Somos Passaros de uma Asamario Quintana
Os caminhos que escolhemos para, de alguma forma, sermos felizes não é uma conquista isolada onde sou responsável por absolutamente tudo. Desenvolver o sentido de compartilhar define, em muito, nossa forma de pensar e agir, e isso nos leva a descobertas sobre o inestimável valor dos afetos e da amizade para com todos à nossa volta, mesmo que não sejam do nosso convívio, pois, às vezes, o óbvio causa irreparáveis decepções. É importante termos convicção sobre que tipo de cumplicidade queremos repartir com as pessoas, de que maneira queremos compreender e ser compreendidos diante dos constantes desafios das diferentes situações que a vida nos mostra, seja na satisfação das alegrias ou nos pesares dos sofrimentos. Jamais devemos nos prender às definições do que nos cobram injustamente ou nos impõem sem merecimento, é preciso cristalizar na mente que felicidade não é uma forma fechada de verdades que não mudam e que tem de ser igual para todos. Sempre existirão desapercebidos gestos que podem transformar nossas certezas e nos mostrar que alguns erros podem ser corrigidos, outros reparados, e outros tantos evitados, mas para tanto é preciso se despir de todos os sentimentos e atitudes que causam mal a mim e aos outros, do contrário nunca poderei experimentar os benefícios da paz. Estar perto não é tarefa que se limita aos de dentro, àqueles cujos laços não são uma escolha, pois fraternidade, proteção, amizade, caridade e toda sorte de zelo e amor podem nascer do desconhecido e se fortalecer nas necessidades mais simples, e muitas vezes essa ligação ultrapassa a linha que separa a grandeza de espírito do sangue. Receber empatia não nos obriga a devolvê-la a quem nos oferece, contudo nos eleva ao universo das solidariedades e compadecimentos, e assim vamos multiplicando o que nos foi doado e filtrando com cuidado o que nos negaram, para evitar mágoas e arrependimentos. Nos conscientizarmos que os amparos podem vir por diversos caminhos nos dá a tranquilidade para compreender as pessoas e suas razões, sejam quais forem, assim como preferir fora da lógica nos permite escolher quem entra e quem sai. Então é muito bom observar honestidade, parceria, desprendimento, finalidade e os esforços para alimentar o bom viver e estreitar os laços que unem as boas intenções, se assim agirmos evitaremos sentimentos ruins e não seremos indiferentes a quem padece, pois ser uma pessoa boa não necessita da língua, e sim do coração.
John Pablo de La Mancha
"Se mutilar emocionalmente é pouco, eu queria mesmo era me jogar de um abismo com uma pedra mortífera no pescoço."
"Por que acabar o inacabável?
Talvez dissesse isso a uma pessoa sem esperanças.
Infalíveis seriam meus pensamentos se pensasse o contrário.
Infalível pensamento que me sucumbe aos poucos sem deixar ao menos eu dizer que não acabou, não terminou.
Se acabar que seja uma parte, parte essa que não quero compartilhar com ninguém.
Colocar palavras onde não existem é o meu maior desafio, prever o infinito me deixa atônito, vejo nas entrelinhas dos olhares mínimos, dos gestos minuciosos, das ações inesperadas.
Pensar com se deve jamais! Pensar o incerto nunca!
Deixe-me calcular a distância que foi colocada em meus pensamentos, se é que existirá uma grandeza capaz de se medir tal fato, tal escolha.
Enfim... Conceitos preciso rever, analisar, repensar e tentar mudar outrora o que o acaso tem proporcionado à existência, ao futuro."
Confiança é um passo de aliança. O qual o pai defende, a mãe cria e a esperança vem dos laços de uma criança.
A rosa é o perfume de uma mulher que encanta com um beijo apaixonante o homem que nutre ela. A vida é um elo de dois caminhos, sendo o terceiro, o próprio Deus.
O homem de muitos segredos vive sozinho. Poderá estar cercado de uma multidão, mas ainda será um solitário.
Numerologia
Numerologia como uma Ciência
que é usada para conhecer
a trajetória de uma existência,
seu nascimento pode responder.
O natalício tem uma competência,
dia que se nasce sendo bom saber
que determina nossa convivência
representando o modo de ser.
Somando cada data nascimento
surge um número muito importante:
"Nosso Caminho" ou "Nossa Missão".
Também é usada em qualquer momento
mostrando o potencial de agora ou adiante,
favorecendo cada atuação.
Ando vivendo aqueles dias em que se pensa em uma pessoa só, tenho mudado meu jeito carrancudo pra fazer essa pessoa sorrir e tenho andado pelos caminhos mais claros, pra que todos vejam em minha face que sou feliz, sou feliz porque me encontrei, sou feliz porque sou dele.
Fé não é bastão nem tampouco pescaria, contudo, uma entrefase pelo céu e terra, reunidos na distância da dicotomia da realidade cotidiana, e inseridos nela também.
Pensa, pensando e pensar...
Pensando em uma vida bela,
Atingiu o púlpito do trilho,
Pelo domínio da eletricidade-vela,
Foi-se o caminho comendo milho.
O mendigo sulcava a fronte,
Queria um pouco de comida,
Ninguém nada lhe deu. Assim conte,
Pensando na própria partida.
Num mundo queimado de astúcia,
Sua falta de fé saiu da revolta,
Apenas a vida plena argúcia.
Um abraço amigo querendo a vida,
Será ele ter volta ou reposta a resposta?
Hoje um indigente na partida.
Lábios de tornado...
Tornado a vida surgir,
Uma imensa e enorme entoação,
Fosse o poeta nutrir,
Um pouco da velha canção:
Vocês lábios que ardecem,
A chama dos que vão,
Jamais eles querem ou padecem,
Morrer em majestosa ingratidão.
A certeza do que não se vê,
É a esperança de cada um pela fé,
O farol do espírito da cidade.
Sem família nas ruas da humanidade,
Gestos amados com seus olhares,
Mais um número de não-amados aos ares.
Onde está a tua intenção? Pensar e vencer a vida pode ser uma boa opção. O coração está inserido dentro do viver.
De fato, há uma convergência do capitalismo contemporâneo com pautas identitárias — especialmente quando essas pautas podem ser convertidas em imagem, marketing, consumo ou pertencimento a nichos.
Essa aderência, por vezes, não se dá por convicção ética, mas por oportunidade de mercado.
Ao mesmo tempo, observa-se uma divergência crescente do mesmo sistema em relação a ideias tradicionalmente associadas à ordem, à autoridade ou a papéis fixos — como os antigos ideais de masculinidade: o homem provedor, alfa, patriarcal, racional, contido.
Essas figuras, antes exaltadas pela publicidade e pela cultura de massa, passaram a ser vistas como símbolos de atraso ou opressão, sendo descartadas ou ridicularizadas nos novos discursos dominantes.
Trocam-se extremos sem espaço para síntese. Sai a rigidez do passado, entra a fluidez do presente — mas o radicalismo persiste, apenas com outra roupagem.
Em vez de integrar valores, seguimos substituindo um polo por outro, como se a sensatez fosse sempre sacrificada em nome da agenda do momento.
