Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Quando você é chato e mesmo assim eu te beijo, não é porque sou paciente. É porque estou me despedindo.
~ Soneto 29 ~
Quando, malquisto da fortuna e do homem,
Comigo a sós lamento o meu estado,
E lanço aos céus os ais que me consomem,
E olhando para mim maldigo o fado;
Vendo outro ser mais rico de esperança,
Invejando seu porte e os seus amigos;
Se invejo de um a arte, outro a bonança,
Descontente dos sonhos mais antigos;
Se, desprezado e cheio de amargura,
Penso um momento em vós logo, feliz,
Como a ave que abre as asas para a altura,
Esqueço a lama que o meu ser maldiz:
Pois tão doce é lembrar o que valeis
Que está sorte eu não troco nem com reis.
A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos...
A palavra morre
Quando é dita,
Alguém diz.
Eu digo que ela começa
A viver
Naquele dia.
Eu aprendi que sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho forças para ajudá-lo de alguma outra forma.
De vez em quando eu não sei o que fazer comigo mesmo e com o meu gênio. É um saco estar sorrindo e dois minutos depois chorando.
Quem não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.
Quando você encontrar a outra metade da sua alma, você vai entender porque todos os outros amores deixaram você ir. Quando você encontrar a pessoa que merece o seu coração, você vai entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros.
Essa conversa de que a pessoa só dá valor quando perde não é verdadeira. Cada um sabe exatamente o que tem a seu lado. O problema é que ninguém acredita que um dia vá perder.
Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha.
Quando não estás aqui, sinto falta de mim mesmo, e sinto falta do teu corpo junto ao meu...Meu coração é tão tosco e tão pobre, não sabe ainda os caminhos do mundo. Quando não estás aqui, tenho medo de mim mesmo.
Acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus, ou quando sua risada se confunde com a minha.
Escreva-me
quando o vento desfolhar as árvores
e os outros tenham ido ao cinema
mas você ficar sozinha, pouca vontade de falar então
escreva-me
fará você sentir-se menos frágil, quando nas pessoas
encontrar, tão somente indiferença...
você não se esquecerá jamais de mim
e se não tiver para dizer nada de especial,
você não deve preocupar-se, pois eu saberei
entender...
para mim basta saber que você também pensa em mim
por um minuto, e eu sei me contentar com um simples
olá
falta pouco para estarmos mais próximos...
escreva-me
quando o céu se tornar tão límpido
e as jornadas se tornarem longas
mas você não esperar a noite, com vontade de cantar
então, escreva-me, também quando você pensar
que está apaixonada...
escreva-me.
Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia,
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
A prata a preta tempora assedia;
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia a sobra franca
E em feixe atado agora o vejo trigo
Seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascer a graça nova.
Contra a foice do tempo é vão combate
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.
Eu morro ontem. Nasço amanha. Ando onde há espaço. Meu tempo é quando.
