Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
“Não transforme aquilo que você pensa naquilo que você é, ou aquilo que você é terminará pensando por você.”
“O algoritmo aprende aquilo que você gosta até você desaprender a gostar daquilo que não lhe mostra.”
“Quem controla sua ATENÇÃO não precisa controlar você: basta determinar aquilo para o qual você olha enquanto acredita estar escolhendo o que vê.”
“O algoritmo não precisa dizer o que você deve PENSAR; basta decidir repetidamente aquilo que você verá enquanto PENSA.”
“Questionar não destrói a verdade. Destrói apenas aquilo que precisava da ausência de perguntas para parecer verdadeiro.”
“Antes de perguntar se aquilo em que você acredita é verdade, pergunte: quem me ensinou que eu não deveria perguntar?”
“Eu não escolho toda dor que me atravessa. Mas posso escolher o que faço com aquilo que me atravessou.”
A educação tradicionalmente se preocupa com aquilo que o estudante consegue aprender e posteriormente evocar. Uma educação orientada ao discernimento precisa acrescentar uma terceira competência: avaliar quanto daquilo que foi evocado merece orientar novas crenças, julgamentos e decisões.
A proposta de Carlos Eduardo Balcarse sobre evocação parte da distinção entre aquilo que a memória recupera e a autoridade que o indivíduo decide atribuir ao conteúdo recuperado.
Alfabetizar o discernimento é aprender a examinar não apenas aquilo que nos informa, mas o peso que permitimos que cada informação exerça sobre aquilo que pensamos, acreditamos e decidimos.
Carlos Eduardo Balcarse
O problema não é apenas aquilo em que acreditamos, mas quanta autoridade epistêmica concedemos ao que acreditamos. Discernir começa quando o peso de uma convicção deixa de ser automático e se torna examinável.
Carlos Eduardo Balcarse
