Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Amar é se aquecer num dia frio, pura conexão, a água do mar se conecta com a do rio. Ir pra longe da onde veio na esperança de completar seu eu por inteiro. autor dessa peça escreve seu próprio roteiro. Tarefas o dia inteiro, será que a morte é sossego? A vida após a morte é a esperança de justiça dos explorados.
Não sabemos da onde viemos; porque vivemos; pra onde iremos. Perdemos tempo com atividades temporais. Deveríamos nos ocupar com o que é atemporal, o eterno: o fator determinante que impera sobre todas as coisas.
O sorriso forçado abafa o choro espontâneo. Cada dia que passa nos tornamos mais vazios. O amor já não motiva, seremos guiados por alguma doutrina. Quem é que sabe o que encontramos quando acaba a vida?
O espiritismo diz que após a morte iremos para o umbral pagar (ser torturado) por nossas ações. Se for verdade, quero aproveitar meus últimos dias no paraíso sem condenar a alma.
O sistema que criamos para sobreviver é o de servir como engrenagem de uma máquina que produz para o lucro de terceiros.
É tanta propaganda, que fica difícil diferenciar o falso do verdadeiro. Talvez a maior ilusão seja acreditarmos que algo é real, onde a única existência comprovada é a que explora nossos sentidos.
O equilíbrio é fundamental no convívio entre os homens, o bem deve estar acompanhado do mal. Quem demonstra muita bondade é passado paratrás por quem percebe e julga ingenuidade. Você vive a vida não prejudicando ninguém porque acha errado, para que alguém te prejudique porque acha que faz parte do espetáculo.
Naquele dia, eu senti ódio e desejo de vingança; por mais que eu tivesse razão, deixei que o tempo se encarregasse, e o ciclo se encerrasse. Não sou cristão, mas quero seguir o conselho de Cristo: perdoar meus inimigos.
Eu confiava em todos que sorriam, eram educados e se diziam meus amigos; “eu era gente boa”. Um imã que atraia aproveitadores.
