Sou o que sou
Hoje minha vida é poesia
Sou poema, sou da vida, sou do amor
Numa vida tão sofrida sou poeta até na dor.
Eu sou o ar que tu respira, Sou as matas, sou a terra em seus pés. Fiz os rios, fiz os mares e os igarapés. Fui menino pra poder um dia brincar, batizei pra também me batizar. Fiz o homem, depois fiz uma mulher, pura e tão bela, precisando apenas de uma costela. Fiz os pássaros e dei asas pra voar. Fiz os mares, fiz a terra, fiz o ar. Fiz as trevas, pra depois fazer a luz. Sem piedade, me puseram até na cruz. Sou o filho, sou o pai. Eu sou Jesus.
Não sei fazer poesia, porque sou verso torto. Sou do tipo que verseja madrugada adentro e vai dedilhando as palavras até encontrar melodia. Mas, às vezes, não ouço! Não ouço o som sutil dos seus acordes. Não ouço porque tenho um coração no meio, que pulsa intenso, inteiro; e bate descompassado quando encontra palavra bonita. Aquela palavra imensa, que traduz sentimento verdadeiro, seja ele bom ou ruim.
Sou criança, sou uma dança
Sou uma festa, uma lembrança
Sou amor que em tu existe
A incerteza que insiste
Sou a dor do seu viver
Sou amor em uma flor
Eu sou silencio, sou a paz
Sou a vós, do leva e trás
Sou poema, eu sou uma rima
Sou olhar de uma menina
Eu sou um louco, muito louco
Sou uma árvore, eu sou um toco
Eu sou o eu, apenas eu
Sou palavras, sou museu
Sou um pensamento meu.
Sóbria, sou prosa,
Embriagada sou poesia
A poesia e que alimenta meus dias de prosa, com ela brinco de faz de conta...
Finjo saber o que não sei
E também desconhecer o que já sei.
Na poesia renovo minha fé
Em tudo que não mais acredito
Mas que um dia acreditei ter existido...
Se eu pensei ter existido, foi porque intensamente as vivi,
Por isso, às vezes me pergunto:
Essas coisas de amor existem?
E se existiram para mim, pode alguém agora as estar vivendo
A alegria e felicidade de um amor supremo.
Por isso fico feliz, e rezo para que não acorde tão rápido,
Deste sono que ainda dormes... deste sonho de ser feliz...
Mas sinto também tristeza
Por ter consciência da cegueira
Que é a realidade de ter os olhos vendados.
Quem eu sou?
Quem eu sou?
A voz da incerteza...os olhos da escuridão?
Semente que não germina, amor que se corroe?
Quem eu sou?
Sou luz, fogo ou perdão?
Não sou muito, nem sei quem sou!
Quisera ser uma estrela,admirada por alguém nas belas noites...
Uma em meio há milhares, mas com brilhor intenso, e certeza que seu destino é brilhar, brilhar até o fim!
Somente por hoje eu não serei eu, então se eu não sou o que sou e você é você, eu não sou o que você pensa que sou porque não acho que você é o que pensa que é.
Orgulho
Sou da terra, sou pernambucana, e
Cabra da peste ,tenho muito talento,
E é por isso que transmito ,esse
Meu fundamento que é o meu passatempo
Sou o que seria não fosse o que sou
De mim sou filho, pai, neto e avô
Mudo, fico: às vezes “e” às vezes “ou”.
NÃO SOU ANJO
Não sou anjo
Nunca tive esta intenção
Acho mesmo
Que abomino esta idéia
A de ser anjo
Porque anjos são perfeitos
Pelo menos
Frente aos nossos ínfimos pensamentos
Nós, meros mortais
Que nos vangloriamos e achamos
Que perante os céus
Na escala de importância, algo somos
Somos mesmo,
Seres transeuntes deste mundo
Desta selva de desamor
Quem sou ? Será que sou só mais um louco querendo ter certezas. Por um momento chego a pensar que eu não sou mais que um Blues e isso me basta e como, porque ao tocar um blues sinto tocar min mesmo na alma .O blues são meus sentimentos refletido na musica ,uma dor interessante os acasos estão por toda parte.Esse túnel que eu vivo não tem fim não tem luz e só tristeza e eu já não posso evitar.viver sobre o encanto hipnótico da beleza angustiante da realidade pode ser interresante desde que se tenha amigos,cigarros e uma namorada pra acredita ou fingir que acredita nesses meus sentimentos loucos reais e susceptíveis a mudanças
Hoje
Hoje sou este azul,
sou entardecer, silêncio e magia,
sou do mar a imensidão,
sou da brisa a serenidade,
sou perfume, sou pecado,
sou vida e paixão,
sou luz de luar beijando o mar...
Hoje sou esta natureza,
sou vento que desenha nuvens,
sou a noite e seus pássaros,
voando nas asas do vento...
Sou mulher cheirando a flor,
alguém a quem chamam de poeta,
mas sei que poetisa não sou,
sou mulher desta natureza,
meus versos são apenas sentimentos
que dançam nas ondas do mar...
Castelo de Areia
Do castelo sou o rei...
Sou tão grande que não posso entrar.
Nesse reino situado,
Nas areias do imenso mar.
Mais ainda sou o rei,
E ali posso entrar.
No castelo de areia,
Na beira do extenso mar.
Pois lá estão guardados,
Os sonhos que irão se realizar.
No pequeno castelo,
Nas areias desse mar.
Os sonhos são meus tesouros,
Que ninguém pode roubar.
E do castelo sou o rei,
Mesmo grande,
Só eu posso entrar.
No meu castelo de areia.
De vista para o mar.
(2000)
