Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
A vida precisa do sol!
E eu do coração bondoso do vento.
É sempre bom estar perto de ti,
para que nada se perca no espaço e no tempo.
Aflora meus versos
que de tão belos...
são expressos
pelos meus andejos;
da mágica poesia que é amar...
Que só faz sentido
para quem dela compartilhar
a sagacidade do querer.
Façamos do hoje o melhor dia, vivendo com se não soubéssemos do amanhã, vamos cirandar e brindar esse lindo amanhecer.
"Viver é montar um quebra-cabeça diário com peças espalhadas pelo universo, mas de encaixes perfeitos; formando um belo mosaico".
Monte o seu! É lindo...
Ideal
Tenho sentido
todos teus sentidos,
Aviva o amor
aos meus ouvidos...
Os céus os teus beijos
Deixa-me havido.
Toque-te. Polinizo
Quero-te ver florir.
Amor que advir.
Amor do meu sentir.
Amor que tenho sentido.
Amor que acolhi.
Amor que idealizo.
Solidário...
De cor a vida pintou;
aqueceu a alma...
foi o que restou.
Poucos pães sobraram.
Muitos puderam saciar-se.
Massa amassada no suor.
Aflições; calaram-se.
Acaloraste o próximo.
Beijaste o desafeto.
O vento sussurrou,
mas não tirou o teto.
Ser humano não é objeto!
Hei de voltar a ser!
Ser moço.
Ser massa.
Ter força
para estender na grama da praça;
trigo para secar e pães para comer.
Não quero ver tantos com muito
e nem tantos com muito pouco.
Ter coragem de sorrir;
alheia desgraça.
Tem graça ser feliz
dentro de um litro de cachaça.
Tenha dó! Vida palhaça.
"Não percamos o que há de tão belo e formoso o que nos ladeia.
Aguçamos no orvalhar os nossos sentidos que o dia será esplendido".
Sabe, olhei para mim mesmo e me fiz uma pergunta. Você sabe que para falar de amor nós temos que aprender a repartir o pão, mas se esse pão fosse o único, e eu estivesse com tanta fome, mas uma fome brava mesmo, eu dividiria esse pão?
Poderia até dividir, mais será que eu daria com alegria, sera que eu daria a metade ou não entregaria nada? Não posso responde isso agora, pois Deus sempre nutriu minhas necessidade, mas estou me preparando, sei que um dia isso vai acontecer, e espero eu que eu não seja burro o bastante para não entregar o maior pedação do meu pão para o meu semelhante, caso contrário se eu não fizer isso toda minha fé será em vão.
"Tragédia não é quando o homem morre, mas aquilo que morre dentro de um homem, enquanto ainda está vivo."
As pessoas pensam na partida aquilo que importava na travessia.
Já dizia Guimarães: "O importante não é a chegada nem a partida, e sim, a travessia."
A vida é curta, por tanto não confunda, prazer é diferente de felicidade, pois algumas coisas são justamente preciosas porque não duram. E quando eu for e você também irá, o que fez sera aquilo que deixará, e você sera aquilo que fez. "A única coisa que você leva da vida, é a vida que você leva".
Cada vez mais o individual cresce e o todo diminui, o individualismo misturado pelo desejo de ser apreciado, tememos os outros pois os outros se temem, estamos doentes, buscando felicidade no vago. Fotos com sorrisos forçados demonstrando uma máscara de felicidade, a busca cega de felicidade se torna o sofrimento deste mundo hoje, saciando com o material devido o prazer de se ter, mas que logo some desejando mais, com a aparência saciando o que devo ser mas que com o tempo deixa de ser.
A raiva se tornou escudo, o individualismo a armadura e a frieza a espada.
A felicidade não vem do prazer momentâneo, a paz não pode existir com a raiva, sem paz não
há amor, sem amor não há felicidade.
O medo se torna agora parte de nós, tememos nós mesmos.
Pois não nos conhecemos a si mesmos.
A felicidade vem de dentro de você não de fora.
Não é de bom alvitre deitar as vistas nas páginas da história para simplesmente afirmar que tudo o que aconteceu, e que os protagonistas desses acontecimentos, seria apenas a expressão do que há de pior na espécie humana.
Fazer isso seria apenas, na melhor das hipóteses, uma forma soberba de celebrar vaidosamente a nossa mediocridade.
Por isso, no fundo, todo esse trelelê de história crítica não passa duma reminiscência duma ilação infantil, do tipo: sou bonzinho porque não sou como o fulaninho.
Enfim, devemos sim, penso eu, voltar nossos olhos para a história e com humildade e piedade procurar aprender com os erros de antanho e inspirar-nos nos acertos e, desse modo, crescermos em espírito e verdade e nos tornar, se possível, dignos, prestativos e bons.
