Somos Ligados pelas nossas Alma
Vamos ser livres, livres, livres...
livres da impossibilidade de ser
somos prisioneiros até da nossa própria liberdade...
Nos sábados somos magros...
Nos domingos somos lindos...
E nas segundas-feiras
percebemos de quem temos saudades.
CRIADO MUDO
Alguma coisa deve mudar de hoje em diante, os fantasmas que vejo é Mentira... não somos tão solitários assim, eu e meus eus distintos,
Às vezes sou velho, às vezes num berço, embalo o tempo da inconsciência
Às vezes morro de saudade do meu eu menino
Mas nada disso é motivo ou explica nossas dores
Os corredores silentes passeiam nossos fantasmas,
Que cobram por desilusões e murmuram antigos amores
Alguma coisa deve mudar de hoje em diante
Vovó se espreguiça sobre a cama como se o tempo
Lhe esticasse sem dó suas canelas depois de levar o seu juízo
E sobre o criado mudo a dor revela, próteses que já foram seu sorriso
quem imaginou o fim do mundo diferente,
o mundo não deixa de ser mundo
somos nós que deixamos de ser gente...
Não somos senão artífices do invisível, forjando sentidos na vastidão do incognoscível, enquanto o tempo escapa pelas frestas do ser.
O que somos senão o eco dos nossos próprios pensamentos, refletidos no silêncio das escolhas que fazemos.
Somos o eco do que escolhemos em silêncio — e o mundo, apenas um espelho que repete nossos abismos.
Sou casado,
sem sim sim da igreja
nem eu deixo do estado.
Somos um casal em seus lares
compartilhando todos os ares
de serem eternos namorados.
