Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve

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Quando só existe o ódio. Quando as coisas tem mais valor que as pessoas. Quando tudo se perde e o vazio é insuportável. Quando as palavras ferem mais do que as atitudes. Quando o nada é mais do que um vazio e te lacera por dentro. Quando a sombra é mais confortável que a luz. Quando sonhos se destroem, causando um aperto no peito. Te sobra o pó, as cinzas e as lágrimas escorrendo pelo rosto. Nessa hora vc se pergunta qual o sentido de tudo isso...

Apesar de seus esforços, as pessoas vão se machucar quando for tempo de elas serem machucadas.

Só se pode falar em ética quando se fala em humano, porque a ética tem um pressuposto: a possibilidade de escolha. A ética pressupõe a possibilidade de decisão, ética pressupõe a possibilidade de opção.

No futuro, quando a água faltar para seus filhos e netos, você verá que no passado poderia ter usado mais a vassoura.

Quando encaramos todos os nossos medos
Aprendemos nossas lições através das lágrimas
Fizemos lembranças que sabíamos que nunca se apagariam

Eu costumava ficar com raiva quando alguém agia com ingratidão, mas parei porque isso não resolvia a situação e só me deixava mal.

Eu costumava procurar as pessoas que eu gosto, mas como não havia procura delas por mim, parei de procurar também.

Eu era do tipo que quando via um amigo apertava a mão e dava um abraço forte e quando via uma amiga dava um abraço e um beijo forte, mas como eles(as) não pareciam confortáveis e nem recíprocos com isso, também parei.

Eu costumava me doar a qualquer pessoa que me pedisse um conselho, uma ajuda, uma conversa no portão de casa, mas percebi que não podia esperar dessas pessoas o mesmo empenho que eu tinha, então limitei minha solidariedade.

Eu já sacrifiquei muitos programas que gostaria de ter feito para fazer companhia a alguém, mas percebi que isso era sempre considerado muito pouco, então parei de esperar reconhecimento.

Eu já fui aquele cara que era o único que restou para uma pessoa se aconselhar quando estava com problemas, sejam financeiros ou amorosos ou de qualquer natureza, mas depois de um tempo percebi que quando a pessoa supera a fase difícil, se esquece de quem ficou ali com ela, então parei de me importar.

Eu já fui aquele cara que mergulha de cabeça e hoje entro pela escada. Em muitos sentidos.

Após alguns anos, colecionando essas reações, percebi que a única coisa que fiz foi me tornar um ser humano pior por querer que os outros me considerassem tão importante quanto eu os considero ou já considerei.

Estúpido, não?

Ainda bem que estou voltando a ser eu mesmo, tentando não esperar nada em troca.

Talvez isso seja a tal maturidade... Ou não!

Pensei que quando eu te encontrasse eu ia tremer, mas eu nem balancei
É que o frio na barriga a saudade esquentou e o amor que tinha a distância zerou
Não sobrou nada
Você é a minha ferida curada

O universo só faz sentido quando temos com quem dividir nossas emoções.

⁠Quando Tudo em Mim Silencia

Tem dias em que o mundo pesa demais.
Em que o corpo insiste em caminhar, mas a alma... fica.
Fica parada, quieta, pedindo socorro sem som.
É como se dentro de mim tudo se recolhesse —
como se até o grito estivesse cansado de tentar.

A depressão não chega com barulho.
Ela se instala em silêncios,
em noites mal dormidas e sorrisos apertados.
E às vezes, tudo o que me resta é me deixar cair nos braços d’Ele.
Porque por mais que doa, por mais que o peito aperte,
a minha fragilidade é exatamente onde Deus me encontra inteira.

É nessa dependência que o milagre acontece —
não no alívio imediato,
mas na força que me faz levantar mais uma vez,
com os olhos ainda marejados,
mas com a alma agarrada à promessa
de que não estou só.

