Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
O homem tem origem nômade. Atualmente, nosso cotidiano é uma armadilha, as horas, os dias, meses e anos… trabalho, diversão e casa; férias de 30 dias corridos, dentro de quantos meses trabalhados? Quem trabalha não lucra, quem lucra não trabalha; tem capital que gira pra produzir, mas não existe moral, cumplicidade da parte de quem obtém os meios de produção. Existem leis que favorecem os donos. Se chamar de alienação, eles chamam de “teoria da conspiração”.
Nossos pensamentos estão fadados ao nosso contexto histórico. A maioria de nossas ideias tem prazo de validade. Nos próximos séculos, seremos lembrados como uma sociedade defasada.
A crença em outra vida diminui os indicies de homicídios e suicídios por causa do medo do inferno ou Karma negativo de uma próxima encarnação.
O homem, igual qualquer outro animal, trabalha e vive por si mesmo, salvam-se raras exceções de quem luta pelo todo.
Pensamento líquido que se infiltra no cimento. Ouro? É água que mata sede no deserto. Sabedoria? Por que o negativo precisa existir pra que eu possasorrir? O caos tem que existir pra que eu viva em paz. Sempre vivi no pecado. Escrevo pra mudar o que me impede de tentar; escrevo pra curar angústia da existência sem propósito, vou além do óbvio, dou sentido pro ócio. Vou aproveitar meu tempo livre pra trabalhar pra Deus.
