que odeio o meu cabelo, mas não viveria sem ele. Já chorei por coisas bobas, e já dei risada de coisas que me mataram por dentro. Sou a criatura mais ciumenta que existe. Sou egoísta, impaciente, e como todos dizem: ”Louca”

Pode parecer um pouco contraditório vindo de mim, que sou a mais orgulhosa de todas as criaturas.

Mas justamente por saber que o orgulho nunca me levou a lugar algum, eu decidi escrever esse post para aquelas e aqueles que como eu, nunca baixam a guarda com medo de se machucar.

Primeiro eu queria te dizer, que existe um motivo para justificar o seu orgulho, o seu medo inconsciente de ser rejeitado/a de sofrer, de se machucar.

Na verdade estudos comprovam, que os acontecimentos da sua infância, tiveram e tem um papel fundamental na maneira que você se comporta hoje.

Uma criança que foi rejeitada, que sofreu bullying vai se tornar o adolescente tímido, que esta sempre de mau humor e na defensiva, por que ele se acostumou com o ataque.

Sentimentos e atitudes involuntárias que nos tornam prisioneiros, amargurados e infelizes.

Ser orgulhoso ao extremo e diferente de ter amor próprio e não deixar que ninguém passe por cima de você.

Eu sempre tive o pavio curto, nunca fui amiga da paciência e costumava não dar segundas chances a ninguém. Meu lema de vida era, 'pisou na bola, já era' eu queria um mundo de perfeição, onde não existem erros , ninguém te machuca, ninguém te decepciona.

Eu não admitia o fato de ter que perdoar as pessoas que me magoaram.

Nas finalmente eu entendi que somos todos seres humanos propensos ao erro. Mas isso não deve e nem pode ser justificativa para que o mesmo erro se repita por varias vezes. Por que errar e humano mas permanecer no erro e burrice.

Então se você não e perfeito e sabe que pode errar como qualquer outra pessoa, por que não perdoar? Porque não dar outra chance paro o amor, ou quem sabe ate para uma amizade?

Falar daquilo que sentimos, pode ser um grande desafio, mas faz um bem enorme! Falar do que não gostou, do que gostou e gosta, falar abertamente sobre problemas e decepções sem deixar que isso se torne uma briga, uma troca de ofensas.

Pedir desculpas não doí, e enobrece aquele que tem a coragem de fazer.

Falar abertamente dos seus sentimentos, não vai fazer de você um idiota e sim provar para quem quer que seja que você tem coragem para amar e não tem vergonha de contar para ninguém.

Vamos ser práticos e resolver o que nos incomoda, perdoar quando for necessário, evitar aqueles que não nos fazem bem e em nada nos acrescentam e vamos lutar, sem medo, sem vergonha, pelo amor, pelo direito de ser feliz não importa onde e com quem. Façamos o possível e o impossível para que nossos sonhos mais malucos se tornem realidade e que nada nem ninguém tire de você a esperança de dias melhores e para os momentos de dor, para os dias sem cor, use o seu melhor sorriso. Ele fica ótimo em você!

O tempo passa rápido, por isso, menos drama e mais praticidade minha gente !