Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Precisamos entender que somos seres flutuantes, somos feito nuvem ora ali, ora aqui e depois dispersaremos e não existiremos mais fisicamente.
Somos seres viajantes do tempo!
(Inspirado na Ilha das flores de Jorge Furtado)
Somos todos iguais
José Carlos era médico e atendia seus pacientes no centro da cidade. Genilson era baleiro e vendia sua mercadoria em uma barraca na frente da portaria do mesmo prédio em que o doutor tinha consultório.
Os dois homens cumprimentavam-se todos os dias e às vezes o médico parava para comprar algumas balas e conversar um pouco.
O vendedor tinha um filho com problemas de saúde e pediu ajuda ao doutor, que o mandou levá-lo ao seu consultório, onde que daria uma olhada sem custo. O homem, emocionado, tentou beijar as mãos de José Carlos que recuou dizendo que não havia necessidade de agradecimentos, que era médico por vocação, honrava o juramento de Hipócrates e que para ele todos eram iguais. Genilson, não entendeu bem, mas ficou feliz.
O médico saía pela porta dos fundos todas as vezes que a secretária informava que o vendedor o estava esperando com o filho, mandando que dissesse para voltar outro dia.
Hipócrates foi um médico grego que viveu antes de Cristo e foi considerado o pai da medicina ocidental. Acredita-se que o juramento tenha sido escrito pelo próprio Hipócrates ou por um de seus alunos e é feito pelos médicos, tradicionalmente na ocasião da formatura, onde juram exercer a medicina de forma honesta e que o bem-estar do doente estará sempre em primeiro lugar.
O vendedor não desistiu de levar seu filho ao consultório e um dia foi finalmente atendido. O doutor o examinou, fez umas perguntas e doou algumas amostras de medicamentos vencidos, que estavam separadas para serem descartadas. O baleiro não se importou com a data de validade dos remédios. Sentiu-se muito grato e no dia seguinte, pela manhã, voltou para deixar de presente um pacote da melhor bala que tinha em sua barraca como agradecimento.
Remédios fora da validade podem não ter efeito ou fazer mal à saúde causando danos piores que os da doença original. Não devem ser consumidos em hipótese alguma por ninguém.
Os remédios considerados pelo médico como inapropriados para os clientes que frequentavam seu consultório foram colocados à disposição do filho do vendedor de balas. Um médico é o profissional que cuida da saúde das pessoas e que, para tanto, precisa jurar exercer a medicina de forma honesta e tratar todos os seus pacientes de forma igual.
O que diferenciava o baleiro e seu filho dos outros clientes era o fato de não possuírem dinheiro. E o que os diferenciava do médico era acreditarem que ele tratava a todos como iguais.
Bia Tannuri
Sendo a vida um momento único, somos obrigados a preencher instantes com saborosos segundos e alegres abrir e fechar de olhos!
Somos acostumados a contemplar a beleza do universo e apesar de entendermos pouco sobre ele basta a noite chegar para vir com ela o nosso fascínio pelas estrelas a brilhar e pela lua a nos iluminar. Aos que acreditam na existência dos deuses resta tentar imaginar se somos feito a sua própria semelhança. Neste caso, acredito que o brilhar de uma estrela nada mais é do que elas registrando com seus flashes a imagem de nossa existência.
O tempo que aparentemente gastamos é inesgotável, quem na verdade se esgota com o tempo somos nós meros humanos.
Somos seres sonhadores e ao mesmo tempo iludidos. Somos alegres e ao mesmo tempo tristes. Somos inteligentes e ao mesmo tempo burros. Somos tudo e ao mesmo tempo não somos nada.
interessante é não percebermos o quanto somos egoístas, sempre pensamos em nosso benefício, esperamos iniciativas das outras pessoas. Iniciativas que nos favoreçam. Porém ao adquirirmos esta consciência, o passo seria pensar no outro por primeiro. Será que já estamos prontos para isto?
Somos fragmentos de passado desconhecido, vivendo num presente incerto, torcendo por um futuro no mínimo certo.
Somos instante inconstante, somos poeira ao vento, somos incertezas na certeza de que um dia do pó viemos e do pó iremos retornar!
Amélia, somos amélia?
Negamos a amélia.
Quem quer ser amelia?
A cientista...triste fica,
se a festa infantil, se ausenta.
Cria prédio, descobre remédio.
Sou lixo, sou má.
Se a febre terceirizar.
Não!Não! Respondo: Não Sou amélia,
Mas acha-se monstro, aquela
que do filho, que a guarda recusar.
Cada dia somos menos humanos e mais instrumentos, pois, o mundo desinteressado do sentimental está cada vez mais a desaparecer e a dar lugar ao materialismo exarcebado.
Temos que ser saudáveis em corpo e mente, mas em alma, deixa a alimentação dela com Deus, somos homens.
