Sou Igual a minha Irma

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Não sou a verdade
Nem a vaidade
Talvez a sinceridade
Ou quem sabe lealdade

Sou o sentimento
Naquele tormento
Com vontade de chorar
Há beira mar

Não sou metamorfose
Nem sofrimento
Sou um homem
Com grandes sonhos

Sou a vida
Sou a fila que anda
Que não passa
Mais fica sempre no mesmo lugar

Quem seja o mar
Ou talvez o ar
Viver é amar
Sempre havera lugar.

Sou a criatura mais feliz do mundo. Talvez outras pessoas já o tenham dito antes, mas não com tanta justiça. Sou mais feliz até do que Jane; ela só sorri, eu rio.

Monólogo de uma Sombra

"Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva de caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!

A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas,
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!

Pairando acima dos mundanos tetos,
Não conheço o acidente da Senectus
— Esta universitária sanguessuga
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!

Na existência social, possuo uma arma
— O metafisicismo de Abidarma —
E trago, sem bramânicas tesouras,
Como um dorso de azêmola passiva,
A solidariedade subjetiva
De todas as espécies sofredoras.

Como um pouco de saliva quotidiana
Mostro meu nojo à Natureza Humana.
A podridão me serve de Evangelho...
Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
E o animal inferior que urra nos bosques
É com certeza meu irmão mais velho!

Tal qual quem para o próprio túmulo olha,
Amarguradamente se me antolha,
À luz do americano plenilúnio,
Na alma crepuscular de minha raça
Como uma vocação para a Desgraça
E um tropismo ancestral para o Infortúnio.

Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,
Trazendo no deserto das idéias
O desespero endêmico do inferno,
Com a cara hirta, tatuada de fuligens
Esse mineiro doido das origens,
Que se chama o Filósofo Moderno!

Quis compreender, quebrando estéreis normas,
A vida fenomênica das Formas,
Que, iguais a fogos passageiros, luzem.
E apenas encontrou na idéia gasta,
O horror dessa mecânica nefasta,
A que todas as cousas se reduzem!

E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,
Sobre a esteira sarcófaga das pestes
A mostrar, já nos últimos momentos,
Como quem se submete a uma charqueada,
Ao clarão tropical da luz danada,
espólio dos seus dedos peçonhentos.

Tal a finalidade dos estames!
Mas ele viverá, rotos os liames
Dessa estranguladora lei que aperta
Todos os agregados perecíveis,
Nas eterizações indefiníveis
Da energia intra-atômica liberta!

Será calor, causa úbiqua de gozo,
Raio X, magnetismo misterioso,
Quimiotaxia, ondulação aérea,
Fonte de repulsões e de prazeres,
Sonoridade potencial dos seres,
Estrangulada dentro da matéria!

E o que ele foi: clavículas, abdômen,
O coração, a boca, em síntese, o Homem,
— Engrenagem de vísceras vulgares —
Os dedos carregados de peçonha,
Tudo coube na lógica medonha
Dos apodrecimentos musculares!

A desarrumação dos intestinos
Assombra! Vede-a! Os vermes assassinos
Dentro daquela massa que o húmus come,
Numa glutoneria hedionda, brincam,
Como as cadelas que as dentuças trincam
No espasmo fisiológico da fome.

É uma trágica festa emocionante!
A bacteriologia inventariante
Toma conta do corpo que apodrece...
E até os membros da família engulham,
Vendo as larvas malignas que se embrulham
No cadáver malsão, fazendo um s.

E foi então para isto que esse doudo
Estragou o vibrátil plasma todo,
À guisa de um faquir, pelos cenóbios?!...
Num suicídio graduado, consumir-se,
E após tantas vigílias, reduzir-se
À herança miserável de micróbios!

Estoutro agora é o sátiro peralta
Que o sensualismo sodomista exalta,
Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo...
Como que, em suas células vilíssimas,
Há estratificações requintadíssimas
De uma animalidade sem castigo.

Brancas bacantes bêbedas o beijam.
Suas artérias hírcicas latejam,
Sentindo o odor das carnações abstêmias,
E à noite, vai gozar, ébrio de vício,
No sombrio bazar do meretrício,
O cuspo afrodisíaco das fêmeas.

No horror de sua anômala nevrose,
Toda a sensualidade da simbiose,
Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,
Como no babilônico sansara,
Lembra a fome incoercível que escancara
A mucosa carnívora dos lobos.

Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.
Negra paixão congênita, bastarda,
Do seu zooplasma ofídico resulta...
E explode, igual à luz que o ar acomete,
Com a veemência mavórtica do ariete
E os arremessos de uma catapulta.

Mas muitas vezes, quando a noite avança,
Hirto, observa através a tênue trança
Dos filamentos fluídicos de um halo
A destra descarnada de um duende,
Que, tateando nas tênebras, se estende
Dentro da noite má, para agarrá-lo!

