Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
A Terra repleta de cêu,
E cada arbusto comum incendiado com Deus,
Mas só aquele que vê tira os sapatos;
Os outros se sentam ao redor e colhem amoras.
Essa coisa clichê de Os opostos se atraem definitivamente me cansa, só consigo vê-la como justificativa desesperadora e dolorosa de se amar o inaceitável a todo custo.
Deparo-me todos os dias com suicidas sentimentais, enforcando seus pobres corações por amores impossíveis, SIM, impossíveis para eles próprios.
Eu creio muito, de verdade mesmo, em almas gêmeas; não com todo esse brilho da literatura romancista de nasceram um pro outro;
Mas de amar até o fim, aquilo que te faz bem, que te desperta, que te move; de amar o cheiro, de conversar com os olhos, do companheirismo das mãos dadas...
E como ter isso com alguém TOTALMENTE diferente de você? Eu me pergunto isso todos os dias, e não vejo como!
Triste sina, dos que ainda se agarram a esta estranha verdade.
Tenho problemas no amor;
No começo sou feliz, no final sofredor.
Comigo as coisas são assim,
Vendo você sem min é uma dor sem fim.
Eu hoje represento a loucura
Mais o que você quiser
Tudo que você vê sair da boca
De uma grande mulher
Encontro das Águas
Vê bem, Maria aqui se cruzam: este
É o Rio Negro, aquele é o Solimões.
Vê bem como este contra aquele investe,
como as saudades com as recordações.
Vê como se separam duas águas,
Que se querem reunir, mas visualmente;
É um coração que quer reunir as mágoas
De um passado, às venturas de um presente.
É um simulacro só, que as águas donas
D'esta região não seguem o curso adverso,
Todas convergem para o Amazonas,
O real rei dos rios do Universo;
Para o velho Amazonas, Soberano
Que, no solo brasílio, tem o Paço;
Para o Amazonas, que nasceu humano,
Porque afinal é filho de um abraço!
Olha esta água, que é negra como tinta.
Posta nas mãos, é alva que faz gosto;
Dá por visto o nanquim com que se pinta,
Nos olhos, a paisagem de um desgosto.
Aquela outra parece amarelaça,
Muito, no entanto é também limpa, engana:
É direito a virtude quando passa
Pela flexível porta da choupana.
Que profundeza extraordinária, imensa,
Que profundeza, mais que desconforme!
Este navio é uma estrela, suspensa
Neste céu d'água, brutalmente enorme.
Se estes dois rios fôssemos, Maria,
Todas as vezes que nos encontramos,
Que Amazonas de amor não sairia
De mim, de ti, de nós que nos amamos!...
A música me trazia lembranças de casa, lembranças de amigos. Além de tudo, é bom chorar: às vezes, é preciso.
O amor não se explica, não se fala, simplesmente se vê nascer, da mesma forma que uma lágrima quando escorre dos olhos.
Não deixe as pessoas te julgar pelo seu corpo ou sua aparência, Quem vê por fora não sente o que tem dentro. ❤☺😀
Beleza rara
Ele vê sua beleza rara
e a doçura do teu olhar
e sente a magia despertar
e a paixão chegar
e sua alma tocar
e o amor em seu coração transbordar…
Que amizade é essa
Que tem beijo na boca
Tem cobrança e tem ciúme
Vê se cria vergonha e dessa vez me assume
Que é amor
Existe um lado de mim que você não vê. E talvez nunca veja. Existe um lado meu que aposta consigo mesma, que canta sozinha, que dança trancada no quarto e que se admira por horas no espelho fazendo caretas. Existe um lado meu que muda de humor em dois segundos, mas esse lado, você conhece. Só aposto que não conhece o que fica rindo a toa, mesmo depois dos problemas. Por horas. Surpreendente, mas você não vê. Existem dias em que eu me supero, me encontro e me perco só para fazer isso tudo de novo. Existem dias em que eu sou meus personagens, eu me reinvento. Existe uma parte de mim que não está visível para os de fora. Que grita muito, que fala outras línguas e que fala coisas bizarras. O melhor de mim não está à mostra. Tem que merecer muito para conhecer. E para falar a verdade, talvez quem mereça, eu prive, por achar que não merece também, por não saber se é mesmo o melhor, ou só o mais espontâneo, o mais real.
Que bom saber que ainda existe o bem,melhor ainda é vê-lo estampado no sorriso de quem o leva guardado na alma e no coração.
Se Não é Amor
Se ñ é amor por que eu lembro de ti
E qual a razão de ficar triste ao vê-lo partir
Por que todo hora me recordo do seu olhar,
teu sorriso e teu modo de falar.
Se ñ é amor, por que tenho a visão em minha mente de vc todinho.
E por que aonde vou sempre vc está;
Por que esta angústia louca de vê-lo
E por que essa certeza que jamais vou esquecê-lo
Abandono minha alma ou algo assim nesse tipo de atmosfera... assim você vê a farsa preciosa que é minha alma, afinal de contas.
Chibata
Da lua se vê o brilho pratear,
a sua beleza divulgar,
pele negra brilhando ao luar.
Sob a água que prateada
brilhava, morada de Olucun,
Inaê, Janaína e Yemanja,
Da força de Kisanga, de seu
encanto Kianda, sereia do mar.
Pele negra de prata, que passou
por chibata, de sinhô que
açoitava, a negra escrava.
De cara caçava, nem motivo inventava,
a sonata cantava, o grito em pranto escutava.
O sangue corria, ela era
violada e lágrima caia, com
seu brilho prata!
Pele negra marcada,
mente negra sem cor, esquecendo a dor,
lembrava com fé de Olocun sim, seu sinhô.
Apanhar não matava, morrer não era medo, era fuga era desejo!
A'Kawaza
Vê como o meu anel se ajusta ao teu dedo, tal como o teu peito encerra meu triste coração. Usa-los ambos, porque ambos são teus, e se for lícito a este teu pobre e dedicado servo implorar um favor à tua graciosa mão, para todo o sempre assim confirmarias a sua felicidade.
