Soneto da Saudade
Apenas as casas da infância, por si só, não trazem saudade; é preciso que nelas, tenha residido a felicidade.
As melhores memórias passeiam pelas ruas da saudade, fazendo reviver certas histórias, amores, amizades, verdades de hoje e de outrora, passando lugares importantes, reencontrando pessoas queridas, algumas delas continuam fisicamente presente, outras são ricas lembranças, a dádiva de se viver verdadeiramente, construindo cada memória, seja sozinho ou acompanhado, mas sempre que possível por caminhos de sabedoria, de singularidades, nascentes de euforias, iluminados por um amor grandioso, sabores de felicidades, uma poesia vivida com signinificados que tenham sentidos para serem memoráveis, ainda que estejam nas entrelinhas, que não sejam facilmente notados, pois a mente não merece ser mal habitada por banalidades que deixam o coração amargurado e sim por um valoroso memorial que ao ser acessado, leve de bom grado até um dia especial.
Aos poucos, eu vou mudando de aspecto, de rotina, de cabelo, de namorado, de pensamentos, de saudades, de lembranças, de apegos... Também mudo meus desencontros por encontros, desencantos por aconchego, e impressões por certezas! Tudo pode mudar. Mas o que é realmente bom permanece. E do meu rosto, você pode ver escorrer uma lágrima, mas jamais verá se esvair um sorriso. Este é eterno.
É difícil sorrir com a alma quando a outra não está! É difícil não sentir saudade do moço de olhar travesso e de sorriso largo. Saudade do meu... TU és CArinho!
Há muito silencio na saudade que invade o coração, mas é a realidade. Não há como fugir, direcionar o olhar para outros horizontes é o certo. É triste, mas a saudade faz acreditar que algo chegou ao fim de tal forma que acabamos por esquecer, que podemos dar a tudo, um novo recomeço.
A morte, o luto, a tristeza, a lembrança e a saudade...é normal, é natural pois acontece na vida de todos e ontem, 14/07/2021 aconteceu, mais uma vez...meu irmão mais velho, filho de um homem marcante e maravilhoso ...nosso pai!! Nós, todos nós, estamos entre a vida e a morte e no meio está o tempo que temos para evoluir, experiência concedida a todos nós...seres humanos. Agora estou aqui e penso que ainda não evoluí o bastante pois fico muito triste, fico chorosa e fico pensativa....como seria bom se pudéssemos nós despedir, um pouco mais, das pessoas que amamos! Depois que isso tudo passar, retorno para a minha rotina, mas por dentro penso....como sou grata por ter ainda entes queridos respirando!
Sinto saudade daquele tempo em que o ar era puro, a brisa era leve e transparente, o cheiro doce do verde preenchia o ambiente, e as noites quentes eram perfumadas pela dama-da-noite. Agora, tudo o que vejo é um dia tingido de cinza, coberto de poeira. Não sinto mais a brisa, apenas um odor estranho no ar. Me pergunto: será que o mundo se transformou em um grande latão de lixo? Temo que o pior ainda está por vir.
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