Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
As vezes é realmente difícil,chega a ser doloroso,aceitar que tudo aquilo foi mentira,não é possível...Na verdade,é sim.
O destino sempre encontra um meio de nos ensinar que aquilo que nos dá mais resistência é aquilo que menos queremos aceirar.
Nunca quis ser interpretado, avaliado, julgado, gostado ou odiado por aquilo que não sou ou aparento ser. Respeito e valorizo os que se me permitem conhecer e, assim, sentem, avaliam, amam, ignoram ou odeiam, por conceito! Dessa maneira, mais próximos ficam os afins e esses é que me interessam na minha jornada.
Pela convicção do que deixa-se no ar, simplesmente mandas-te embora tudo aquilo que sentia da vida deixando claro que foi a melhor definição até então, sentindo-se leve, sente-se sadia, feliz e cheio de vida aquela agonia passou, deixando claro que ser livre é ser tudo, livre e leve, eis como senti na própria pele tudo que não deveria ter sentido o tempo todo
As pessoas escolhem o que acreditar o tempo todo e começam a repetir para os outros somente aquilo que leram e ouviram mas que nunca tiveram qualquer experiência prática no assunto.
As pessoas escolhem o que acreditar o tempo todo e começam a repetir para os outros somente aquilo que leram e ouviram mas que nunca tiveram qualquer experiência prática no assunto. Nunca comprovaram o que leram mas repetem. Assim surge o eterno ciclo vicioso de repetição de máximas onde todo mundo sabe tudo de tudo mas ninguém tem experiência prática de nada; pois se tivessem não iriam ficar repetindo como papagaios aquilo como verdade.
É tão ruim todos os dias acordar, e chegar as sete horas e eu não poder fazer aquilo que eu mais amo no mundo. Dói, dói muito.
O que eu sou?
Não sei se sou aquilo que penso
Ou se penso aquilo que sou
Só sei que tudo isso é tenso
Mas se sou o que sou
Por mais que eu penso
Nem sei o que sou.
Quanto mais pensamos que sabemos, menos saberemos. Pois, assim, nos restringimos àquilo que sabemos por pensarmos que sabemos muito e acabamos não ampliando horizontes.
O ..."abrir-se da entranha coração"
(...)
“Somente aquilo que constitutivamente é fechado pode ser a sede de uma intimidade; aquilo que com suprema nobreza pode abrir-se sem deixar de ser cavidade, interioridade que oferece o que era a sua força e o seu tesouro, sem se converter em superfície. Que, ao oferecer-se, não é para sair de si mesmo, mas para fazer adentrar-se nele o que vagueia fora. Interioridade aberta; passividade activa. Tal parece ser a vida primeira do coração, víscera onde todas as restantes cifram a sua nobreza, como se nela tivessem delegado para executar essa acção suprema, delicada e infinitamente arriscada. Porque neste abrir-se da entranha coração, arrisca-se a vida das restantes que não podem fazê-lo, mas que estão comprometidas por participação. Pouco valor teria essa abertura do coração se ocorresse sem participação das demais entranhas somente passivas, puro trabalho também -. Se tal participação não sucedesse, o coração poderia Ter uma vida independente e solitária, como chega a Ter o pensamento.
(...)
A profundidade impõe tanto e é tão misteriosa porque é o espaço que sentimos criar-se, pela acção de algo que está a ponto de trair o seu ser para oferecê-lo numa entrega suprema, como é toda a entrega daquilo que não se tem primariamente e se adquire para entregá-lo a quem somente assim pode ir a quem o chama. O profundo é uma chamada amorosa. Por isso, toda a gruta atrai.”
(...)
