Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve

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O entranhável que habita
no final é o que enraíza,
E não aquilo que se aprecia
por vir do mundo exterior.


É a boa colheita do açaí
da Palmeira Juçara,
a ingênua herança latina
que nasceu disputada -
mesmo sem ser notar.


O lume emanado do amor,
os vezos em chamas -
de entrega e romance,
a querença além do instante.


A lírica trovadoresca e a corte,
o Sul do meu Sul até o Norte,
Ter nascido aqui e descobrir-te:
é nascer com muita sorte,
e por nós inteira nos dedicar.


Está para nascer a batalha cultural
que desconstrua e vença,
Só de receber o seu sorriso é
o meu melhor Poemário Nacional.


Não há quem convença e prenda,
te querer sempre mais só aumenta
a pertença mesmo que alguns digam
que querer viver assim é só lenda.

Temos que ter cuidado com aquilo que abastecemos as nossas mentes, porque os muitos gatilhos mal utilizados na comunicação podem tirar o descanso e nos deixar abalados. Antes de ler qualquer assunto delicado, respire, prenda o a por 3 segundos e expire antes de começar a ler.

Trazer consigo algo
de Rio Chucunaque,
manter a tranquilidade,
não se deixar levar
por aquilo que abale,
e te dar toda a liberdade.


Deixar o coração falar
sempre mais alto,
e o seu amor sussurrar
baixo no ouvido,
sob ou não uma
Árvore de Panamá.


Atrair você todinho
ao som de Tamborito,
e quando houver
silêncio encostar
o seu sorriso no meu,
e assim dizer que
tudo em mim é teu.

IA's são educadas por prompts, e não por aquilo que você escreve como texto de qualquer natureza.

"Eles tentam podar as minhas asas chamando de 'loucura' aquilo que eles nunca teriam fôlego para alcançar."

O mundo costuma chamar de loucura aquilo que ele simplesmente não tem capacidade de compreender.

​"A mediocridade adora rotular de 'mirabolante' tudo aquilo que sua imaginação não consegue alcançar."

"Chamam de 'ideia maluca' tudo aquilo que o cérebro comum é pequeno demais para processar."

Apontar o caminho certo gera resistência porque expõe aquilo que a pessoa prefere continuar ignorando em si mesma.

É de uma mesquinhez desumana arrancar de quem já tem pouco aquilo que custou lágrimas e noites mal dormidas, oferecendo migalhas por algo que vale uma vida de esforço.

Genuíno é tudo aquilo que toca a alma sem precisar de disfarces ou justificativas.

Não se cobre tanto por aquilo que não conseguiu fazer. Ter limites não é um fracasso, é ser humano.

A crueldade nasce da necessidade mesquinha de ter poder e controle sobre aquilo que não se consegue compreender ou respeitar.

"Zombar da pureza é a tentativa em vão de diminuir aquilo que é eterno."

"Que o pai do céu nos proteja,
afastando tudo aquilo que possa
entristecer os nossos corações."
Haredita Angel
25.09.16

⁠Enquanto uns choram seus pais que só lhes deixaram aquilo que dinheiro nenhum pode comprar, outros, miseráveis, que não têm nada além do dinheiro — desumanizam os seus.

⁠Nas gôndolas da política-espetáculo só há aquilo que os apaixonados admiram: criadores de conteúdos.


Não de ideias nem caminhos.


Muito menos de soluções.


A política, que deveria ser o espaço mais rígido do pensamento coletivo — onde conflitos reais da sociedade são encarados com responsabilidade — foi lentamente convertida num palco onde o que importa não é governar, mas performar.


O político deixa de ser um mediador de interesses públicos para tornar-se um personagem que precisa alimentar diariamente a máquina da visibilidade.


Nesse mercado, a coerência vale menos que o engajamento.


A profundidade perde para a viralização.


E o compromisso com a realidade torna-se um obstáculo para quem precisa produzir narrativas rápidas, emocionais e constantemente inflamáveis.


Assim, a política vai sendo reorganizada como um grande shopping de convicções prontas: cada público escolhe a vitrine que mais agrada ao seu afeto, ao seu medo ou à sua raiva.


E, como bons consumidores, muitos já não querem ser confrontados com fatos — preferem apenas ser abastecidos com conteúdos que confirmem suas paixões.


O resultado é uma curiosa inversão: nunca se falou tanto de política, e talvez nunca se tenha pensado tão pouco sobre ela.


