Sou porque tu Es Pablo Neruda
planetas existem só no espaço o também em minha cabeça?
Às vezes me pergunto será que sou um planeta?ou só um cometa?entre tantos universos o que seria eu a não ser um simples ponto em toda sua grandeza?
Não sou pretensioso no que escrevo, por que escrevo pra mim e não para os outros.
Tolo é aquele que acha que escrevo com alguma pretensão.
Eu sou assim...
(Nilo Ribeiro)
De tão comum,
chego a ser complicado,
às vezes sou um,
outras, multifacetado
viver é divino,
viver é tentar,
viver é destino,
viver é amar
eu sou assim,
vivo poeta,
se a porta se fecha para mim,
encontro uma janela aberta
não vivo em poesia,
ela que me conduz,
dá ânimo para meu dia,
preenche minha alma de luz
eu sou assim,
assim me apresentei,
a ideia foi ruim,
a distância aceitei
viver é belo,
viver é primor,
sou sim sincero,
sou sim amor...
Escrever é parte de quem eu sou, é a cola que mantém unida todos os meus fragmentos, mas que também me ensina a desapegar e a refletir sobre tantas convenções erradas que são passadas de gerações a gerações.
Não sou a pessoa certa para ninguém – sou ironicamente errada até para mim – e o voo que aprendi a voar leva-me muito mais além, onde mão alguma me conseguirá alcançar.
Sou eu...
Dos meus poema, sou poeta;
Das minhas histórias, sou escritor;
Do meu passado, sou personagem;
Do meu futuro, sou construtor.
Das flores, sou jardineiro;
Da vida, sou aprendiz;
Dos erros, quero as lições;
Das vitórias, quero ser feliz.
Das manhãs, quero a brisa;
Do sol, quero o calor.
Das estrelas, quero o brilho;
De você, quero seu amor.
Da lua, quero o encanto;
Dos pássaros, a liberdade;
Do horizonte, o mistério;
De um sorriso, a felicidade.
Não sou navegante de minhas vontades,
Pois percebo que Deus me tem conduzido
Por essas águas límpidas por vezes, turvas
Quase sempre, que murmuram aos meus
Ouvidos que as chuvas de bênçãos vão ser
Com a mais absoluta das necessidades!
Sou incoerente com este mundo, porém não sou aquele que se deixar levar pela coerência criada para se satisfazer.
Sou sádico
Tenho de confessar
Que por prazer
Sou capaz de matar
Sou sádico
Tenho de dizer
Que por prazer
Sou capaz até de morrer
Sou sua caixinha de música, você me dá corda e esconde nela o seu brilhante, como aquela que vejo no claro dos teus olhos.
SEI LÁ!
Por eu gostar do bizarro
Amar o diferente
Indagam se sou louca.
Louca sou por achar o estranho normal?
Louca sou por enxergar beleza no feio?
Sei lá!
O som do meu coração aumenta
Por coisas que talvez sejam insignificantes
Para o mundo
Porque pra mim
Elas tem um significado único.
Sei lá!
Só meu interior sabe qual é.
Sou ... parte de muitas vidas,acolhidas em meus ombros
Sou ... o que o meu coração vislumbra e a minha alma (re)conhece.
Sou ... o sonho que desponta em cada amanhecer
Sou ... o resultado de um comprometimento contínuo com o encanto inigualável da VIDA!
Hoje sou ... mar, silêncio, ocaso, horizonte, sou saudade!
Sou alma fustigada pelo tempo onde o amor permanece escondido
fingindo dormir ...
Sou feita de ti ...do teu cheiro, do teu sabor, que a minha alma guardou!
Visto-me do teu amor, mas é a saudade de ti, que me despe!
Caráter!
Trago no coração um sentimento puro...
Falsidade não aturo...
Sou adepto da verdade...
E de quem tem dignidade...
Odeio quem fica em cima do muro.
Eu, que sou feio, sólido, leal,
A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te, sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.
Sentado à mesa dum café devasso.
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura.
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.
E, quando socorreste um miserável,
Eu que bebia cálices de absinto,
Mandei ir a garrafa, porque sinto
Que me tornas prestante, bom, saudável.
«Ela aí vem!» disse eu para os demais;
E pus-me a olhar, vexado e suspirando,
O teu corpo que pulsa, alegre e brando,
Na frescura dos linhos matinais.
Via-te pela porta envidraçada;
E invejava, - talvez não o suspeites!-
Esse vestido simples, sem enfeites,
Nessa cintura tenra, imaculada.
Ia passando, a quatro, o patriarca.
Triste eu saí. Doía-me a cabeça.
Uma turba ruidosa, negra, espessa,
Voltava das exéquias dum monarca.
Adorável! Tu muito natural,
Seguias a pensar no teu bordado;
Avultava, num largo arborizado,
Uma estátua de rei num pedestal.
