Sou Pessoas de Riso Facil e Choro Tambem
Não há ninguém importante que não seja substituído, também há restos que podem ser utilizados, resumindo: tudo é parte de um todo.
Não anda tão devagar a ponto de atrasar com o compromisso.
Também não vá correr desembestado a bater de cara com o muro, é imprudente.
Nada desce além da terra, o céu, não há limites, o universo não tem fim.
Não lave problemas pra ninguém, também não aceita o problemas do outro, se o problema chegar até você resolva mesmo não sendo teus.
O universo observa vai cobrar de cada um exato o que plantou, a colheita é tua a dúvida também é fato.
Correr a passos largos é fadigoso também acelera o coração, bom é seguir no compasso então a vida agradeçe.
A valores que edificam próspera avança dobra de valores em bondade, também a quem não assume um alto valor por ser ruim de natureza.
Tem gente que nasceu desenrolado para fazer o que veio fazer de melhor, a também aqueles que estão enrolados em nós dasatando cordas.
As mazelas da vida nos fazem mais românticos. Mais poéticos. Vem também com a súbita ideia de que levamos uma vida prosaica.
Da mesma forma que uma criança fica doente quando os seus responsáveis não cuidam dela, assim também acontece com qualquer instituição quando seus líderes não cuidam de seus liderados".
Anderson Silva
"Aquele que é infiel ao seu cônjuge está arrumando um sério problema para a sua vida e também com Deus".
Anderson Silva
Em algum lugar
Deve estar escrito
A quantidade dos passos
E também a de nossas preces
Com o tempo aprendi
Que não preciso me adiantar ou correr
Fatalmente
O mundo sempre gira mais depressa
Mas os caminhos contrários
Não podem favorecer-se
Tempestades ou brisas acontecem
Acostume-se a isso
A vida é um tanto efêmera
E sempre por demais incerta
Os volumes inconstantes
de tantos cântaros que existem
Carregam quantidades diferentes
de lágrimas a ser choradas
Mas todas elas serão tristes
Os dias se alternam
As nossas vontades tresvariam
branda ou intensamente
A mente alça voos
A lugares mais altos
Que os olhos alcançam
Nem sempre a verdade se cala
O silencio
Nos revela mais danos
Que enganos causados
Por milhões de mentiras bem contadas
Em algum lugar deste Universo
Alguém está contando
Quais e quantas elas são.
Edson Ricardo Paiva
Em algum lugar
Deve estar escrito
A quantidade dos passos
E também a de nossas preces
Com o tempo aprendi
Que não preciso me adiantar ou correr
Fatalmente
O mundo sempre gira mais depressa
Mas os caminhos contrários
Não podem favorecer-se
Tempestades ou brisas acontecem
Acostume-se a isso
A vida é um tanto efêmera
E sempre por demais incerta
Os volumes inconstantes
de tantos cântaros que existem
Carregam quantidades diferentes
de lágrimas a ser choradas
Mas todas elas serão tristes
Os dias se alternam
As nossas vontades tresvariam
branda ou intensamente
A mente alça voos
Por lugares tão altos
Que os olhos sequer alcançam
Nem sempre a verdade se cala
O silencio
Pode esconder mais enganos
Que os danos causados
Por milhões de mentiras bem contadas
Em algum lugar deste Universo
Alguém está contando
Quantas e quais elas são.
Edson Ricardo Paiva.
Foge
pode ser que hoje chova
pode ser que chova, sim
também pode ser que nem chova
não nos cabe saber tanto assim
quem sabe
talvez hoje chova
e a chuva até molhe em mim
pode ser que a chuva desabe
talvez até chova, sim
pode ser que nada se mova
e talvez a chuva nem venha
mas não tenha certeza assim
Porém, pode ser que chova
olhe pro Céu, enxergue assim
enfim
se chove ou não chove
a vida se move assim
Edson Ricardo Paiva
Errei muitas vezes
Nesta curta vida
Acertei também
E muito
Foi muito além
daquilo que se costuma errar
Num único compromisso vivo
Vidas, erros e acertos
Agora eu olho pra isso
Como mero visitante
Quando olha uma foto antiga
daquelas que o tempo desbota
Ao passar por elas
Mas ainda dá
Pra enxergar nos detalhes
Aquelas reles coisas
Que ninguém nota, se a vê
Essa vida rota,
incrivelmente amarrotada
Que todos tem
E eu também tive
Olhares que não dizem nada
Pobres almas condenadas
Cobrando atitudes da gente
Percebo que não houve sorte
Não se vive o azar ao acaso
Só erros e acertos
Naturais
Quando a gente realmente vive
Vê
Que alguns prazos e compromissos
Terminam
Ou chegam bem perto disso
Vem aquela sensação
de olhar a vida
Como a vê-la de cima
e com certa isenção
Com a vivência
de quem olha e se cala
Quando sabe
Que é sim, possível, aprender a viver
Mas só depois da experiência
Entende que não há como ensiná-la
Perante os próprios tropeços
Compreende o valor das coisas
Cujos preços se descobre
Após muitos desdobramentos
E o coração nada fala
Aprendeu, ainda que vagamente
Que tristeza e alegrias
São coisas que o tempo apaga
Só restam lembranças
Pouco honestas, muito vagas
da procura pela cura
de uma loucura aparente
Existente ou não
Talvez tenha sido encontrada
Pra logo em seguida
Ser novamente perdida
e nunca ... jamais
Plenamente curada
Enquanto vivos
Até que um dia percebe
Que a lição melhor aprendida
Resulta
Em saber que no final
Apesar de tudo
Tudo continua exatamente igual
E tudo que nos cabe :
Aprender que não sabe nada.
