Soneto da Saudade
A saudade está naqueles pequenos ares que eu respirava há tempos atrás, ler um livro, requentar comidas, fumar dentro de um quadrado fechado sem janelas, acender incensos, lembrar que a poeira ainda existia, olhar para os lados e ver a vida em apenas uma forma geométrica, respirar ao som de Damien Rice e por fim virar amiga da minha querida solidão.
No olhar um sintoma de saudade, uma vontade de não pensar em nada. Apenas reviver o melhor que vier como se fosse o passado uma ponte que conduz ao sentido verdadeiro de ser livre, assim como o tempo vai e o vento vem!
Despedida; é uma mistura de saudade com solidão, surge um nó na garganta, lágrimas nos olhos, sensações estranhas no corpo e aperto no coração.
O tempo se encarrega de fazer a rotina se tornar saudade, se outrora vencer o impossível era uma mera diversão, com o tempo qualquer diversão se torna meramente impossível.
Sempre que me lembro de momentos tristes bate uma saudade no peito...e sempre que sinto saudades meu rosto é coberto pela tristeza
Saudade dos tempos, dos velhos momentos, aproveite cada momento, pois nada se repete da mesma forma.
Saudade, mas tanta saudade que dói. Não é tristeza, não é ansiedade, obsessão, angústia e muito menos mera inquietação. Não é dor poética. É dor! Como se algo crescesse dentro dos ossos. As vezes é tanto que me perco. Paro de pensar, para de ver e sentir o que está ao meu redor. Saudades.
