Sombrio
Ódio é uma palavra vazia,
Ecoa no peito, mas não se faz vida,
É o reflexo de um passado sombrio,
Que se agarra à alma, por dor perdida.
Pessoas que não conseguiram superar,
A dor que ainda os prende no ontem,
Acham que o peso vai sempre ficar,
Mas tudo é passageiro, até o que assombre.
Momentos bons, momentos ruins,
São como ventos que vão e vêm,
O que importa é seguir, sem amargura,
Pois o tempo é mestre e nos contém.
Hoje, eu mudei e compreendi,
Que o inimigo está na nossa visão,
Não há ódio, nem razão pra resistir,
A paz começa na nossa reflexão.
E no fim, o segredo é superar,
Deixar o peso ir e então viver,
Com a mente leve, a alma a cantar,
Na paz que só quem ama pode ver.
Prenda-me, deixe-me acorrentado no canto sombrio desta sala. Mutila meu corpo, arrebenta minha alma com a sede e a fome, mas dê-me um feixe de luz para me iludir, fazendo-me acreditar nas ilusões que tento cultivar. Sou um sonhador patético e perdido, vendendo minha essência para alimentar um sonho.
Metrô
Uma Odisséia Urbana
No ventre sombrio da terra, a multidão se acotovela
Corpos exaustos, almas inertes, a esperança que se revela
Nos rostos, a marca do cansaço, do tempo que se arrasta
E a melodia do silêncio que nos basta
Nos vagões, a solidão se agiganta
Cada um em seu canto, perdido em suas fantasias
Olhares vazios, palavras sussurradas
E a sensação de que a vida nos ignora e nos distancia
Nos túneis, a escuridão nos engole
E a voz do abandono ecoa
Somos sombras errantes, perdidas no labirinto
Buscando um fio de luz, uma razão, direções
Nas estações, o tempo se suspende
E a multidão se transforma em um mar de rostos
Em cada um, uma história, um drama
E a certeza de que a vida nos prega tantos gostos
Mas, no meio do caos, a esperança renasce
No metrô
A vida pulsa
E a poesia
Floresce
ECOS DA LIBERDADE
No palco da vida, um ato sombrio,
Alguém se ergue, com gesto vazio.
Negando o voto, a voz popular,
Espalha mentiras, busca enganar, semeando destruição.
Nas redes sociais, a trama se tece,
Organizações surgem, a verdade esquece.
À porta dos quartéis, a massa se agita,
como marionetes, sua liberdade é manipulada,uma nova ordem é programada.
No alto escalão
um jogo de poder é orquestrado, jogadas calculadas.
Grupos se formam com intenção letal,
Atentando à vida de um sonho plural.
A democracia ferida clama por paz
em defesa das instituições, em busca de justiça e verdade que nunca se faz.
Quem persegue os eleitos com mão de ferro
Merece a cadeia e o justo desterro.
Que ecoe a voz do povo unido e forte,
Defendendo seu direito em um só movimento , com grito forte, traçado o norte.
A liberdade não pode se calar, a esperança renasce ao se reerguer e lutar.
A nova primavera ninguém poderá calar.
**"No labirinto sombrio do egoísmo, o coração do homem se perde em suas ilusoes, dando razão as suas próprias mentiras."**
Eu estou triste até a minha alma, um véu sombrio que me cobre. Em cada esquina do ser, a melancolia ecoa, um lamento que a luz do dia não alcança. Os risos se perdem, os sonhos desvanecem, e só resta o silêncio que grita, um companheiro constante em meu retiro solitário. Ah, como pesa esse céu cinzento em meu coração cansado! Mas ainda assim, sigo, um espectro na névoa, vagando em busca de um sussurro de esperança.
EDVARD MUNCH
No crepúsculo sombrio da alma, Munch mergulhou,
Em um oceano de angústia, onde o tormento fluiu.
Entre gritos silenciosos e rostos distorcidos,
Ele pintou a agonia de um mundo dos reprimidos.
Em cores vibrantes ou em tons de sepultura,
Munch retratou a fragilidade da nossa ternura.
Em cada tela, um eco da dor existencial,
Um reflexo da alma em busca do transcendental.