O VERDADEIRO AMOR
Quem sempre vive em dúvidas entre dois ou mais amores, não ama nenhum deles (se amasse não viveria em dúvidas).
O verdadeiro amor te abduz de todos os outros ditos possíveis amores; ele te torna visionário para a felicidade e, sendo assim, te cega e te mortifica para os encantos de qualquer outra pessoa; ele despreza tudo o que não seja o objeto do seu desejo.
O verdadeiro amor é fiel não por uma mera questão de caráter, ética ou moral, mas porque é da sua própria natureza sê-lo.
Dizem que a gente só ama de verdade uma ou duas vezes na vida. Dizem que o verdadeiro amor é eterno.
Penso diferente:
O verdadeiro amor acontece sempre, e em vários momentos durante a nossa vida: é quando você, ainda que por pouco tempo, quando está com alguém sensacional, muito além de especial, simplesmente não lembra ou não quer mais saber de ninguém.
AS VITÓRIAS NOS MOSTRAM QUEM SÃO NOSSOS VERDEIROS AMIGOS
Todas vez que você quiser se superar e/ou fazer algo diferente, aprox. 90% das pessoas que lhe circundam dirão:
1- que você é ou está ficando louco;
2- que não vai dar em nada;
3- que você não passa de um sonhador;
4- que todas as que tentaram não conseguiram êxito;
5- que é perda de tempo, etc.
Poucas pessoas estarão com você nessa hora; poucas dirão "você pode contar comigo"; poucas acreditarão na sua vitória; e, o pior e/ou melhor de tudo: poucas serão capazes de suportar a sua felicidade quando souberem que você se saiu vencedor.
Dizem que as vitórias trazem solidão e falsos amigos. Penso diferente: as vitórias, mais do que as derrotas, nos mostram quem de fato são nossos amigos; mostram quem são os capazes de celebrarem conosco sem mágoas e/ou traços de inveja.
MULHERES TRAÍDAS E SOLITÁRIAS
Vai-se a primeira mulher traída e solitária...
Vai-se outra... mais outra... Enfim centenas
De mulheres vão-se das tristezas dos lares...
– Apenas calam-se sigilosas as suas moradas...
E à noite, quando voltam das ritualísticas noitadas,
Os machistas encontram-nas serenas, plenas,
Belas adormecidas, felizes açucenas violadas...
Por outros, voluptuosamente bem regadas....
Também dos desejos onde abotoam...
Os afetos e corpos das mulheres sedentas voam...
Como pombas que, saciadas, voltam aos pombais...
Os homens que as traem mentem que as amam...
Elas, porém, quando se entregam a outros, sonham...
Porque aos tais já não amam mais...
EU QUERIA FUGIR, DO TEMPO OU ATÉ MESMO DA REALIDADE.
PARA VOLTAR NAQUELE MOMENTO, ONDE VC E EU PASSAMOS A SER UM. MISTURADOS COMO, LEITE COM CHOCOLATE. ARDENDO DE DESEJO, COMO SE NADA PUDESSE NOS ATINGIR. NESTE INSTANTE TUDO SE TORNA ETERNO...
De um modo geral, os professores com duas ou mais mãos canhotas – cuja cartilha começa com greve e termina com invasão [ou ocupação, como preferem dizer] - não entendem que uma coisa é ser [ou imaginar-se] professor, outra bem diferente é ser visto e reconhecido como um.
Querer a primeira sem lavorar para edificar a segunda é um baita tiro no pé. Podemos até desgostar disso, mas, como dizem os tongos, essa é a mais pura verdade. Só não vê isso quem não quer.
As potestades estatais entenderam muito bem essa lição e a colocaram em prática com paciência e astúcia maquiavélica; já as facções sindicais não e, ao que tudo indica, não estão muito interessadas em aprender nada com essa amarga instrução que nos é oferecida pelas muvucas dos últimos anos para infelicidade geral daqueles que elas supostamente dizem representar.
Lembremos que primeiramente, é a natureza quem governa. E governa nela quem tem poder. Os tipos de poder são variados e faz-se mister saber qual é o poder em questão que tem a ficha, ou seja, que vale mais que os outros em cada contexto. Se eu tivesse em um duelo, eu preferiria ter boa agilidade ao invés de conhecimento mecânico sobre a arma que atira.
É mister descobrir o poder que tinge com sua cor tal contexto, e apoderar-se desse poder. Não adianta ser "bom" se é que essa merda existe mesmo, é necessário ter poder, pois de outro modo você não pode fazer nada, ou melhor, na medida do seu poder.
