Soneto da Saudade
A saudade é indiscreta -
A saudade é indiscreta
Porque chega sem convite
E age sempre como seta
Que atravessa sem limite.
Ela invade o coração
E se espalha pelo corpo
Traz tristeza, desilusão,
Ansiedade e desconforto.
E dos olhos caem sombras
Caem dores, caem lutas
Mas mais tarde voam pombas
Pelo Céu das nossas culpas.
Chega o tempo, passa a vida
Vai passando a nossa idade
Só não passa a despedida
De quem deixou essa saudade.
Saudade eu tenho...
De sentir o que nunca senti deveras
De abraçar a quem nunca abracei
De beijar a boca de quem nunca beijei
Saudade eu tenho
De você meu bem
Saudade! Palavra tão agreste....
Palavra que atormenta corpo e alma...
Corpo terreno e alma espírito?
Creio que será a lógica, certo?
Corpo à terra e alma ao céu?
Quero acreditar que sim...
Terra.... Tenebrosa.... Céu... Celestial....
Temos que acreditar em algo para apaziguar as nossas angústias....
Quem crê.... Sofre menos? Talvez......
Fica a questão.....
Passarinho livre
Um passarinho precisa de liberdade
Precisa sentir saudade
Precisa escolher seu destino
Precisa conhecer o desatino
A solidão, a frustração, a decepção
Só não espere a mesma gaiola à disposição.
Ausência
Hoje eu permitirei que a saudade morra em mim
Os teus olhos, agridoce, me engulam de solidão
Porque nada te poderei dar, senão, está dor sem fim
Exausto me vejo na janela, e o quarto na escuridão
Ao fundo, uma melodia ao som de bandolim
Assim, me sinto na tua lembrança e tu na minha emoção
Não te quero ter por apenas te ter, quero ir além
Porém, cada gesto, palavras, suspiros, a alma em convulsão
Então, não diz nada porque o teu silêncio me convém
Os teus abraços em outros braços enlaçaram
Sinto que estas distante e sem uma tal essência
Eu deixarei... tu irás, e as madrugadas companhias serão
E assim, eu serei e você será... ausência!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2018
Cerrado goiano
O amor persiste, tudo passa
O ciclo lunar
A saudade a apertar
O medo do obscuro
O pensamento descuro
A solidão a atormentar
A ofensa a machucar
A tempestade que amedronta
A ignorância que afronta
A felicidade em gomos
A diversidade que opomos
A ingenuidade que acredita
O xingamento que irrita
O ato que envergonha
A moral sem vergonha
O desamor que insiste
Tudo passa! O amor persiste…
Então, aos que desconfiaram
Revelo: amei e me amaram!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
03/03/2009
Rio de Janeiro
Defina-me saudade
Tão logo que se sentiu
aquela inexplicável pulsação
Um breve arrepio
de uma imensa emoção.
Aos poucos tomava conta
em uma sinapse neuromuscular
O que fluía das lembranças,
o corpo não podia mais negar.
O que podia ser explicado;
Ausência...,
Distância...,
Lembranças...
Em um momento nostálgico
da vontade de reviver,
Uma simples palavra
definiria você.
Tempos de saudade
Algo que nos bate fundo na alma
Secretos túneis que nos recordam um gostar,um amar,aquele carinho que nos faz falta,aquele conforto que nos acomodamos sobre um sofrimento que é reflectido nas nossas emoções.
Saudades quem as não tem.....
Ou possa a vir a ter.....
Saber viver rodeado de caminhos que nos levam ao tal amor ao próximo,e sustentar o nosso interior sobre várias vias até dar a uma o coração.
(Adonis silva)09-2019®
gangorra
e nesta ciranda de querer e opor
num coração sulcado
se tem a saudade de amor
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
SERTANEJA
Uma saudade que aperta
No peito de um sertanejo
De uma paixão que desperta
Sonhos de amor e desejo.
Meu amor eu daria tudo
Faria o lar tua igreja
Eu daria a vida e o mundo
Pelo teu amor, sertaneja.
Tu cabocla sertaneja,
Mesmo o sol ardendo o chão
Entre espinhos tu florejas
És a flor do meu sertão.
E nesses meus tristes versos
Na tristeza do meu canto
Sertaneja te confesso
Todo o meu amor e meu encanto.
Canto triste de quem chora
De saudade, solidão
De um amor que se foi embora
E levou meu coração.
Saudade, se fosse possível...
Se fosse possível filmar a saudade
Belas cenas seriam inseridas
Nas histórias não concluídos
De um filme inacabado
Se fosse possível costurar a saudade
Teriam remendos doloridos
De momentos não vividos
Em algum tempo do passado
Se fosse possível prender a saudade
Seriam acorrentados os sentimentos
Aprisionados cada momento
E para sempre eternizados
Lembrar com carinho,saudade e amor...