Nas noites em claro, entre sonhos e pesadelos,
Ele desvendou os mistérios mais belos.
Onde a morte dança com a vida num eterno abraço,
E a melancolia se mistura ao viço do espaço.
Entre o amor e o medo, ele traçou seu caminho,
Explorando os abismos do humano sozinho.
Em cada pincelada, uma viagem ao desconhecido,
Onde o destino se revela no olhar mais perdido.
Munch, poeta do desespero, da solidão,
Em suas telas, encontramos nossa própria aflição.
Sua cosmovisão, um espelho da condição humana,
Num mundo onde a beleza e a dor giram numa dança insana.
Dia lindo dia bonito
Dia de abraçar o novo
Dia sombrio como todo
Dia iluminado em partes
Dia de viver? Eu anseio!
Afinal de contas, como?
O que é viver, nessa realidade?
Tô sem ânimo, sem amor próprio
Quer saber? to cansado de viver!
Mas não tanto quanto de sofrer!
O que sobra é lutar e lutar…
Um dia, dois, até o infinito e talvez além
Será que vale a pena lutar?
Talvez haja uma paz que não enxergo
Eu sinto que há, só não consigo alcançar.
RESILIÊNCIA E VALOR
O mundo não é um céu de cores radiantes
Mas um lugar sombrio e desafiador ,
Cruel em sua forma constante ,
Desprezando o quão forte é o seu valor.
Ele te faz ajoelhar, se você permitir,
E a dor pode parecer eterna, sem fim.
Mas não é sobre o golpe que vai te ferir,
É sobre a força de levantar-se mesmo assim ,continuar no seu propósito .
Quantas pancadas você pode suportar?
E seguir adiante com coragem no olhar?
É no persistir que está a vitória,
Na luta constante, na própria história.
Se sabe o seu valor, não hesite em buscar
o que merece, deve se esforçar continuar lapidando os blocos disformes que a vida oferece.
Mas lembre-se sempre, esteja preparado:
Apanhar faz parte do caminho traçado.
Não aponte dedos, não busque culpado,
só os covardes fazem isso, é verdade.
Você é forte, não se deixe abater,
acredite em si mesmo e comece a viver.
Nunca perca sua essência, seu brilho interior
Você é mais do que dor, você tem fé é amor se acreditar irá vencer.
Anjo negro da morte
No véu da noite, o anjo negro se ergue,
Um ser sombrio, sua foice ele persegue,
Cabelos de ébano, asas de treva a se abrir,
Em suas mãos a morte, ninguém pode fugir.
Anjo negro, das trevas mensageiro,
Cavaleiro da morte, temido e verdadeiro,
Nas asas do medo, ele vem a galope,
Em sua sombra profunda, tudo se encerra e trope.
Em seu olhar, a escuridão profunda e fria,
A ceifar almas, em sua sina sombria,
Nas noites sem estrelas, ele faz sua jornada,
O terror que inspira, na alma é uma ferida.
Anjo negro, das trevas mensageiro,
Cavaleiro da morte, temido e verdadeiro,
Nas asas do medo, ele vem a galope,
Em sua sombra profunda, tudo se encerra e trope.
Ninguém escapa do seu destino cruel,
Nas dobras da noite, o anjo negro é fiel,
Caminha silencioso, sem piedade ou dó,
A dança da morte, todos verão de perto.
Anjo negro, das trevas mensageiro,
Cavaleiro da morte, temido e verdadeiro,
Nas asas do medo, ele vem a galope,
Em sua sombra profunda, tudo se encerra e trope.
O trem
(Verso 1)
Num trilho sombrio, onde a noite persiste,
Um trem fantasma, onde o tempo desiste.
Carruagens de névoa, deslizando no ar,
Desejos tecendo o destino, num silencioso mar.
(Refrão)
No trem misterioso, onde o passado é presente,
Passageiros espectrais, rostos indiferentes.
Desejos dançam, tornam-se realidade,
Eu sou o único vivo, na eternidade.
(Verso 2)
Sombras dançam nos corredores sem fim,
Almas perdidas, buscando um destino enfim.
