Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Quando você pensar que as coisas estão dando ruim é justamente onde Deus quer te encaixar, fazendo teste pra te deixar forte. Olha pelo lado de Moisés, fugindo do Egito, se sentindo fraco e impotente, precisou passar por isso, pra depois voltar e levar multidões pro deserto e passar pelo Mar Vermelho. Davi era pastor de ovelhas, foi perseguido por Saul muitas vezes, mas precisava passar por esses testes, até se tornar um grande Rei de Israel.
Acho legal quando estamos sendo lembrados no pensamento de alguém, e ela recebe um sinal em seu ❤️ que mexemos com suas emoções.
Sempre quando há uma separação, pode ver que elas buscam fazer trilha, rapel, novas aventuras, só pra mostrar que estão bem. Mas na realidade estão vazias por dentro. Querendo se curar, mas não consegue tão rápido, porque a ferida continua lá dentro.
A verdadeira mudança não começa quando o mundo muda. Ela começa quando a consciência deixa de repetir o mesmo código.
Quando ensinar já não basta
Há dias em que a escola pesa mais do que a mochila dos professores em semana de avaliações.
Não por causa das aulas. Nem das provas. Nem da burocracia, embora ela exista e cresça a cada ano. Pesa porque, em algum momento, ensinar deixou de ser apenas ensinar. Hoje, espera-se que o professor seja gestor de conflitos, mediador familiar, psicólogo improvisado, agente social, produtor de relatórios, alimentador de plataformas, responsável por índices, motivador permanente e, de alguma forma, o último elo de uma corrente que começou a se romper muito antes de sua chegada. Tudo retorna ao professor. Se o estudante aprende, cumpriu sua obrigação. Se não aprende, pergunta-se o que o professor fez, ou deixou de fazer. Essa lógica revela uma das maiores distorções da educação contemporânea: individualiza-se a responsabilidade por um problema que é estrutural.
Nesta semana, sentei-me diante de um estudante do sexto ano que não lê. Não escreve. Não domina habilidades que deveriam ter sido construídas nos primeiros anos da escolarização. É educado, prestativo, participa, tem vontade de agradar, mas a linguagem escrita ainda não lhe pertence. Foi nesse momento que a palavra "avaliação" perdeu o sentido. Como avaliar alguém que não consegue acessar aquilo que é condição para realizar a própria atividade? Que nota representa essa realidade?
A escola, então, oferece caminhos conhecidos. Recuperação. Nova oportunidade. Trabalho substitutivo. Mais prazo. Mais uma atividade. Mais uma tentativa. O RAV. Até que, quase sempre, chega-se ao mesmo destino: a aprovação. Não porque as dificuldades desapareceram, mas porque o sistema precisa continuar funcionando.
É uma engrenagem curiosa. Cobra-se do professor uma avaliação criteriosa, instrumentos diversificados, registros, evidências e lançamento de notas. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados finais não contrariem o fluxo esperado. A avaliação precisa existir, mas suas consequências nem sempre podem existir. Talvez seja por isso que tantos professores experimentem a sensação de correr sem sair do lugar.
O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu que vivemos tempos líquidos, marcados pela fragilidade dos vínculos e pela dificuldade de sustentar compromissos duradouros. A escola não ficou imune a essa condição. A responsabilidade pela aprendizagem tornou-se cada vez mais difusa. Quando tudo é responsabilidade de todos, frequentemente acaba não sendo responsabilidade de ninguém. E, no fim, sobra para quem está diante da turma.
Também me vem à memória Paulo Freire, quando afirmava que ensinar exige rigor metodológico e compromisso ético. Curiosamente, quase sempre lembramos apenas da palavra "amor". Esquecemos do rigor. Ensinar também exige reconhecer quando uma aprendizagem ainda não aconteceu. Fingir que aconteceu não é inclusão; é apenas adiar um problema que se tornará maior no ano seguinte.
Há algo profundamente injusto nisso. O estudante é privado de um direito fundamental: aprender. O professor é privado da possibilidade de avaliar com honestidade. A família, muitas vezes, acredita que a aprovação significa desenvolvimento. E a escola produz documentos que atestam competências que, na prática, ainda não existem.
Não escrevo estas linhas porque acredito que reprovar resolveria o problema. Não resolveria. Mas aprovar sem garantir a aprendizagem também nunca resolveu. Entre essas duas margens existe um vazio que temos insistido em chamar de política educacional.
Enquanto isso, seguimos preenchendo planilhas, lançando notas, organizando recuperações, respondendo questionários sobre estratégias, justificando ausências, explicando conflitos que nasceram em segundos e tentando provar, diariamente, que estamos fazendo o suficiente.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja por que tantos estudantes chegam ao sexto ano sem ler. A pergunta é outra: em que momento nos acostumamos com isso?
Talvez seja esse o maior retrato da crise educacional. Não a existência do problema, mas a naturalidade com que passamos a conviver com ele.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.