Eu sou essa mulher —
que sente demais, que luta calada,
mas que, mesmo em ruínas, ainda escolhe acreditar.
Não porque sou forte o tempo todo,
mas porque aprendi que ser fraca também é ser humana.
E em cada queda, há uma mão que me ergue.
Não é qualquer mão.
É a d’Ele.
A que me conhece por dentro,
a que sussurra quando tudo parece sem sentido:
“Filha, Eu estou aqui.”

Quando necessitar ausentar-se,


não vá longe.


Fique distante apenas o suficiente para que a saudade me visite,
mas nunca o bastante para que a tua presença deixe de morar em mim.


Que eu sinta tua falta,
mas continue encontrando você nos detalhes.
Não apenas nas lembranças,
mas nos gestos que permanecem,
nos silêncios que ainda carregam o som da tua voz.


Faça-se presente.
Demarque o teu lugar em meu coração para que o tempo jamais esfrie o abraço,
nem permita que a distância enfraqueça aquilo que construímos.


Porque gosto da saudade quando ela é ponte,
não quando se torna abismo.


Então vá, quando for preciso.


Mas deixe sempre um caminho de volta até mim.
Mantenha-se ecoando em forma de cuidado,
de carinho,
de amor.


Como quem zela pelo que é precioso.
Como quem, mesmo distante,
carrega no peito o desejo sincero de regressar ao seu lar.

Tem coisa em você que surge na minha cabeça sem pedir licença. Quando percebo, já se espalhou pelos pensamentos, feito presença que chega sem avisar e decide ficar.

Hoje o coração ficou quieto demais.


E quando ele fica assim, não é porque não tem o que dizer. É porque sentiu além das palavras, atravessou emoções que não couberam em nenhuma conversa e guardou em silêncio aquilo que ainda não conseguiu traduzir.


Há sentimentos que não gritam, não pedem atenção, não fazem alarde. Apenas se recolhem para dentro de nós e permanecem ali, ocupando espaço, pedindo tempo para serem compreendidos.


Hoje o coração ficou quieto demais.


E talvez esse silêncio seja apenas a forma que ele encontrou de acolher tudo o que sentiu.






22 de junho 2026

Leva-me para perto

Quando minhas forças se desfazem,
não me deixes cair no vazio.

Levanta-me com a delicadeza
de quem conhece cada parte quebrada de mim.

Segura minha mão
até que o medo desaprenda o caminho de volta.

Acolhe-me junto ao teu peito,
onde o mundo perde o ruído
e a alma finalmente descansa.

Leva-me para perto da tua luz.
Há tanta noite em mim
pedindo um único amanhecer.

Cuida de mim
como quem protege uma chama
que insiste em permanecer acesa,
mesmo quando o vento parece mais forte.

Reveste-me do teu amor,
da tua paz,
da segurança dos teus braços.

Porque é em Ti
que encontro abrigo,
é em Ti
que volto a respirar.

E, se eu me perder de mim,
leva-me de volta
ao único lugar
onde sempre estive verdadeiramente a salvo:
o teu coração.

Mística


Há coisas que não chegam... acontecem. Como a lua quando toca o mar sem jamais perguntar se pode. Há encontros que parecem acaso, mas carregam no silêncio a assinatura de algum mistério antigo. E há olhos que não apenas olham: reconhecem.


Talvez a alma saiba antes do corpo. Talvez o corpo apenas reconheça aquilo que a alma já sabia, antes mesmo que o coração compreendesse o sussurrar do destino.


Eu não temo o que não consigo explicar, mas paraliso o olhar diante do que não sei nomear. Há beleza demais no invisível para exigir do mistério uma certidão de existência, uma prova, todas as garantias.


Prefiro acreditar que algumas portas se abrem sozinhas, que certas presenças chegam na hora exata, como um soprar dos ventos, sem aviso, sem promessa, apenas porque era tempo de chegar. E que algumas histórias já foram escritas em algum lugar onde o tempo não alcança.