O condutor invisível guia a jornada,
Onde o desconhecido se torna uma estrada.
(Pré-Refrão)
No eco do apito, o tempo se congela,
Nesse trem de mistérios, a verdade se revela.
Olhares vazios, segredos entre suspiros,
Cada estação, um portal para devaneios.
(Refrão)
No trem misterioso, onde o passado é presente,
Passageiros espectrais, rostos indiferentes.
Desejos dançam, tornam-se realidade,
Eu sou o único vivo, na eternidade.
(Ponte)
A neblina se adensa, encobrindo a visão,
O trem se perde, na última estação.
Na penumbra, um sussurro, uma metamorfose,
Eu me vejo refletido, numa sombra que se propaga.
(Verso 3)
No vagão final, a névoa se entrelaça,
O tempo desvanece, a realidade embaraça.
Eu, outrora vivo, agora parte do espectral,
Numa jornada sem fim, onde tudo é celestial.
(Pré-Refrão)
No eco do apito, o tempo se congela,
Nesse trem de mistérios, a verdade se revela.
Olhares vazios, segredos entre suspiros,
Cada estação, um portal para devaneios.
(Refrão)
No trem misterioso, onde o passado é presente,
Passageiros espectrais, rostos indiferentes.
Desejos dançam, tornam-se realidade,
Eu sou o único vivo, na eternidade.
(Outro)
Na névoa dissipada, eu me reconheço,
Um passageiro etéreo, num destino confesso.
No trem misterioso, onde o tempo se desfaz,
Eu me torno sombra, na dança que nunca jaz.
A morte dele pesa como um lamento sombrio, e tuas ações, ou a falta delas, ecoam como uma cruel negligência, uma ausência de prelúdio respeitoso ao inevitável, deixando uma tristeza profunda no vazio deixado pela partida, onde o arrependimento tece sombras sobre a memória não honrada.
Buraco sombrio inutilizando a sensação de liberdade que ainda informe não é capaz de desfigurar a ausência de reação
Nas vezes que sinto a solidão fria,
E nas mentiras que, às vezes, construo,
No vazio sombrio, a alma flutua,
Olhando o íntimo, onde me diluo.
Me pego, às vezes, no amor não vivido,
Fugindo dele, na multidão dispersa,
No vão, entre sombras, onde estou perdido,
Minto para o coração que persiste.
Olhando bobo, nesse jogo incerto,
A alma dança, entre a verdade e engano,
No meio do vazio, um eco desperto,
Entre o sentir e mentir, me engano.
Assim, no soneto, meu ser vagueia,
Entre as vezes que sinto e mente teceia.
Cada ano que passa o mundo se torna mais sombrio e obscuro, então torne-se a luz que ilumina a escuridão, e transformará o inferno em paraíso.
"Soneto breve à força"
Não te rendas à dor, amor meu,
nem ao peso sombrio das horas vazias.
Dentro de ti, arde um coração de fogo,
e nenhum inverno será capaz de extingui-lo.
Mesmo que a noite se feche sobre teus olhos,
e as pedras sangrem os teus pés cansados,
sê rio, sê raiz, sê espada, sê flor:
não te rendas, amor, não te rendas.
EGOISMO
No peito estreito, onde a alma delira,
ergue o egoísta seu reino sombrio!
Seu coração é prenhe de vazio,
e a empatia jaz ali, em mentira!
Cego ao clamor da dor alheia, é frio
e surdo aos rogos que a bondade inspira!
Só para si o mundo inteiro gira,
e nele vai, para um norte sem brio!
Deixando rastros de seu desamor,
segue isolado, em torre de vaidade,
colhendo espinhos onde existe flor!
Rompendo os laços da fraternidade,
há de encarar, ao fim, o próprio horror,
de não saber do amor e afinidade!
Que por mais que tudo pareça difícil, triste, sombrio, que você possa lembrar da luz que está no seu coração. Que a luz do seu coração possa iluminar os seus caminhos. Que essa luz possa ser o seu guia em todos os momentos. Nunca esqueça que você é um ser de luz e que a luz do seu coração possa também ser um farol na vida de outros.
