Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Não me lembro de tudo como Mimir
Mas diga que sou Ódin em cima do Sleipnir
Diga me coisas que me faça refletir
Seja o Toth e me tire daqui
Me faça subir.
Conto estrelas, como conto contos
Sorrio, sou rio, água corrente que lava
Como lava, derreto tudo com umas palavras
Sempre quentes como brasas, eu só queria asas.
Está doendo, mas não estou sentindo a dor..
Pois sou vazio e não sinto mais nada a respeito de tudo.
Minhas emoções se perderam, assim como eu em uma noite me perdi em meros pensamentos.
Não sou santo.
Não sou Deus.
Mas eu sou um louco, com a sanidade mental perfeita, e ao mesmo tempo imperfeita até demais.
Sou uma teria,
que acorda no meio da madrugada,
chamando teu nome, no eterno,
então me sinto uma contradição,
que não compreende o sonho de sentir,
a imensidão da teorema que escorre da alma...
bem dito os passo mal compreendo teu amor,
cujo momento passou num estante que desejou.
sentir armadilha no desatino do meu ser incompreendido...
sou vagante como vento que deixou inverno ser tão quente quanto o inferno,
diante da insurgência dessa vida.
Tudo o que sou é lamento
Tão pequeno na escuridão
Mas tão vasto no pensamento
Esse "tamanho universo"
É tão grande quanto o meu verso.
Tem dias que eu jogo a toalha, porque eu sou assim mesmo, essa coisa que beija a lona de vez em quando, pra dar um tempo, pra botar a cabeça no lugar.
Porque senão a vida vem e engole a gente, e nos mastiga, nos tritura e a gente se sente a mais inútil criatura.
Minha fraqueza me ordena a ser forte, e eu - juro - tento reagir.
Mas é preciso parar, descansar e planejar novas estratégias de como olhar a vida nos olhos, sem medo, com cara de mau, sem desviar o olhar.
E a gente aprende, ali, na derrota, como se levantar de novo!
Não era tudo isso...
Vivi o que já estava ali
Plantado pra eu viver
E assim como canal que sou, deixo ir
Me calo, me recupero e me guardo...
Grata por ser
Por querer, por ver
Por ter tido a coragem de viver
De ter dado a cara pra bater...
Entrego tudo com cuidado
Com o que a memória vai trazer
O que eu escolho lembrar
O que eu escolho esquecer...
E na banalidade
Do que não houve pra se dizer
Fico com a resposta
Que era evidente de se ver...
Que no início o fim foi visto
Que no nada o tudo foi vivido
Que no fim não era tudo isso...
Não importa do que sou feita
Não importa só o sangue
Corre em minhas veias
Não importa se sinto calor ou frio
Não importa se em mim restou vazio
Não importa se sinto cede ou fome
Não importa se a dor me consome
Já não importa nada
Já não resta mais nada
Oque é pra ser, está sendo
O importante é viver
E eu estou vivendo
Vestígios de uma carta poética
Não, não tentes me usar,
Pois não sou brinquedo.
Não, não tentes me manipular,
Pois não sou manipulável.
Eu sou seu pior pesadelo nesses dias de calmaria e treva.
Eu sou sua Deusa encontrada em um corpo de menina.
Eu sou sua excitação mais gostosa.
Não, não tentes me convencer de que sou um melhor, a verdade é que sou como a lua cheia de fases e você é o oposto de tudo aquilo já vi.
Não, não tentes brincar com o resto do meu coração e depois sair fora.
Eu sei é muito tentador brincar comigo,
Porém talvez seja impenetrável...
Não irei mais me afogar na minha própria solidão, estou te deixando não por egoísmo ou por não te amar, a verdade é que ainda amo-te profundamente por essa razão estou a te deixar. Espero que um dia entenda, assim como entendi o que fez comigo nesses últimos anos.
Adeus.
Sou o poeta no divã da vida
Pernoitando no labirinto do sonho
Sem rua, sem travessa e sem esquina.
Onde não há mapa definido;
Só há papel e tinta.
Eu sou cheio de memorias de velhos paraísos e de melancolias que torcem minha alma com uma infeliz frequência.
