Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Não somos para o mundo (João 15.19). Por isso, nossa felicidade e gratidão não devem estar fundamentadas nele.
O desejo de Deus é que o homem coopere com Ele. A palavra ensina que somos “colaboradores com Ele” (2º Coríntios 6:1) ou “companheiros com Ele”. No grego, “colaboradores” significa aqueles que “cooperam”, que “ajudam”, que “trabalham junto com”. Eu escuto muita gente dizendo: “Estou trabalhando para Deus”... Se você tem uma mentalidade que está trabalhando para Deus, você é apenas um empregado ou alguém no ativismo religioso. Quando você entende o propósito do Reino, então você se torna um colaborador, um companheiro junto com Deus no Seu Reino.
Quanto mais íntimo ficamos da palavra de Deus, mas enxergamos o quanto somos pecadores e dependentes da Sua misericórdia. Se não estamos conscientes da nossa depravação, isso revela o quanto ainda somos neófitos na fé e rasos nas Escrituras.
Resumindo:
Justificação. Nossos pecados são perdoados e somos reconciliados com Deus;
Santificação. Nossos pecados são purificados e não nos domina mais;
Glorificação. Nossos pecados são erradicados e seremos como Ele é.
É provável que todo ser humano possui uma natureza tríplice. Somos um espírito que se expressa no mundo por meio de uma alma amalgamada em um corpo. O espírito constitui a parte imaterial do nosso ser, que é restaurado por Deus no momento da nossa conversão a Cristo. Na alma são processados nossos sentimentos e emoções. E, por fim, o corpo é como se fosse o “espelho” que reflete quem somos ao mundo.
A Páscoa
Nós somos os culpados! Por causa dos nossos pecados Ele se entregou! Os nossos pecados mataram Jesus! Se estivéssemos lá, faríamos coro com a multidão ensandecida gritando: “Crucifica-o! Crucifica-o”!
Hoje não é dia de festa, de alegria e chocolates; mas dia de arrependimento e quebrantamento.
Mas eles (nós) clamavam em contrário, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Lucas 23.21.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele à iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Isaías 53:4-7.
Pense nisso e ótima Páscoa!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Jesus morreu pelo pecado, não o dEle, mas o nosso; somos salvos pela justiça, não a nossa, mas a dEle.
Na qualidade de cristãos, somos privilegiados por receber agora de Deus o que não é senão uma prova antecipada de uma manifestação plena do Reino de Deus que está por vir (Hb 2.4). Esse desdobramento da escatologia bíblica - o aspecto "já e ainda não" do nosso estado atual - é um lugar de tensão santa no qual todos os cristãos deveriam desejar permanecer.
É verdade que somos pecadores, mas Cristo sofreu por nós. É verdade que merecemos a morte, mas Cristo morreu por nós. É também verdade que somos devedores e culpados, mas Cristo pagou nossos débitos com seu próprio sangue.
Espantalho do Somos Nossos Próprios Salvadores
“Mas, o fato de podermos resistir à graça divina não nos torna, como alguns deterministas argumentam, os nossos próprios salvadores”?
Respondo ao espantalho calvinista: Claro que não! Esse argumento é tremendamente falacioso. Em primeiro lugar, como enfatizava Wesley, a salvação, por ser uma dádiva que não podemos produzir e adquirir de forma alguma por nós mesmos é “totalmente livre”; ela “não depende de nenhum poder nem mérito do homem, em nenhum grau, nem no todo, nem em parte” (1)
A esse respeito, a analogia do rico e do mendigo, feita por Armínio é perfeita:
"Um homem rico concede, a um pobre e faminto mendigo, esmolas com as quais ele pode sustentar a si mesmo e à sua família. Isso deixa de ser um presente puro porque o mendigo estende a mão para recebê-lo? Pode-se dizer, com propriedade, que ‘a esmola dependeu, em parte, da liberalidade do doador e parcialmente da liberdade do recebedor’, embora o último não tomaria posse da esmola a menos que a tivesse recebido estendendo a mão? Pode-se dizer corretamente que, porque o mendigo está sempre preparado para receber, ‘ele pode receber ou não a esmola, conforme quiser’? Se essas afirmações sobre o mendigo que recebe a esmola não puderem verdadeiramente ser feitas, muito menos podem ser feitas com relação ao dom da fé, cujo recebimento requer muito mais atos da graça divina."(2)
Mesmo o mendigo podendo estender a mão, a dádiva continua sendo uma dádiva. Mesmo o mendigo podendo estender a mão, a dádiva continua dependendo totalmente da liberdade do doador. Mesmo o mendigo se preparando para receber a dádiva, seu preparo não é o que lhe garante a dádiva, mas, sim, a liberdade do doador. Só isso já é suficiente para deixar claro que o mérito é todo de Deus, não nosso.
Pense nisso e cuidado com as narrativas falaciosas e espantalhos dos calvinistas.
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Referências:
(1) WESLEY, John, A Teologia de John Wesley, 2010, CPAD, p. 220.
(2) ARMÍNIO, Jacó, As Obras de Armínio, CPAD, volume 1, 2015, p. 330
As tribulações são evidências do amor paterno, e através delas somos preparados para uma felicidade maior.
John Wesley Brasil
“Eu não me recordo de nenhum texto da Escritura onde somos ensinados que os milagres devam ser confinados dentro dos limites da era apostólica… ou qualquer período de tempo, maior ou menor, até a restituição de todas as coisas”.
Não importa quem nós somos, nem o que nós sabemos. O que realmente importa é o que somos diante do inescrutável Deus. Se desagradarmos a Deus, não importa a quem vamos agradar. E se agradarmos a ele, não importa a quem vamos desagradar.
O grande obstáculo que precisamos vencer todos os dias para alcançarmos a salvação somos nós mesmos. É por isso que precisamos da Graça de Deus em todos os dias da nossa vida.
Ateus e desinformados:"Todos nós somos ateus para algum Deus."
Resposta: “Trágico se não fosse cômico. Se eu acredito em um ÚNICO DEUS, isso se chama MONOTEÍSMO. Já a ausência total de crença em deuses é a origem do ateísmo. Assim, a partir do momento que eu CREIO em um ÚNICO DEUS, deixo de ser ateu. Vou desenhar: não dá para ser ateu e ACREDITAR EM DEUS!!!"
Agradeço a oportunidade e espero ter ajudado.
Jesus nasceu do Espírito para a carne, para que nós que, somos nascidos da carne, também pudéssemos nascer do Espírito.
Pastor e Avivalista Metodista
