Somos Passaros de uma Asamario Quintana

Cerca de 355276 frases e pensamentos: Somos Passaros de uma Asamario Quintana

⁠Raramente existe o "criador de conteúdo".
Na verdade, somos replicadores do mesmo. Zero criatividade, pouco conhecimento e um vazio profundo da alma.

Inserida por JivatmaUncas

As pessoas dizem que somos pequenos e insignificantes aos olhos do universo. Na verdade, para o universo, tu e uma galáxia não têm diferença; o que muda é a perspetiva.

Inserida por EdsonFSAngola

⁠Somos repletos de planos
verdades e desenganos
acertos e contradições.
Somos a imperfeição inquieta
a mente fecunda e aberta
certezas e frustrações.
Somos o alvo e o arqueiro
os medos e os receios
a eterna e infinita procura,
Somos o mal, somos a cura.

Inserida por sildacio_matos_filho

⁠Nós somos os nove espadachins mais fortes de nossa organização, literalmente os pilares dos caçadores de demônios. É por isso que nunca vamos esquecer por quem brandimos nossas espadas e quem estamos protegendo. Algumas coisas precisam ser apoiadas, e por isso, os pilares devem agir como pilares.

(Giyu Tomioka - Hashira da Água)

Inserida por Fellz

⁠A vida é o que fazemos e o que somos
Enquanto o corpo respira e a alma habita
Muitos morrem e continuam vivos
Outros vivem como se nunca tivessem morrido.

Inserida por heleonora_mattos

⁠E todos os dias somos protagonistas de histórias que contam sobre nós...
Algumas boas, outras mais ou menos e várias más...
Todos os dias contam coisas da gente, falam da gente e julgam ...sempre julgam o livro pela capa...
Recebemos olhares de julgamentos e recebemos ódio destilado de graça... E o pior disso tudo é que sempre acreditam no que os outros falam e não fazem nada pra tentar ouvir o outro lado da história , a parte que nos cabe, a parte onde falamos o nosso lado, a nossa versão dos fatos...
E todos os dias somos odiados....pelo simples fato de existirmos... De sermos nós mesmos...

Inserida por bebelia2000

⁠Éramos amor, hoje somos estranhos! Estranho como a vida toma rumos diferentes que nem sabemos o porquê disso .. num dia a gente se toca, se beija, se ama e se admira tanto, trocamos juras, trocamos carinhos, trocamos confidências e intimidades... No outro somos apenas desconhecidos no mesmo ponto de ônibus! A vida é mesmo bizarra!!!

Inserida por bebelia2000

⁠Nós não iremos mais adoecer fingindo ser quem não somos. Nossa liberdade é inegociável. Nossos valores pessoais transcendem qualquer imposição religiosa.

Inserida por Jeferson-Zahorcak

⁠Você e eu somos “onda”, mas vivenciamos a vida, através da partícula.

Inserida por JivatmaUncas

⁠O mundo, é o reflexo da nossa alma. Ele é tóxico porque nós somos ruins. Temos mais falhas do que virtudes. E virtude, não dá dinheiro, nem status.

Inserida por JivatmaUncas

⁠Numa guerra, mesmo que um dos lados se auto declare vencedor, todos somos derrotados.

Inserida por poeta1958

⁠Se pensarmos bem, somos responsáveis por aquilo que somos
e pelo que deixamos de ser, ponhamos a culpa nas ordens que nos regem e nada seremos além de palavras passadas por telefones sem fio, aquela velha história que não chega a lugar nenhum, pois sempre tem boi na linha.
Se nossos dejetos fossem cuidados em um espaço vago do edificio já existente poderia fazer muita diferença, sacolinhas de plástico biodegradável e usinas bem dimensionadas de biogás. Talvez uma sala de logistica para o lixo e uma sauna acoplada para dar emprego para um novo tipo de profissional do futuro, que toma conta dessas prosperidades do prédio. Milagre da fermentação.
Com as sobras, tem-se ainda uma margem bem grande do que fazer, pensar nas fachadas dos prédios para utilização de métodos de aquaponia.
Arromba as privatizações, mas também pudera, não foram feitas para dar certo mesmo.

Inserida por MeioFio

⁠Enquanto não tomarmos plena consciência de que somos parte integrante da sociedade, ela continuará sendo o que é: boa para alguns e péssima para a maioria.

Inserida por OSMANFREITAS

⁠Somos homens primatas, parentes de macacos
Sem rabos, símios, gibões, gorilas e orangotangos
Chimpanzés e bonobos, anões curiosos
Evoluímos, mas o caminho é doloroso

Inserida por Marc7Carl6Rod9

⁠Somos espectadores
Nem sempre privilegiados,
Espectadores da vida
E tudo que não é encenado.