Edson Ricardo Paiva
Eu tento uma coisa nova
Invento chamar a chuva
Reclamo quando não chove
E quando chove, também
Eu faço do mesmo jeito
Não me lembro de como ele era
Saio à chuva, depois que ela pára
Reclamo enquanto não chove
Eu tento chamar a chuva
E chove
Eu tenho um jeito novo
Pra fazer as velhas mesmas coisas
Meu melhor modo
É deixar tudo de lado
Da mesma maneira
Um velho pássaro vem
Pousa em meu telhado e morre
Já passou-se a vida inteira.
Edson Ricardo Paiva.
Viva a vida
Enquanto a vida acontecer
Agradecendo aos invernos
E também a cada deserto
Que teu coração suportar
Pois sua vida está sendo escrita
Não busque amparo em promessas
Palavras bonitas são só palavras
O dia de hoje, ontem, amanhã será
É assim que se vive a vida
Então, simplesmente viva
A tudo aquilo que germina
Oculto pela transparência
Da beleza fina do cristal
Pois tanto mal quanto bem
Vem bater à tua porta
A cara verdadeira de tudo
Está sempre escondida
Viva a vida
E a magia da ilusão desmedida
Cada coração se fecha
Na medida que os olhos se abrirem
Deixa a vida correr
Pois toda a vida é uma ilusão
Exceto os olhares vivos
Olhares da vida
Tão perdida quanto todos nós
Cada passo dado
Escondido pela pedraria
A revestir o pó dessa estrada
Na alternância entre luz e treva
Viva cada dia dessa vida
Um dia, dessa vida, não se leva nada
Todo dia, nada resta.
Edson Ricardo Paiva
Depois que tudo se vai
A noite continua sendo escura
O dia claro
A rua também continua
Sendo recoberta pela pedra fria
Parece até que nada muda
E de vez em quando a chuva cai
Mas se a gente olha direito
Percebe
Que não chove mais do mesmo jeito
E mesmo as estrelas
Parecem não mais brilhar
Com a mesma intensidade
Pois
Pra falar a verdade
Depois
Um mais um
Não se pode dizer que são dois
Não mais agora
Depois que tudo se foi.
Edson Ricardo Paiva
Eu penso
Nas cores dos pensamentos
Quando poucos de nós as vê
Penso também
Nem sabermos dizer
Sobre as cores que as coisas tem
Mesmo se acaso as virmos
Penso ser muito triste
Ter o tempo se arrastando
De vez em quando
Uma estrela cai lá do Céu
Ninguém faz um pedido
Perdendo pra sempre
O tempo que foi perdido
As cores estavam lá
Nuvem branca passou
Sete Céus pintados de azul
O vermelho do pranto
Uma gota prateada, ali num canto
A luz se apagou
Sem traduzí-la as cores
Nem calor pra secá-la
Só cinza-escuro
dos pensamentos a conduzir
Em brancas nuvens
Tantos pés, onde não querem ir
As cores dos pensamentos
Finalmente prosperam
Em algum momento da vida
Assim o quiseram.
Edson Ricardo Paiva.
Não sei dizer quase nada
Sobre a beleza da vida
Também não sei falar de tristeza
Cada dor habita um dia
E mesmo que a dor seja dor
Ele sempre evita
Doer além do permitido
Pra que assim ninguém perceba
O corte, a ferida, a quase morte
Que permite transformar a vida
Em quase vida
Não sei dizer nada também
Sobre a beleza de uma quase vida
Também não sei falar de alegria
Cada riso habita um dia
Mas o riso jamais evita
Alegrar além do permitido
Pra que assim a gente perceba
O corte que sara
A dor que cicatriza
A alma que não se vendeu,
Jamais se entrega
E se nega
A prosseguir vivendo a quase vida
Pois sabe o valor que existe
Na simplicidade do dia que corre
O dia é um lugar no tempo
Onde a alma que se diz insatisfeita
Rejeita a alegria pequena
Porque quer sentir-se plena
Quando "plena" é plenamente
Uma palavra sem sentido, que a escraviza
E morre, sem fazer nenhum ruído.
Edson Ricardo Paiva.
