Sou porque tu Es Pablo Neruda
Sou um perseguidor de sonhos.Faço do lugar onde me encontro, minha casa,o resto do mundo meu quintal.
MINHA BAGUNÇA
Não queira me mudar! Sou a minha desordem, mas sei onde me encontro! Mesmo que você se perca neste meu jeito torto de ser, se você me mudar, eu me desencontro! Eu sou menos confusa do que você imagina embora eu te pareça meio sem pé, nem cabeça! Eu ainda consigo separar o coração da razão, embora isso não te convença. Eu sei que vivo me perdendo, e talvez até me ache meio esquisita... Mas é nessa minha desordem que eu encontro razão na vida! Deixe-me assim! Eu me ajeito pelos cantos. E se você olhar bem pra mim, verá que tenho lá meus encantos!
Outra vez me encontro com meus delírios
E outra vez eles me consomem.
Sou perito em remoer uma dor por longos anos
Idealizando um passado que poderia ter sido e não foi.
Acidentalmente me vem uma melodia,
Ela será o fôlego de que preciso.
Me transporto voluvelmente por minhas lembranças
Me recusando remediar a dor.
Coração teimoso e nada perspiscaz,
Insiste em despertar meu pranto
Trazendo de volta esse desamor
E me levando a exaustão
Vou vivendo o inverso da cura,
Chorando as mesmas lágrimas
Na esperança de que um dia elas me levem daqui
Ou tragam de volta o meu amor.
Sou feliz por ser quem sou, com todos os meus defeitos. Imperfeitinha criação do Ser mais que perfeito!
Sou a favor da coragem, admiro quem não desiste, quem vai a luta, quem se arrisca e não teme! Gosto de pessoas que cultivam o amor, as verdadeiras amizades. Gente que estende a mão, que tem no coração a humildade. Gente que não finge sentimentos, que não se acostume com a falsidade. Quero ao meu redor pessoas do bem, pessoas sem interesse em mais nada além dos bons sentimentos, das emoções. Gente que respeite o próximo e a si mesmo. Gente que não use as pessoas, pois fomos feitos para amar.'
Eu não sou água, não tenho seu tempo e nem a sua paciência, eu sou marreta e se eu bato, bato, bato e a pedra não fura, mudo de pedreira se não é eu que quebro.
E daí que sou um misto de chatice, serenidade, paixão e cabeça dura?! Muito fácil brindar o agora. Nossa história é contada de um passado com problemas e endereços. Você não estava lá. Você não viu. E não é qualquer beleza fútil que irá dividir meu agora. Quero mais que isso. Quero atitude, quero verdade, quero amor próprio do lado de lá e muito do lado de cá. Quero carência da saudade e não da presença com hora marcada. Quero um elo constante, que dure, que me traga sorrisos do nada, que me faça ir além, que me faça querer todos os dias esse alguém. E já não vejo a hora de tudo isso pulsar aqui dentro. Porque em algum momento alguém chega e transforma tudo que temos em amor.
Mas, qual é limite da liberdade? Até onde sou livre para fazer o que quero? Acredito que seja até onde eu não extrapole o limite do respeito pelo outro e de determinadas regras a favor do equilíbrio, consenso, e ordem de um sistema, e ainda assim, que eu possa me sentir bem.
Sou capaz de manipular o meu consciente. Se sou Deus, sou tudo. Sou conflito, felicidade, morte, tempo, vida, fantasia, sonho, alegria, sou liberdade interior. Me permito tudo a todos de todas as formas a todo instante. Sou o extremo do simples, o mínimo do complexo.
Sou um quarto desse quarto. Mas, sem mim, torna-se um terço, e deixa de ser um quarto. É bom que se saiba que sou a quarta face desse quarto. A base do infinito onde tudo é possível, quando a alma não é pequena.
Sou daquelas que gosta de sofrer, tenho dois amores um eu quero mais não tenho o outro eu tenho mais não quero.
o impossível me encanta me fascina, me faz perder o sentido.
Quem nunca sofreu por um amor platônico aquele amor perfeito e não correspondido, sofro sim por amor não correspondido um amor perfeito que talvez nunca aconteça um amor meio sem sentido, quem ama não ver barreiras muito menos a distancia ou coisa do destino apenas ama e ama as vezes sem ser correspondido, eu amo sem fim meu amor e mesmo impossível doloroso mais eu prefiro continuar assim vivendo desse amor cada dia mais sem fim!
ADAPTAÇÕES
Sou o que o amor deixou
Fui entrega sem reservas
Sou produto das decepções
Fui dedicação e cuidar
Sou descrença e frieza
Fui guerreiro e coragem
Sou surdez emocional
Fui súdito de um sorriso
Sou apatia e silêncio
Fui dança na alegria
Sou escravo em liberdade
Fui calor em noite fria
Sou grilhão sem chave
Fui aconchego e carinho
Sou mão sem companhia
Fui aceno solidário
Abandonei meu eu, vivi você
Tropecei na vida, caí em mim
01/11/2012
