Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Vivemos em uma época em que temos pregadores cheios de unção levando a palavra com ênfase, diligência e muita sabedoria aos púlpitos do brasil e do mundo.
Porém quando descem do púlpito e vive sua vida particular perdem a unção a essência de servir a Cristo, pregadores que só são pregadores em cima dos púlpitos nao dão exemplo no seu dia dia, se corrompe com más conversações se alto exaltam e se acham melhor que os outros esquecendo que o mesmo Deus que usou um usa o outro, tomam para si a glória que não é sua , não basta só se vestir como crente tem que viver como um, andar como um, ter unção e vida com Deus dentro e fora da igreja!
Não me refiro a todos pois até na época de Elias. (1Reis 19:18)
Existiram sete mil que não se prostaram a Baal, e sim me refiro aos que João pregou intitulando raça de víboras. (Mateus3:7)
"Paulo disse sede Meus imitadores como eu sou de Cristo, ele não disse sejam iguais, porque imitar é chegar mais perto possível da semelhança, igual só existe um e Jesus é único"
1 Coríntios 11:1
Soneto prático
quando não há mais qualquer coisa após
o que vivemos juntos, a não ser
o fim, com a tragédia de sabê-lo
fim, e a certeza da dor, atroz,
quando você e eu formamos nós
e nossos nós não podem desatar-se,
antes que os nós acabem por cegar-se
e de berrar percamos nossa voz,
por mais que doa e que nos caia o céu
sobre os olhos abertos, e os meus
rasguem-se de dor e feito papel
chovam corpos picados sobre os seus,
por amor mesmo, e para ser fiel,
é preciso saber dizer adeus.
Soneto XXIII
Como o bisonho ator que, porque se arreceia,
Do palco, sai daí, sem haver dito nada,
Ou como quem, tendo a alma a estuar, de raiva cheia,
Pelo excesso de força há de tê-la infirmada,
Assim, pelo temor de te falar, esqueço
O cerimonial que impõe do amor o rito,
E a força do meu próprio amor perder pareço,
Porque pesa demais seu poder irrestrito.
Deixa os escritos meus, então, ser a eloquência
Do meu íntimo peito, os mudos mensageiros
Que, mais do que esta voz, mesmo acesa em veemência,
Pleitearão para o amor prêmios alvissareiros.
Ah! aprende a ler o que o silente amor escreve:
Ouvir com o olhar é o dom que ao amor, só, se deve.
INDAGAÇÃO (soneto)
Indago se sou só criação
Se sou de fé ou um ateu
Pergunto mais, sou são
Mais e mais, se sou eu?
Nesta túrbida indagação
Não sou coração proteu
Isto sei. Sou afirmação!
Porém quem eu sou eu?
Se ideio na sorte em vão
Finjo da causa não ser réu
Então, cadê minha moção?
Aí pergunto ainda, ao céu
Sou só solidão ou comunhão?
Na dúvida sigo meu cordel...
Alexandre de Moraes ainda não sabe, mas ele colocou Bolsonaro nos livros de história. As futuras gerações saberão que o Brasil teve um presidente que não se corrompeu com o sistema.
À Moraes que preocupa-se com o pagamento do ato fúnebre. À Cortella que flexibiliza o legado pela ausência sentida. Ambos permeiam o destino inevitável do rompimento do ato contínuo da existência, quando a consciência se dissipou e o que restam são memórias terceirizadas, cálidas, insípidas e inodoras. A sublime arte do viver reside no instante da beleza, bem no ponto onde o imperfeito é percebido com perfeição!
Ao meu redor, nada mais que escuridão, e desespero. A luz que vejo, não é a do túnel feliz, muito menos de uma boa alma carregando qualquer lanterna. A luz que vejo, ela simplesmente não existe. Nada mais, nada menos que ilusão. Talvez por ter tanta vontade de ve-la e poder enfim segui-la...
"Não posso remediar erros, se é que foram erros, cometidos por homens mortos antes que eu nascesse. Já tenho muito o que fazer para reparar os meus próprios erros, e não viverei o suficiente para vê-los todos reparados. Mas farei o que estiver ao meu alcance, enquanto eu viver."
Quando morre uma criança na favela, todo mundo devia de cantar...é menos um pra se criar nessa miséria!
Para que serviria uma raça perfeita de seres humanos, quando a imperfeição é, ela própria, uma das características mais fascinantes da nossa especie?
Inércia não é só estar parado. Um trem a 100km/h tem uma inércia danada. Quando perceber, chegou na estação final sem nem saber o que havia no caminho.
Um domínio minimamente razoável da falsidade envolve um uso hábil e diversificado das palavras, uma memória funcional e muita criatividade.
A falsidade é uma ferramenta social, muitas vezes responsável por não expandir ainda mais a violência. já que, ela é capaz de adocicar relações, evitar conflitos e alegrar corações entristecidos.