Porque quando a política vira entretenimento, o cidadão vira audiência.


E quando o cidadão aceita ser apenas audiência, o poder agradece — afinal, plateias não governam, apenas aplaudem ou vaiam conforme o roteiro do dia.


No fim das contas, o problema não está apenas nas prateleiras dessa política-espetáculo.


Está também nos consumidores que já não procuram estadistas, pensadores ou construtores de futuro.


Procuram apenas o próximo conteúdo que lhes retroalimente seu viés de confirmação.

⁠A Felicidade nunca foi essa coisa toda que muitos esperam encontrar na sexta-feira; mas aquilo tudo que poucos encontram nos outros dias.


Talvez tenhamos aprendido a depositar expectativas demais em determinados dias, como se a Felicidade tivesse compromisso marcado com o calendário, como se precisasse esperar o fim da semana para nos visitar ou como se a vida só merecesse ser celebrada quando as obrigações finalmente nos concedem uma trégua.


Entretanto, a Felicidade nunca dependeu de uma sexta-feira, de um feriado prolongado ou de uma ocasião extraordinária.


Ela sempre esteve muito mais próxima das pequenas coisas que quase ninguém percebe enquanto espera por grandes acontecimentos.


Existe uma diferença enorme entre viver esperando os dias felizes e aprender a encontrar Felicidade nos dias que simplesmente acontecem.


Os primeiros costumam alimentar expectativas; os segundos ensinam a reconhecer privilégios que não fazem barulho.


É que muita gente passa a semana inteira contando as horas para chegar à sexta-feira, mas não percebe quantas oportunidades de sorrir, agradecer, abraçar, amar e se sentir em paz deixou escapar de segunda a quinta-feira.


A verdade é que a Felicidade não costuma fazer grandes anúncios.


Às vezes, ela chega disfarçada de uma conversa despretensiosa, de um café tomado sem pressa, de uma mensagem inesperada, de uma saudade que encontra seu destino ou simplesmente da tranquilidade de chegar ao fim de mais um dia sem precisar fingir que está tudo bem.


Em outras ocasiões, ela se manifesta na ausência de problemas, na presença de pessoas verdadeiras e naquela deliciosa sensação de não precisar provar absolutamente nada a ninguém.


O problema é que muitos se acostumaram a confundir felicidade com recompensa.


Esperam conquistar alguma coisa, chegar a algum lugar, comprar alguma novidade ou receber alguma aprovação para finalmente se permitirem viver.


E, nessa interminável negociação com o futuro, acabam sacrificando a única realidade que realmente possuem: o presente.


Poucos compreendem que existem pessoas que fazem da terça-feira uma celebração, da quarta-feira um recomeço e da quinta-feira uma oportunidade de agradecer.


Não porque tenham vidas perfeitas, mas porque descobriram que a imperfeição também pode abrigar momentos extraordinários.


Aprenderam que nem todo dia precisa ser memorável para merecer ser vivido com intensidade.


A sexta-feira pode até carregar o entusiasmo de quem espera descansar, viajar, encontrar amigos ou se desligar das obrigações.


E não há absolutamente nada de errado nisso.


O equívoco começa quando transformamos os outros dias em simples intervalos entre uma sexta-feira e outra, como se a existência fosse apenas uma sequência de esperas.


No fundo, a Felicidade não está na chegada de um dia especial, mas na capacidade de reconhecer algo especial em um dia comum.


Está em não permitir que a rotina nos roube a sensibilidade, que as preocupações nos privem da gratidão ou que a pressa nos torne incapazes de perceber a beleza das coisas que não custam dinheiro, não exigem aplausos e não precisam de testemunhas.


Porque a vida não acontece somente quando chega a sexta-feira.


Ela acontece enquanto esperamos por ela.


E talvez a maior demonstração de Sabedoria seja descobrir que não precisamos de um calendário favorável para experimentar uma existência feliz.


Afinal, quem só consegue ser feliz na sexta-feira corre o risco de passar a maior parte da vida esperando pela Felicidade.


Já quem aprende a encontrá-la nos outros dias descobre que a vida nunca precisou de uma data especial para valer a pena.

Deverias desenvolver em ti mesmo, aquilo que estás a procurar nos outros

Inserida por julianarocha20

Não é fácil mensurar à superfície aquilo que apenas tomamos em profundidade. E a recíproca é impossível.

Inserida por luiselza