Sorria Mesmo
...bonitinho mesmo era aquele olhar tímido que embora não soubesse me dizer nada, meu coração sabia ler tudo!
Por que amar a si mesmo, não é uma opção, e sim uma obrigação, você não vai dar espaço pra te amarem se nem você mesmo ama a si próprio.
...e a vida é assim mesmo: um dia você acorda e ela lhe dá lágrimas, noutros você acorda e ela lhe dá sorrisos... A vida é mesmo bipolar!
...e de vez em quando vai rolar mesmo uma saudade... aquela saudade que aperta o coração , que te cobre o olhar de lágrimas... saudade daquele tempo em que você era tão mais feliz e a vida tão mais leve... Saudade de quem você foi e nunca mais voltou a ser!
Não sei se estou olhando o lugar errado ou se sou azarado mesmo. Ultimamente tenho visto mulheres que só se importam com a condição financeira dos homens, é claro que essas curtem um homem bonito, mas se for pra escolher, preferem os que tem grana mesmo careca e barrigudo. Pode até parecer engraçado, mas não me vejo "curtindo" com alguém que se vende e nem nem mesmo sabe qual o seu valor.
Através de tantas transformações do homem duvido de tudo que vejo ao meu redor.
Até mesmo do sol que me ilumina. Quem sabe se eles também já mudaram?
)
O tempo foi passando, voando, virando migalhas.
Parecia que o meu corpo estava parado no mesmo lugar desde aquela última respiração profunda na praça. Era estático o efeito da paisagem bonita. Era o caos aguardar por uma companhia que virou as costas e foi embora sem contemplar a beleza das flores. E todos os dias eu admirava o verde vivo, a brisa rasteira, ansiosa para encontrar tua nota dó dentre os sussurros da ventania. Ficava sentada ali por horas, rabiscando, estrangulando o tempo. Cruzava as pernas, os braços e as ideias procurando, ao menos, uma posição confortável para as dores da alma, ou um motivo aceitável que me fizesse desviar desse caminho infindável. Percebi então o magnetismo do passado atuando como uma bússola que aponta apenas para o Norte. Descobri por entre cinco ou seis puxadas de ar que nunca fora a intenção ser o teu rumo fixo. E as possibilidades me deixavam inquieta, melodramática, desenhando cenas no vácuo como se pudesse pintar as situações e bordá-las num estado real. Chegava a roer as unhas, cantarolava sinfonias, coçava os olhos, entretanto não sentia vontade em voar pra longe. Acho que eu te procurei em todos os rostos que conheci desde o dia que te vi pela última vez. Nunca tive muita sorte na vida, mas tenho certeza que o teu gargalhar no escuro poderia facilmente ser confundido com um bilhete de loteria e isso me contentava. E ora veja, mesmo nas pausas sem graça eu ainda conseguia rir até a barriga doer pelo destino ter sido tão sacana a ponto de me fazer derreter a cada contração de intenções sutis. Tenho medo do escuro. Mas ainda lembro-me do sorriso sem esperança, sem luz que silenciava o último encontro. De quando colocou uma pulseira colorida estranha no meu pulso e deu dois nós. De quando me pegou pelas mãos, olhou no fundo dos meus olhos e disse que o amor era grande, mas o mundo era maior.Virou-me as costas e foi embora como quem sabia exatamente o que estava fazendo, como se planejasse há muito tempo. Comecei a escrever poesias sobre as cores estranhas, sobre como elas ficaram bonitas depois que ele me presenteou, sobre os dois nós. Sobre o nó no pensamento, que se transformou em nó no coração até se acomodar num clandestino nó na garganta. Ele nunca voltou à praça para pegar o que era dele por direito. Eu ou a pulseira, não sei ao certo. Arranquei-a do pulso com toda a força que tinha, joguei num canto, quis enterrar junto das flores bonitas para que o encanto nunca se perdesse. Tarde demais. Todos os dias as cores me assombram, assim como o aroma das flores, assim como o estranho corpo que imigrou ao longe. Cegueira inexpressiva. O pulso ainda pesa tanto quanto as palavras nunca ditas.
E eu escrevo em preto e branco até hoje.
RASCUNHO DE MIM MESMO
Sou rascunho de mim mesmo
E me atrevo a rabiscar
Do amor, desejos, beijos, sonhos e alegrias
Sem inserir sofrimento, dor, desalento, fantasias
Mas se assim o faço, deixo de ser original
E sigo por este caminho
Me contendo, me rabiscando
Virando as páginas dos meus rascunhos
Certo de que alcançarei o final
Quero apagar as dores, mentiras, dissabores
E começar tudo de novo
Sorrindo, sem pressa, sem rumores
Rabiscos da infância tão saudável e inocente
Lembrando da minha gente
Que em minha memória ficou
Lembro de Maria a primeira namorada
A professora Ritinha sempre tão animada
Minha escola, as pescarias, o açude, o futebol
Rabisco de mim mesmo nesta minha simples jornada
O tempo passou depressa
Mas na memória ficou
Dos momentos tão bem vividos
Que a vida me ensinou
E se no tempo pudesse voltar
Certamente de novo faria
As coisas que fiz nesse tempo
Que me causaram alegria
Falaria mais do amor
Do carinho, da afeição
E ao falar tentaria ouvir com o coração
Seguir sem magoar
Sem causar feridas no irmão
Tentaria agir diferente sem oportunidades perder
Com certeza se assim fizesse
Eu não teria perdido você
a solitude dos meus pensamentos,
é profundo da minha alma,
mesmo na escuridão dos meus pensamentos,
sinto a solitude no qual fui criado,
na escuridão dos sentimentos desejo,
o sentimento da obsessão de viver
sentindo nos teus olhos a verdade,
que não se cala nesse coração descrente...
sentimento profundo, ate que tempo para...
na solitude do teu amor eterno...
a vida é o amargo desejo de viver...
seja fundo da minha alma
alem do calor que movimenta o desejo,
de viver embora a vida seja somente um sentimento...
além das virtude dessa vida que maltrata
por celso roberto nadilo
E a gente gosta mesmo é de carinho, a alma ama afagos! Pessoas que sabem tornar nossos dias mais fáceis, nossas dores amenas, nos medos pequenos, nossa ansiedade controlada, nossa alegria exposta. A alma ama afagos!
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