Maktub. Estava escrito. Ou talvez apenas esperando o instante certo para ser lido.


Porque há coisas que não se entendem. Sentem-se. Reconhecem-se.


E quando a alma sente, até o silêncio se torna oração e canção.


E talvez seja essa a mais bonita forma de mistério: não saber de onde veio, não saber para onde vai, mas sentir, no mais profundo de si, que aquilo que chegou já nos pertencia antes mesmo de chegar.

Amores que Ficam


O amor, quando não tem futuro, quando não se transforma em dois caminhando como um só, quando não leva dois na mesma direção, acaba sendo apenas uma forma bonita de partir o coração.


E eu me recuso a partir o meu com amores de verão, de momentos, de ocasiões.


Não quero o que chega para aquecer a pele e depois desaparece com a estação.
Não quero presenças que só existem quando é conveniente, nem sentimentos que cabem apenas no intervalo entre uma vontade e outra.


Se for para amar, que seja inteiro.
Que tenha caminho, escolha, coragem e destino.


Porque o meu coração não procura um amor que aconteça.


Procura um amor que permaneça.

É difícil ser amargo quando se é doce.

A doçura não é um comportamento que se veste conforme as circunstâncias; é uma natureza. Quem é doce por essência pode endurecer a postura, mas raramente endurece o coração. Pode aprender a dizer "não", a partir, a proteger-se, mas sem perder aquilo que o define.

É difícil ser amargo quando a alma foi feita para espalhar leveza. Porque a essência sempre encontra um jeito de falar mais alto do que as feridas.

Há olhos que não sabem esconder.


Mesmo quando a boca silencia,
mesmo quando o corpo continua,
mesmo quando a vida parece seguir no lugar de sempre,
há coisas que transbordam pelo olhar.


E talvez seja por isso
que algumas pessoas nos chamem de fortes
sem perceber o quanto estamos cansados.


Não é que a dor esteja escondida.
Às vezes, ela está justamente ali,
cristalina,
diante de quem olha.


Mas nem todo olhar enxerga.


É preciso alguma coisa além dos olhos
para reconhecer a tristeza no brilho,
o cansaço no silêncio,
a solidão onde ninguém imagina haver vazio.


É preciso alma
para olhar outra alma.


Porque há pessoas que perguntam se estamos bem
e há aquelas que simplesmente percebem.


E, às vezes,
tudo o que uma alma cansada precisa
não é de alguém que diga
você é forte.


É de alguém que olhe demoradamente
e diga, sem precisar dizer:


eu vi.

Tente outra vez.

Mesmo quando acordar
com vontade de desistir.

Mesmo quando o corpo pesar,
a esperança parecer distante
e você não souber
por onde começar.

Não precisa recomeçar de onde parou.
Às vezes, é preciso olhar ao redor
e descobrir de onde ainda é possível recomeçar.

Pode ser de um passo.
De uma pequena coragem.
De uma escolha diferente.
De um fio de esperança
que quase se perdeu.

Não importa quantas vezes a vida
tenha interrompido o caminho.

Há dias em que recomeçar
é apenas não desistir hoje.

E amanhã,
tente outra vez.

Se eu tivesse parado quando desisti, quem estaria aqui agora?

Quem faria o que hoje só eu faço? Quem cuidaria, quem levaria, quem buscaria, quem estaria presente?

Talvez eu ainda não saiba o que a vida guarda para mim. Talvez eu ainda não consiga enxergar um motivo que seja só meu.

Mas eu estou aqui.
Ainda estou. Por enquanto, estou.

E, por enquanto, talvez permanecer seja também uma forma de deixar a história continuar até que eu possa descobrir o que ainda existe depois deste capítulo.

Você nem faz ideia da capacidade que conseguimos reunir quando concentramos todos os nossos recursos no domínio de uma única área de nossas vidas.