Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve

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“Saber não é o mesmo que usar aquilo que se sabe no instante da decisão.”

“O direito de falar não transforma automaticamente aquilo que é dito em conhecimento.”

“Não transforme aquilo que você pensa naquilo que você é, ou aquilo que você é terminará pensando por você.”

“A certeza fecha a pergunta; a pergunta abre aquilo que a certeza fechou.”

“Quem não questiona aquilo que sabe termina sabendo apenas aquilo que nunca questionou.”

“O algoritmo aprende aquilo que você gosta até você desaprender a gostar daquilo que não lhe mostra.”

“Quem controla sua ATENÇÃO não precisa controlar você: basta determinar aquilo para o qual você olha enquanto acredita estar escolhendo o que vê.”

“O algoritmo não precisa dizer o que você deve PENSAR; basta decidir repetidamente aquilo que você verá enquanto PENSA.”

“Questionar não destrói a verdade. Destrói apenas aquilo que precisava da ausência de perguntas para parecer verdadeiro.”

“Antes de perguntar se aquilo em que você acredita é verdade, pergunte: quem me ensinou que eu não deveria perguntar?”

“Pensar é resistir àquilo que pensa por nós.”

“Pensar não é repetir pensamentos; é resistir àquilo que pretende tornar a repetição pensamento.”

“Entre o fato e a sentença existe aquilo que não pode faltar: prova.”

“Quem transforma suspeita em certeza elimina justamente aquilo que deveria investigar.”

“EstranhaMENTE, a MENTE mente e ainda chama de verdade aquilo em que decidiu acreditar.”

“Eu não escolho toda dor que me atravessa. Mas posso escolher o que faço com aquilo que me atravessou.”

A educação tradicionalmente se preocupa com aquilo que o estudante consegue aprender e posteriormente evocar. Uma educação orientada ao discernimento precisa acrescentar uma terceira competência: avaliar quanto daquilo que foi evocado merece orientar novas crenças, julgamentos e decisões.

A proposta de Carlos Eduardo Balcarse sobre evocação parte da distinção entre aquilo que a memória recupera e a autoridade que o indivíduo decide atribuir ao conteúdo recuperado.

Alfabetizar o discernimento é aprender a examinar não apenas aquilo que nos informa, mas o peso que permitimos que cada informação exerça sobre aquilo que pensamos, acreditamos e decidimos.

Carlos Eduardo Balcarse

O problema não é apenas aquilo em que acreditamos, mas quanta autoridade epistêmica concedemos ao que acreditamos. Discernir começa quando o peso de uma convicção deixa de ser automático e se torna examinável.

Carlos Eduardo Balcarse