A responsabilidade afetiva é muito falada e pouco usada, pois quando se cobra o mínimo, é motivo para uma grande discussão sem admitir que o erro foi não ter responsabilidade afetiva como tinha prometido..
A educação faz sentido, quando ao sentirmos há o sentido da existência, e por consequência sentimos o sentido de protagonizar e contribuir para os outros e para nós mesmos. Essa é a a educação que a instituição deve promover a todos, sem extinção.
Quando se trilha um caminho e nessa estrada que se fez ao caminhar onde
se plantou e nesse plantio se fez a regação correta não tem como não nascer flores e produzir frutos!
Se Outras Vidas Existirem
E eu queria saber, nas outras vidas
quando foi que nossos olhos se encontraram.
Se foi na chuva de uma cidade antiga,
ou no silêncio de um campo abandonado.
Queria saber em qual delas
a gente esqueceu de amar.
Se foi o medo que trancou a porta,
se foi a pressa que não soube esperar.
Me pergunto se foi injusto
não termos ficado juntos.
Ou se o destino, com suas mãos invisíveis,
só quis nos proteger de mundos que ainda não eram nossos.
Mas mesmo sem resposta,
mesmo sem lembrar do começo,
eu escolheria de novo o teu tropeço,
o teu riso, o teu avesso.
Porque se amar é também perder
e reencontrar sem saber,
então que venham outras vidas,
outras despedidas,
outras chances de te ter.
Eu viveria tudo novamente.
A dor. A espera. O quase.
Só pra sentir mais uma vez
esse amor que nem a morte desfaz.
"Aprende a amar-te profundamente.
Assim quando te julgarem,
Não serás vítima do medo e assim
Poderás entender aqueles que não sabem."
Faço da minha vida a alegria que desejo ao próximo
Quando escolho ser alegria, espalho luz em cada gesto, em cada palavra e em cada silêncio. A vida se torna mais leve quando entendemos que o bem que oferecemos ao outro é também o bem que cultivamos em nós. Alegrar alguém é florescer por dentro, e é nesse florescer que encontramos a verdadeira essência da existência.
A maturidade não acontece quando deixamos de errar. Ela começa quando deixamos de procurar culpados para tudo o que nos acontece. É nesse momento que entendemos que nem tudo está sob nosso controle, mas nossas escolhas sempre terão um papel importante na história que construímos. Crescer é aceitar que a vida não promete facilidades, mas oferece diariamente oportunidades para aprender.
Pepita de Oliveira
O peso de querer controlar tudo
A mente humana busca segurança. Quando algo foge do nosso controle, é comum tentarmos prever cada detalhe, imaginar todos os cenários e encontrar respostas para perguntas que ainda nem existem.
O problema é que, muitas vezes, esse esforço não produz tranquilidade. Produz ansiedade.
Existe uma diferença entre planejar e tentar controlar a vida. Planejar amplia nossas possibilidades. Controlar tudo é uma expectativa que nenhum ser humano consegue sustentar.
Talvez a paz não esteja em ter todas as respostas, mas em desenvolver recursos para lidar com aquilo que ainda não sabemos.
Pepita de Oliveira
Nem todo silêncio significa rejeição
Quando estamos emocionalmente fragilizados, a mente tende a preencher os espaços vazios com interpretações. Uma mensagem sem resposta pode parecer desinteresse. Um olhar distante pode parecer rejeição. Um dia difícil pode ser entendido como falta de carinho.
Mas a realidade nem sempre confirma aquilo que pensamos.
Nossa percepção é influenciada pelas emoções, pelas experiências passadas e pelas crenças que carregamos.
Antes de transformar uma interpretação em verdade, vale a pena perguntar: “Existe outra forma de compreender essa situação?”
Essa simples pergunta pode diminuir muitos sofrimentos desnecessários.
Pepita de Oliveira
Nem toda resposta chega quando queremos
Vivemos em uma época que valoriza respostas rápidas. Queremos entender imediatamente por que algo aconteceu, por que uma pessoa foi embora, por que um plano não deu certo.
Mas algumas respostas amadurecem junto conosco.
Há acontecimentos que só fazem sentido quando olhamos para eles anos depois. Não porque mudaram, mas porque nós mudamos.
O tempo não esclarece tudo. O que esclarece é a experiência que acumulamos enquanto o tempo passa.
Talvez a pergunta nunca tenha sido “Por que isso aconteceu comigo?”, mas “O que essa experiência despertou em mim que eu ainda não conhecia?”
Nem toda dúvida precisa ser resolvida hoje. Algumas apenas precisam ser vividas.
Pepita de Oliveira
As maiores mudanças nem sempre acontecem quando encontramos respostas. Muitas começam quando passamos a olhar para a vida de uma forma diferente.
Pepita de Oliveira
Quando você está no fundo do poço, Deus faz você subir a nado através de suas lágrimas, segurar na mão Dele respirar fundo e dar o grito da VITÓRIA!