Cresce-lhe a intracefálica tortura,
E de su'alma na caverna escura,
Fazendo ultra-epilépticos esforços,
Acorda, com os candieiros apagados,
Numa coreografia de danados,
A família alarmada dos remorsos.

É o despertar de um povo subterrâneo!
É a fauna cavernícola do crânio
— Macbeths da patológica vigília,
Mostrando, em rembrandtescas telas várias,
As incestuosidades sanguinárias
Que ele tem praticado na família.

As alucinações tácteis pululam.
Sente que megatérios o estrangulam...
A asa negra das moscas o horroriza;
E autopsiando a amaríssirna existência
Encontra um cancro assíduo na consciência
E três manchas de sangue na camisa!

Míngua-se o combustível da lanterna
E a consciência do sátiro se inferna,
Reconhecendo, bêbedo de sono,
Na própria ânsia dionísica do gozo,
Essa necessidade de horroroso,
Que é talvez propriedade do carbono!

Ah! Dentro de toda a alma existe a prova
De que a dor como um dartro se renova,
Quando o prazer barbaramente a ataca...
Assim também, observa a ciência crua,
Dentro da elipse ignívoma da lua
A realidade de uma esfera opaca.

Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,
Abranda as rochas rígidas, torna água
Todo o fogo telúrico profundo
E reduz, sem que, entanto, a desintegre,
Á condição de uma planície alegre,
A aspereza orográfica do mundo!

Provo desta maneira ao mundo odiento
Pelas grandes razões do sentimento,
Sem os métodos da abstrusa ciência fria
E os trovões gritadores da dialética,
Que a mais alta expressão da dor estética
Consiste essencialmente na alegria.

Continua o martírio das criaturas:
— O homicídio nas vielas mais escuras,
— O ferido que a hostil gleba atra escarva,
— O último solilóquio dos suicidas —
E eu sinto a dor de todas essas vidas
Em minha vida anônima de larva!"

Disse isto a Sombra. E, ouvindo estes vocábulos,
Da luz da lua aos pálidos venábulos,
Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,
julgava ouvir monótonas corujas,
Executando, entre caveiras sujas,
A orquestra arrepiadora do sarcasmo!

Era a elegia panteísta do Universo,
Na podridão do sangue humano imerso,
Prostituído talvez, em suas bases...
Era a canção da Natureza exausta,
Chorando e rindo na ironia infausta
Da incoerência infernal daquelas frases.

E o turbilhão de tais fonemas acres
Trovejando grandíloquos massacres,
Há-de ferir-me as auditivas portas,
Até que minha efêmera cabeça
Reverta à quietação da treva espessa
E à palidez das fotosferas mortas!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Poucos me conhecem do jeito que realmente sou, porque são poucos os que não me julgaram antes de me conhecer...

Sim, sou um malabarismo de imprevisibilidade, um sussurro dentro da realidade, sutil no pensamento rápido no movimento. Mas cuidado, se aproxime com calma, primeiro conheça a área, mas não tente me descobrir, você não vai conseguir, meu mecanismo é insano, comum, fantástico! Mas espere, você ainda não me conhece, tente não me enganar, pois quando você foi eu já voltei. Sou sem limites, excessivo, maluco! Sem limites também nos sonhos, voo longe, posso ir muito além, vou ter uma ilha talvez ser alguém. Valorizo as poucas coisas e se te valorizo aproveite, não é tão fácil ter o meu valor, mas cuidado, não o destrua, crio um para cada pessoa, posso tentar colar, mas os riscos e falhas vão continuar. Quero ser livre, liberto, ousado! Posso tudo naquele que me fortalece, se quer bem eu somo, se não, descarto. Não sou perfeito, e nem quero: vivo a vida todo o dia como se fosse o último dia! Esse sou eu, tampouco experiente mas com sede de evolução, uma mente comum mas com alma no coração.

Não sou apenas um conjunto de ossos entrelaçados por músculos e nervos, sou uma obra ainda inacabada que se molda, se transforma, buscando se tornar uma pessoa melhor

Ele é louco. Sou eu. Eu sou sua loucura. Por anos ele vem procurando algo para depositar sua loucura. E ele me encontrou.

Certa vez me disseram: Homem inteligente só existe feio.
Então sinto muito em dizer,mas eu sou muito burro então :)

Essa sou eu
Indiferente
Carismática
Sólida
Caseira
Triste
Alegre
Sozinha
Grossa
Pretensiosa
Estranha
Vagarosa
Desatenciosa
Guerreira
Empática

COMPLETA

Que o que sou caminhe simples;
que toque com a sutileza
das coisas livres.

