Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Cada passo teu ressoa como feitiço, dissolvendo as margens do que sou.
Tento manter-me na escrita — mas as letras tremem, hesitam, falham.
O balanço hipnótico dos teus quadris desarma meu verbo, dispersa minhas rimas.
É um balé blasfemo que me despe da razão.
Eu — eu mesmo:
sou aquele que, de si,
tudo e nada sei.
O que não deveria saber,
ainda assim, sabendo,
de mim quero o bem.
As pernas perguntaram para a mentira:
— Por que dizem que eu sou curta?
A mentira respondeu, vaidosa:
— Porque eu não deixo você ir longe.
Mas a tecnologia entrou na conversa:
— Errado. A mentira não tem pernas curtas.
A mentira sorriu, aliviada:
— Finalmente alguém me defende!
A tecnologia se aproximou e sussurrou:
— Mentira, você não tem pernas.
Eu cortei todas elas.
E comigo…
você não vai a lugar nenhum.
Me tornei alguém, alguém que tem planitude de sua alergia. Será que ainda sou alguém? Eu queria ser você, que busca sabedoria, que tem ótimas amizades, que todos acreditam no seu bem-estar. Será que dar pra ser você? Eu não quero ser alguém, não ser você, mas eu. oque seria eu? Eu que leio livro em busca de entender algo, que sai por aí ansiando por um elogio. Será que gosto de ser eu?
Sou cada vez mais grato pela nossa amizade, um laço sincero e especial que parece ir além desta vida, trazendo alegria, apoio e carinho para minha caminhada.
Ian N.T
"Não sou apenas forte; sou resiliente. Caio como folha, mas levanto como fênix, sempre fiel à minha essência e ao amor que dedico aos meus."
-------- Eliana Angel Wolf
A casa se cala e o tempo se estica,
No centro da sala, sou sombra e espera.
O grilo lá fora sua nota replica,
Única voz dessa imensa atmosfera.
Um carro ao longe, um som que desmaia,
Corta o asfalto e mergulha no breu.
Enquanto o cachorro na rua se ensaia,
Latindo pro nada que o sono esqueceu.
Aqui, o vazio não pede licença,
Ocupa a poltrona, o teto, o chão;
É quando a ausência se torna presença,
No ritmo lento da própria solidão.
O mundo acontece do lado de lá,
Em luzes de estrada e latidos ao vento.
Aqui, sou o grilo que não quer parar,
Preso no eco do meu pensamento.
Eu sou.....
[...]um homem que preza pela simplicidade e não vive de aparências, não tento agradar a todos, pois só digo que gosto de alguém quando é de verdade.
Não uso as pessoas e valorizo quem tem essa mesma integridade comigo.
Aprendi, com o tempo, que as palavras podem enganar, mas as ações sempre revelam quem as pessoas realmente são!
Teu coração leve… e eu dentro dele,
como quem encontra abrigo sem pedir.
Sou magro, disseste,
mas é porque carrego só o essencial:
te amar sem peso, sem medida, sem fim.
Teu coração está livre,
e ainda assim me escolheu…
Não precisei de correntes, promessas ou medo;
foi no silêncio dos olhares
que te prendi com cuidado,
não em ferro, mas em sentimento.
Se amar fosse prisão,
eu jamais te queria…
Mas amar é voo,
e mesmo com o céu inteiro,
você decidiu pousar em mim.
Não sou a mesma mulher que começou a caminhada. Cada desafio me expandiu, cada queda me ensinou e cada recomeço me revelou quem eu realmente sou.
Átomos Ambulantes
Agilson Cerqueira
Sou átomos ambulantes.
Nasci da combinação de partículas,
que se uniram em moléculas,
formaram tecidos,
ergueram órgãos
e deram abrigo à consciência.
Sou feito de matéria
forjada em mundos distantes,
de átomos com origem planetária e estelar.
Sou subproduto de antigas explosões,
herdeiro do fogo de uma supernova.
Já existi há bilhões de anos,
como energia vagando entre estrelas,
antes de me tornar matéria,
antes de me tornar eu.
Fui moldado por processos de fusão,
por encontros e separações,
por atrações inevitáveis
e expulsões orbitais.
Carrego em mim a memória das estrelas:
daquelas que se fundiram,
das que nasceram,
das que morreram lentamente
ao esgotarem seu combustível.
Hoje caminho sobre a Terra,
mas minha origem permanece no infinito,
Sou poeira estelar organizada,
um breve arranjo de átomos
que contempla o próprio universo
do qual nasceu.
Agilson Cerqueira
SER POETA
Ser poeta de coração
Traçar desejo e emoção
Buscar o céu e o chão !
Sou poeta da vida
Misturado numa química
No suave e doce olhar
Sem explicações traçar
Linhas dessa transformação
Para que possa entender
Que sou poeta de coração!
Revelar maravilhosas cores
Encontro da boca e do beijo
Sem entender esse mistério
Eu sou poeta sem explicação!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
SEU POETA
Sou poeta do seu coração
Escrevendo desejos e emoções
Buscando delícias no sentimento...
Sou o poeta da sua vida
Misturado numa química linda
No seu suave e tão doce olhar
E sem explicações vou traçando
Linhas dessa grande transformação
Para que verdadeiramente entenda
Que sou poeta do seu coração!
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Revelações em maravilhosas cores
O encontro da boca e do beijo
Sem entender esse mistério
Eu sou poeta sem explicação!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
"Me perguntaram se eu era livre. Respondi: 'Sou escravo da liberdade'. E o que é a liberdade? É não ter preço, não dever favores e não se curvar para caber no mundo de ninguém. É o direito sagrado de escolher o próprio caminho, mesmo quando ele é o mais difícil."
Ginho Peralta.
O simples motivo de estar vivo me faz ser feliz... sou incapaz de desistir da simples alegria de viver
