Sou Igual a minha Irma
Lá fora, observo o horizonte que vou pincelando com nuances de minha memória...Aqui dentro, o meu mundo dá um mergulho no mar, e nessa introspecção um suspiro da vida se desprende no ar...”
O DESPERTAR DO SILÊNCIO
Adubei minha mente com sementes de esperança que ficaram muito tempo em hibernação. Agora, vejo pequenos brotos que timidamente florescem neste novo tempo, em que as palavras da matéria calam e o silêncio da alma fala, num sorriso tímido de libertação.
Lu Lena
Minha alma borbulhante insiste em não caber em mim, gosta de derramar-se pelos cantos e encantos do caminho.
Sou um pássaro em pleno voo tentando aprender a arte de fazer ninho, desejo pousar minhas asas antes de seguir em busca de outro verão.
Tenho alma de fagulha, eterna centelha e aprecio as incompletudes dos silêncios e das palavras ditas e não ditas.
Tenho a alma leve e suave como a brisa se uma manhã de maio. Gosto da beleza do caminho, mas insisto em construir a minha estrada.
Não é fácil ter alma de borboleta, exige doação e desprendimento.
Busco por metamorfoses que me proporcionem crescer e evoluir, mesmo que as pedras do caminho pareçam maiores que a coragem que estou aprendendo a ter.
ESTRANHEZAS DA BUSCA PATERNA
Fui a procura da minha busca, caminhei lentamente, de olhos fechados e coração escancarado. Ansiava por palavras de um amor não dito e não vivido, histórias e pedidos de perdão.
Andei a passos curtos em direção ao abismo, até sentir-me fitada por ele. Pude percebe-lo abaixo dos meus pés, negro e silencioso, absolutamente profundo e atormentador.
Foi o amor que desejava receber, ou ao menos saber que existiu que me moveu, e acima de tudo, o amor que desejava doar.
Eu e minha mania de querer legendar a vida. Legendar pessoas. Legendar momentos. Mania de não querer entender que palavras não definem tudo. Por outro lado penso, que mal há em gostar? Quer saber, me permito gostar e ponto!
Em momentos assim
Eu não sei o que fazer comigo
Com a minha impermanência
inconstância
Não sei como nomear
Profundidades ou abismos
Amor pela melancolia
Minhas brechas
Meus esconderijos de mim
Do mundo, não sei
É quase um assombro
Uma escuridão
Meu amor pelo movimento
Minha reinvenção de mim.
Minha paixão é tanta pelo rabiscar
que, por vezes, exagero na emoção
Somente para me recarregar
E derramar depois
Brasa que incendeia meu corpo
Loucura da minha loucura
Vontade da minha vontade
Desejo do meu desejo
Nossas conversas me inspiram
Deixam minha alma poética
Me libertam da ilusão de ser
Trazem de volta o movimento
Arejam meus esconderijos
Me fazem sentir leve
Apesar das ambivalências
Não se engane com minha melancolia
Ela é uma parte de mim que me renova
E eu não quero evitá-la
Ou fingir que não existe.
Que saudade que deu
Da tua boca roçando a minha
Do teu cheiro aqui bem perto
Do teu toque me apertando
Do teu corpo me empurrando
Contra a parede
Saudade do arrepio provocado
Pelo teu sussurro
O verbo das minhas entrelinhas
O silêncio que ensurdece
A calmaria da minha loucura
A ebulição dos meus pensamentos
Faço da minha mente um mar de canções todos os dias, por isso as canto em palavras compartilhadas para soar como um passarinho barulhento na chuva lá fora.
Cada palavra dita sou eu, como um pássaro a gritar.
Compartilhar é inspirar.
Pois digo eu: é fazer da minha canção, lida por outros, pássaros aprisionados, capazes de gritarem na chuva
Você é a minha escolha. E eu nunca acertei tanto como quando eu disse “sim”. E eu nunca quis tanto continuar dizendo “sim” todos os dias, para a mesma pessoa, o resto da minha vida.
Vivo na esperança de encontrar minha Rosa que o destino cruel levou pra nunca mais volta
Ass CICERO LYRA
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