Por vezes trocamos de lado
E viramos os diretores
Somos também malfeitores,
Quando as coisas dão errado.

O certo, o inquestionável,
É que não haverá outro ato
Nesse espetáculo da vida
Morre-se dentro do teatro.

Inserida por sildacio_matos_filho

Somos como o sol e a lua, tão diferentes um do outro. Não vivemos um com o outro, porém, um complementa a parte que falta. Somos ímãs com ligações iônicas diferentes, mas, de alguma forma, nos conectamos como magnetismo. ⁠

Inserida por Kaique12

⁠Acreditar que somos meros espectadores da vida e transferir a responsabilidade para forças externas impede nosso crescimento pessoal.
A auto-responsabilidade é a chave para moldarmos nossos destinos.

Inserida por Jeferson-Zahorcak

⁠O sucesso não tem o tamanho que contam pra gente. Quem sabe o tamanho somos nós.

Ivete Sangalo

Nota: Trecho de entrevista para Fátima Bernardes no programa “Assim como a gente”, em 16/12/2023.

Inserida por pensador

Nós somos obras de nós mesmos.

Inserida por contemporaneos

⁠TODAS AS FORMAS DA ESCRAVIDÃO
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Desde que somos país, já estava aqui este povo,
contraparte de sua carne, de sua alma e seus valores.
O último deles aqui chegou – proibido, em contrabando.
As correntes – do mar e ferro – trouxeram-no quase ao fim
da forma antiga da escravidão.
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Talvez fosse mulher, talvez homem...
Vou supor seu retrato: porém, jamais revelado;
vou pensar o seu corpo: ferido-acorrentado.
Para nome, darei Maria,
para não dizer que é João.
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Vocês queriam canções: doce-brancas como açúcar...
Mas, do oceano que lambe as praias, eu só quero falar destas gentes:
dos males que lhes fizeram, do pouco que lhes demos, do tanto
que lhes devemos
(vou me ater, no entanto, a Maria – aos seus filhos e pentanetos
Vou lhes seguir cada passo, geração a geração).
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Deste povo, “Todas e Todos”,
todos nós temos um pouco.
Levante a primeira gota quem souber ou achar que não,
e depois disso se cale, ou se vá para a Grande Casa,
se não se sentir como irmão.
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Primeiro nasceu Pedro, já depois da Abolição.
Filho enfim liberto de Maria, quase ficou famoso
por ser primo do já célebre Operário em Construção.
Mas não encontrou trabalho,
e, por isso, roubou um pão.
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Foi linchado em via pública
por gente de bom coração,
e isso na mesma época, em que num país mais ao norte
– entoando canções patriotas – matava-se à contramão.
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Pedro, coitado, nascera
na Era dos Linchamentos.
Já longe, entregue ao rio dos tempos,
ia-se a Era Primeira – a da velha Escravidão.
Ao norte, matava-se à farta – aqui, por um pouco de pão.
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Mas então nasceu Jorge – de uma nova geração.
Chamaram-lhe para uma guerra, para defender o país
dos tais fascistas que nos queriam impor outra escravidão.
Como neto tão direto de Maria, não lhe deram qualquer patente,
mas lhe atribuíram missão: deveria buscar minas (quando fosse a folga
de ser bucha de canhão).
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Em um passo em falso, pisou na morte!
Não teve sequer a sorte – o bravo soldado forte –
de merecer uma Missa Breve, ou de ganhar um monumento
(“É um pracinha desconhecido, de fato, mas não é da cor que queremos;
o mármore que temos é branco, passemos a honra ao próximo:
eis aqui a solução”).
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Iam-se os tempos da Escravidão,
fora-se a Era dos Linchamentos,
acabara (de acabar) a Idade da Desrazão.
Abria-se novo momento: A Era-Segregação!
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Datam de então as Favelas
tão próprias para todos; mas especialmente talhadas
para os bisnetos de Maria.
E ali, no calor de um dia,
nascia o nosso João:
finalmente um João!
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Pouco sabemos dele
por falta de documentos.
Dizem que morreu das meninges
no mais duro chumbo dos anos tristes,
na época em que a doença – proibida nos jornais –
aceitava a segregação.
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Só sabemos que foi pai
do Trineto herdeiro de Maria.
Este, por falta de qualquer emprego,
e por vergonha de pedir esmola,
tornou-se um bom ladrão.
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Roubava dos ricos para dar a pobres,
ainda que nem precisasse tanto:
seu destino já fora traçado,
indiferente à profissão,
nesta Era da Prisão.
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Também ele deixou filho
– o brilhante e sábio Tetraneto de Maria –.
A vida deste bateu na trave: quase recebeu a cota!
Mas então soube que já chegava
a Era da Assombração.

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[BARROS, José D'Assunção. publicado na revista Ensaios, 2024].

Inserida por joseassun