Somos Ligados pelas nossas Alma
Que inquietude quando não estamos seguros de nossas dúvidas e perguntamos: são verdadeiramente dúvidas?
Tudo se volta contra nossas ideias, a começar por nosso cérebro.
Embora as raízes do perigo possam ser dispersas e confusas, queremos que nossas defesas sejam simples e prontas a serem empregadas aqui e agora.
Os homens só se convencem de nossas razões, de nossa sinceridade e da gravidade de nossos sofrimentos com a nossa morte.
Valorizar a própria cultura e língua materna é o que nos conecta às nossas raízes e à nossa identidade. Ignorar isso pode levar a uma perda de identidade e conexão com a comunidade. Abraçar a cultura e língua local é uma forma de fortalecer quem somos.
Entendimento do luto
Luto, palavra que carrega um peso enorme nas nossas mentes. Vivemos o luto quando uma grande mudança acontece em nossas vidas. Confundimos com perda, mas o luto é mudança, não finalização. Viver o luto envolve entender e aceitar mudanças que abalam o sentido da vida. De repente alguém que amamos ou algo que acreditamos muito, que lutamos para merecer ou que depositamos esperanças, não está mais lá, então tudo o que construimos encima disso se acaba, e fica um vazio, e esse vazio faz eco, esse eco vibra no coração e na mente a importância daquilo que mudou. Por um tempo desconectamos da luz, visitamos sentimentos opostos ao que sentíamos, questionamos tudo, lutamos para tentar voltar ao que era, mas nunca mais seremos os mesmos. Então aceitamos que nada permanece o mesmo, que nada realmente acaba, apenas muda de caminho, apenas segue o fluxo do que tem que ser. Muitas vezes fazemos o luto como sendo uma finalização, mas algo continua florindo e brotando, e sempre vai continuar, porque luto não é fim, é mudança, transição. E pode ser recomeço, ou um simples começo, porém nada fica igual após vivermos esse momento.
Seja como for, de alguém que partiu, uma separação ou afastamento de alguém importante, um trabalho especial… tudo que importa e de repente não está mais na nossa vida e por isso muda a forma como vivemos, é luto. Nosso corpo sente, nossa mente sabe, a alma não esquece, e dói, dói demais não ter mais algo que era tão importante. Mas a vida não permite que fiquemos estagnados, ela pede mudanças e sempre vai trazê-las independente da nossa vontade.
Nessa fase encontramos respostas que não procuramos antes. Entendemos a importância daquilo que vivemos depois que acaba, nos questionamos muito sobre o que deveríamos ter feito, ou e se eu tivesse feito diferente? E se eu não tivesse feito isso ou aquilo? E se eu tivesse ficado quieta? Questionamos tudo, mas é inevitável, precisamos lidar com a mudança, causada por nós ou pela vida. Não há o que fazer.
Se focarmos nas nossas necessidades biológicas, perceberemos o corpo aprofundar sua respiração e buscar a sensação de paz, bem-estar e alegria.
" Sabia que as nossas duas almas se tinham cruzado, não pelo olhar nem pela fala, mas pela impressão íntima de termos partilhado o mesmo silêncio primordial."
Suzana Travassos Valdez
In "Livro"
Criamos o que queremos sentir na própria mente; são nossas escolhas, pensamos o que queremos, seja positivo ou negativo, assim como podemos nos machucar ou nos curar.
Filhos ! Passamos nossas vidas planejando a deles e de repente esse belo projeto foge do nosso controle!
Muitas vezes, a gente foca nas nossas falhas, mas a perspectiva divina foca no potencial. É como olhar para uma semente e já enxergar a sombra da árvore.
Que verbalizemos os valores éticos e morais, mas, acima de tudo, que as nossas práticas sejam coerentes com o que dissermos!
"Saudade é a nostalgia de nossas mentes tentando quebrar a linearidade do tempo. Saudade é relembrar twice, inúmeras vezes ..."
Nossas mães são os únicos seres que nunca nos decepcionarão, considerando não haver ninguém tão dedicado ao nosso bem-estar quanto elas.
"O esquecimento das nossas raízes gera a crise de pertencimento que vivemos hoje"
(PERRONE FILHO, 2024)
