Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Um certo dia, as coisas se embaralham. Quando antes pareciam visíveis, agora se confundem de uma maneira absurda... E quando menos esperar, vai perder a razão de tudo... Sem saber pra onde ir, direita ou esquerda, podem levar até o mesmo lugar... As pessoas não se importam, com você, com seus sentimentos, com suas escolhas... Aliás, todo mundo some quando você mais precisa... Eu já fui dormir querendo não acordar mais... Eu já fiquei um dia inteiro criando planos e projetos, resumindo fases da minha vida que supostamente aconteceriam... Mas no outro dia tudo parecia ter sido bobagem e eu estava sem expectativa nenhuma outra vez...
Você sentia ansiedade em crescer, ser como seus pais, seus irmãos mais velhos... Agora você gostaria de voltar aos seis anos de idade e ter uma mente inocente, despreocupada...
O tempo corre, cada dia mais rápido...
As coisas dão certo, dão errado... Choramos, sorrimos... Amamos, odiamos...
Há dias em que tudo parece fácil, em que tudo parece possível... Há dias em que você se sente só, sem rumo.
Há pessoas que surgem nas nossas vidas e não sabemos se vão ficar ou se estão apenas de passagem... Qual é realmente o segredo da vida?
O que nos espera? Qual é o destino escrito pra nós? Da maneira que vivemos, é difícil entender o valor de cada atitude que tomamos e de cada ação que efetuamos... Procurei a vida toda a felicidade, mas às vezes parece que ela tenta fugir de mim... Dessa vez não vou errar, dessa vez quero dedicar-me a mim mesma, dessa vez quero ser feliz assim, como sou... Vou subir o mais alto possível e, se cair, serei forte pra levantar e tentar outra vez...
Nossa reserva moral é o bem mais precioso que podemos acumular ao longo da vida. Quando bem cuidada, tem poder de reverter situações da mais extrema penúria com que nos deparamos, pois que sempre haverá gente empenhada em ajudar-nos na empreitada. Quando desprezada, porém, não há reserva pecuniária que garanta nossos dias, ou quem se arrisque a comprometer-se com eles. Feliz, portanto, de quem escolhe desde cedo o que fazer com o próprio futuro, pois que quando ele chegar poderá ser tarde para isso.
Quando já se perdeu contextualmente a referência em conceitos como verdade e mentira, tanto faz o que você diga, pois cada qual seguirá pensando o que já consolidou para si. Desmentidos, nestes tempos, são mera perda de tempo e fonte de desgastes. Busquemos, portanto, ser fiéis apenas às nossas crenças, não importando quais sejam, sem a proposta de fazê-las valer aos demais. Com a perda total dos referenciais à nossa volta, os únicos a que devemos atentar são os nossos proprios valores. Esses, sim, são aqueles dos quais não podemos nos distanciar.
Não há crença que justifique abrir-se mão da reflexão de modo a não questionar a própria fé. Quando aquilo que se professa não admite dúvida que suscite a busca de entendimento, como esperar, então, que haja condição de absorver tal nível de verdade divina, se até para o mais reles contraditório não se faz uso da inteligência?
Sabe-se que um país atingiu seu limite de torpeza e vilania quando quem representa a autoridade vigente tem potencial para dignificar e transformar em honraria uma voz de prisão recebida por desacato
Tempos degradantes esses em que vivemos, quando as vozes que antes se levantavam contra o aviltamento social já não exteriorizam o desespero que lhes vai na alma. Percebendo-se mergulhados num lamaçal de infâmias, acabam sempre sufocando o grito ainda nas entranhas por saberem-se sem voz tanto por conta dos que se comprazem com a própria ignomínia, quanto pelos que a assimilaram como seu novo e natural status quo.
A sabedoria crística nos mostrou a necessidade de nos adequarmos ao mundo quando ensinou: "Sê manso como as pombas e astuto como as serpentes" (Mt 10:16). Mas ao lidar com tais extremos no convívio diário me arriscaria a completar: "...mas não esqueça de ser manso COM as pombas, e astuto COM as serpentes!"
Você não é melhor do que qualquer malfeitor quando não faz maldades para não ser punido por elas. Você se mostra melhor quando sabe que não deve fazê-las.
Quando te derrubam com a primeira “pernada”, descobres que cometeste um erro de avaliação. Na segunda do mesmo padrão, fica claro que faltou inteligência para não amargares a raiva que sentiste de ti mesmo. Na terceira, porém, já te têm em conta de idiota, e está na hora de mudar o rumo ao preço de teu auto-respeito.
Não tenho dificuldade alguma quando me tomam por qualquer coisa, à exceção destas três: desonesto, incapaz ou idiota. Daí se entenda minha indignação diante da ausência de caráter, pouca paciência para lidar com incompetência e irritação pela naturalidade com que alguns não percebem o óbvio.
Há milhões e milhões de pessoas que só ficam felizes quando são admiradas. Mas tem algumas que se tornam inesquecíveis apenas por se mostrarem admiráveis!
O grande equívoco da humanidade é insistir em adicionar um complemento ao verbo pensar, quando todas as soluções de que precisa surgem apenas pela colocação de um ponto.
O que me impele a “deletar” alguém do meu contexto de vida não é sua limitação cognitiva, mas quando exibe sua ignorância como um tributo à imbecilidade deliberada e, pior ainda, quando se orgulha dela como se fosse a consagração vista pela ótica de um asno.
O grande equívoco da humanidade diante do que desconhece é permanecer esperando pela resposta quando, em vez disso, deveria estar concentrada em se fazer a próxima pergunta.
Passar pela existência não é o mesmo que evoluir. Este segundo conceito acontece quando trocamos a pergunta "O que vou fazer?" por algo como "Por que o estou fazendo?" e, ato contínuo, definimos prioridades para o próximo momento e retemos do passado apenas o que deu bons frutos.
É uma pena que tantos optem pelo lado indicado por seu “ismo”, quando bastaria o lado ético, com a vantagem ainda de se separar joio do trigo: aqui os apoiadores também se revelam em cara e CPF, sem se ocultarem por trás de seus líderes.
Quando se segue justificando um líder sem caráter não há como escapar de um destes entendimentos: a pessoa não se informa, e a ignorância fá-la crer que é esperta; ela ainda olha para seu mundo de faz-de-conta com “olhar de poliana”; ou – o que é pior – ela tem o caráter tão distorcido quanto o líder que apoia. Mas encaixá-la sempre neste último tipo não revela uma visão menos distorcida e indigna do que qualquer outra.
Quando do outro lado existe uma pessoa emocional, nenhuma lógica ou bom senso muda a reação ao que dizemos ou fazemos. Seu processo emocional é sempre uma incógnita e não garante o resultado esperado, por mais racional e bem intencionado que você se mostre.
Ensinaram-nos desde sempre a tratar a dor como inimiga. Daí que quando se aproxima nossa atitude é tentar afugentá-la, ignorar sua presença, ou escapar para algum lugar onde não esteja, como se ela não fosse esperar por nossa volta!Isso é um erro, pois não a podemos enganar. Acolhe-a, portanto, dá-lhe atenção, deixa que fique o tempo que precisar e decida quando ir por si mesma, como faz todo bom professor. Sem tua resistência aprenderás mais rápido e ela retomará seu caminho, pois tem muitos alunos como eras até descobrir que tinhas ao teu lado o melhor dentre todos os teus amigos!
