Sorriso sem Graca
Mas qual é a graça dos dias sem você?
Os dias perdem a cor,
o sol se esconde,
comovido,
o céu se isola.
As noites ficam frias,
as estrelas optam por morrer,
o mundo entra em colapso.
O dia simplesmente não vive.
Um dia sem você é um dia sem vida.
Não há versos sem teus olhos
não há festa sem tua boca
não há cheiros nem graça,
não há flores sem teu perfume
não há palavras com teu silêncio
não há olhares sem teu corpo
não há dança nem música,
não há toques nem chamego
não há sorrisos nem esfrega,
não há lero-lero nem te quero
não há sonhos nem fantasias
não há calor na madrugada
não há lençol, cama amassada.
Não há beijos de até logo
não há chau na despedida
não ha lembranças sem teu nome
não há nada quando some.
A graça se revela majestosa no fato de um Deus que não cabe no universo se apequenar a ponto de se aconchegar no ventre de uma jovem.
Eis a graça! Tão graciosa que nos deixa absolutamente sem graça, desconcertantemente constrangidos. Nossos argumentos mais refinados vão para o lixo. Nossa sofisticação se torna obsoleta. A graça implode nossos castelos de areia. Ficamos sem chão. Entregues à vertigem da liberdade. Fiados exclusivamente em Seus propósitos, cuja equação inclui misteriosamente a Sua soberania e a nossa liberdade.
Obrigada Senhor por me conceder
a graça de mais este dia,
sei que cuidará de mim
com a mesma simplicidade e
cuidado de uma borboleta
ao pousar em uma flor.
Todo homem ao passar pela "cabine telefônica" da Graça, recebe de presente a "kriptonita" do espinho na carne.
O que mais me surpreende na Graça de Deus é que ela consegue ser: atraente sem chamar atenção; escandalosa sem ser espalhafatosa e irresistível sem ser forçosa.
A Graça nos coloca na esfera de ação do Amor de Deus. Sem ela tudo sairia de órbita e a vida entraria num colapso. Seu poder atrativo mantém tudo em órbita pois ela é irresistível.
Deus nos entrega a Graça de maneira superabundante, subvertendo a referência que temos de valor! Mesmo sendo abundante, não temos o direito de desvaloriza-la.
É melhor atribuir valor na abundância do que na escassez. Isto vale para Graça e para os recursos naturais. O valor sempre é seguido de cuidados e responsabilidades.
Deus é Amor e age por Graça.
O Amor diz respeito a Sua essência, já a Graça a Sua forma. O Amor é singular, a Graça é plural. Logo, o Deus que é imutável e único, age de maneira variada, segundo Sua multiforme Graça.
A igreja está no mundo para encontrar e realçar a Graça em meio a um cenário que jaz no maligno. Semelhantemente a pomba de Noé, que foi enviada para achar um ramo de oliveira em meio aos cadáveres pós dilúvio.
Por isso que temos que ser simples como a pomba. Ela é cirúrgica, entre um cadáver e outro, ela acha um rastro da Graça e o realça, gerando assim o vínculo da paz.
Se a mensagem for 99% Graça, mas tiver aquele 1% de mérito, trata-se de um "evangelho safadão", que seja Anátema!