Essa sou eu

Eu choro, eu sofro, eu tenho medo e me arrependo. Às vezes os outros se esquecem quem eu sou de carne e osso e que eu tenho sentimentos. Francamente, eu não sou de ferro. Tudo bem que eu não saio por aí demonstrando o que sinto, mas isso não torna meus sentimentos inexistentes. E sinceramente essa é a única coisa que me separa desse mundo paralelo cheio de dor. Isso me faz fraca, mas também me torna forte. Não demonstrar o que sinto é como estar coberta por uma capa protetora onde ninguém pode me alcançar. Ora isso é defeito, ora qualidade. Defeito por me tornar alguém sem sentimentos em visão de outros, qualidade por transparecer em mim aparência de forte, quando na verdade estou a ponto de desmoronar. Mas eu sou assim, tenho meus medos e minhas loucuras, minhas certezas e minhas dúvidas. Sou o tipo de pessoa que sempre confere duas vezes se a porta está fechada, aquele tipo de pessoa insegura, que começa a dançar com outras pessoas na rua até dar o passo pro lado certo. Pessoas que por insegurança, ou até mesmo por proteção, não confiam por inteiro. Pessoas que se importam, mas dificilmente demonstram. Essa sou eu. Humana, com defeitos, qualidades e uma dose extra de loucura.

Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado.

⁠EU SÓ QUERO SER QUEM SOU
Um grito de desespero
Porque não aceitam o meu jeito?
Tantos julgamentos passam pelos meus pensamentos
Inseguranças implantadas pelos outros
Eu quero viver, dane-se os outros, esse é meu desejo!
Mas o que os outros vão pensar? Como vão reagir?
O que será de mim?
Não quero ouvir mais, não quero mais tranças no meu coração
Quero liberdade e paixão
Não mais reclamações, sermões, opiniões, coisas que só me fazem me sentir menor
Quero me jogar no que sou!
Mas, como vou se os outros não me dão permissão?
Quero ser louca, sem ligar pras outras pessoas
Me sinto viva
Fazendo o que dizem que não devia
Tanta energia
Jogada apenas no que os outros querem da minha vida
E como fica, e que eu gostaria? Qual rumo EU quero? O que eu realmente desejo?

APRENDI

Demorou muito, mas aprendi: não sou melhor que ninguém.

Por trás de um sorriso conseguimos esconder um choro de uma vida toda.

Mas os olhos são grades, por trás das quais a verdade mais oculta da alma desesperadamente grita pela liberdade.

Há uma ave enorme no céu, uma gaivota triste, chora pelo filho da águia.

Eu sou muito peculiar, impulsivo. Eu gosto de controlar, a mim mesmo e aqueles ao meu redor.

Christian Grey
50 Tons de Cinza

Sou apenas por mera burocracia. Seria complicado demais registrar-me no mundo em multiplicidade. Então sou por convenção, por facilidade. Sou indíviduo por necessidade didática de compreensão, mas descubro-me tantas a cada confronto com minha imagem duplicada e com os tantos corpos que atravessam a superfície côncava dos meus olhos. Posso ser o que quiser no jogo cotidiano da existência, o que quero ser e aquilo que esperam que eu seja. Não alimento ilusões quanto a um eu fixo, uma essência que se descobre com convivência. Convivo comigo e desconheço minha última camada ou face. Sei apenas que sou palco vivo, que caminha apresentando-se como espetáculo, monólogo ou diálogo, tragédia ou comédia, posso chover e ser sol quando me apetece o gosto.

Quando eu não mais existir, sinta uma brisa forte e fria, pois sou eu a te arrepiar, ''Quando eu não mais existir, olhe para o sol brilhando forte, pois sou eu iluminando seu caminho, '' Quando eu não mais existir, olhe para a estrela que estiver mais brilhando, pois sou eu a te paquerar, '' Quando eu não mais existir, olhe para a flor mais bonita de um jardim e sinta-me, pois sera o meu cheiro a te perfumar, '' Quando eu não mais existir, olhe para a lua, pois sou eu tomando conta de ti enquanto você dorme sonhando comigo.

" Com Você Sinto Vontade De Grita "Eu Sou Feliz" essa e a mina que eu sempre quis, ela e a vida que eu sempre quis viver e ser feliz , com ela me sinto assim rimando até o fim." dedicada pra você Sabryna Fernandes que eu amo até depois do fim

Você vai me chamar de louco, e dizer que sou apenas um idiota apaixonado que não cansa de testar os limites do sofrimento, mas só quem já amou uma pessoa de verdade, consegue descrever a dor de querer, e não ter por perto. Você vai tentar me fazer acreditar que não vale mais a pena, eu vou sorrir e concordar, mas no fundo, a única vontade será de sair por ai, procurando o que é meu.

Eu não sou perfeita e nunca fui. Fiz o que pude e fui além do que eu poderia ser para te dar tudo o que eu não tinha, mas te dei tudo que me restava e fiz isso até meu último suspiro por você.