Não há homenagem mais linda...
Para todo aquele que para sempre...
No nosso coração ficou.
Ivânia D.Farias
Saudade, palavra agridoce da dor
Oh Saudade! Eu tentei tanto
Esconder de ti na melancolia
E ainda te revelas no meu pranto
E na angústia de minha poesia
É de um alguém, um lugar
Se afirmar, estarei a mentir
Se minto é pra me preservar
Se tu vens, rendo-te no sentir
Se povoada está a minha nostalgia
Nas palavras gosto de amarga aflição
Frouxo estão os ponteiros da fantasia
Que ritmam os temperos do coração
É vazio cheio sem que se possa ver
Solidão da alma no pleno amor
Grito na escuridão sem comover
Saudade, palavra agridoce da dor...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04/05/2011, 01’33” – Rio de Janeiro, RJ
MÃE!
Hoje faz um ano que você não está entre nós;
Um ano de saudade;
Saudade dos tempos em que tínhamos você para nos proteger, se preocupar, nos repreender, nos educar;
Saudades dos momentos simples mas marcantes;
Saudades dos Dias das Mães, aniversários, finais de ano;
Saudades do seu carinho, do seu afeto, do seu sorriso, do seu amor incondicional;
Saudades de ser recebido depois das minhas longas ausências, com um sorriso, um abraço, mesmo já estando muito debilitada, com dores, triste, mas sempre se superando para dar o seu melhor, o seu amor.
Hoje levo comigo as lembranças, saudades e muito aprendizado, aprendi com seu exemplo de vida e de luta a nunca desistir, de que não importa a circunstância temos que buscar forças para viver e tentar ser feliz.
Te amo, mãe! Obrigado por ser esse meu exemplo de vida, sua ausência nos faz muita falta, que Deus esteja sempre contigo em seu reino. Em breve iremos nos encontrar novamente.
Monotonia do Tempo
O tempo cura tudo menos a saudade teimosa
Que habita em mim de manhã.
Ele promete esquecer, desaprender,
Mas a ansiedade permanece até o amanhã.
Se o tempo pudesse ocultar
Cada promessa feita e não dita,
O amor seria o fim de uma vida infinita.
Vida essa que era minha e agora é tua,
A tua alma vestida a passear numa cidade nua.
As estrelas sorriem ao ver-te à deriva na rua.
E eu perdida no tempo,
Comtemplo-te, ao admirar cada verso da tua poesia.
Eu imploro-te e prometo,
Que vou amar-te em segredo, nesta pacata noite fria.
Sentir saudade é algo incrivelmente cruel.
Você sente o cheiro, o abraço, ouve o som da voz sussurrando ao pé do ouvido. As risadas e os momentos se repetem e doem na alma. Aqueles segundos, o toque das mãos, os esforços sem medida... Tudo se torna dor.
O tempo que se passava junto, ainda que longe, se torna vazio, insistentemente lento. Nada nem ninguém substituiu os momentos compartilhados.
Sentir saudade é devastador.
Não poder viver um único momento como aquele único faz a gente refletir se aqueles momentos deveriam ter existido.
A despedida dói, mas o silêncio destrói. O silêncio das conversas longas, dos filmes, das playlists. O violão não ecoa nenhuma nota.
Perdemos os planos, sacrificamos os sonhos em nome da indecisão pois longe não sabemos o que significamos um para o outro, mas não é possível esquecer tudo o que fomos enquanto estivemos perto.
As pessoas deixam o seu espaço físico, o que me deixa muita saudade. Mas acredito que vão habitar noutro espaço espiritual, num campo celestial que me faz inveja.
Penso como será esse lugar. E espero um dia poder mudar-me para lá.
Isto é muito complicado assim dito, mas quando me deito e fecho os olhos perco-me já no meio desse lugar paradisíaco.
Que bom é estar nesse lugar.....
Mas também quero acordar para, por enquanto, permanecer no meu cantinho terrestre.
"A saudade de você está pendurada na parede, com pregos fortes de batidas certas. Não preguei sozinha. A saudade de você , eu olho pra ela às vezes. E penso: esse quadro tá meio torto."
@CamillaTebet
em algum dia de maio de 1998, em Jaboticabal, SP.
SAUDADE
"Penso em ti todos os dias
Queria tê-la perto de mim
Se escrevo apaixonado
Minha inspiração és tu
Não sei o que farei doravante
Pinga dos meus olhos chuvas tempestuosas
Outros me encaram sem nada entender
Não entendem porque não sabem
Não sabem porque não acompanharam
Não acompanharam porque achavam ser coisa efêmera
Hoje tentam consolar-me pois em ti penso
Perguntaram-me em tom zombeteiro o que eu sinto
Respondi-lhes com voz rouca e trêmula:
SAUDADE."
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