Sombra da Escuridão
Na quietude do vazio, eu sinto a solidão,
Um eco solitário, uma sombra na escuridão.
Palavras ecoam sem resposta, o coração anseia,
Um anseio por conexão, uma busca pela ideia.
Caminho solitário pelas estradas do pensamento,
A solidão me envolve, um sentimento lento.
No silêncio das horas, meu ser busca companhia,
Um toque de empatia, uma luz que me guia.
Mas na solidão também encontro espaço para crescer,
Explorando meu mundo interior, aprendendo a compreender.
É uma jornada solitária, mas não sem valor,
Pois é na solidão que descubro meu próprio clamor.
Assim, abraço a solidão como parte do meu ser,
Uma oportunidade de reflexão, de me conhecer.
E enquanto busco conexões que possam me abraçar,
A solidão continua a me ensinar e a me transformar.
Hoje, sinto como se a escuridão estivesse envolvendo minha alma, como uma sombra sufocante. A tristeza pesa, quase consigo senti-la, me levando até o limite, à beira do abismo, quase pronto para deixar tudo para trás, como se o mundo não fizesse a menor diferença.
Mas então, como um raio de luz em meio à escuridão, uma epifania atravessa minha alma. Não sou o único culpado nessa tragédia da vida.
Há uma única vítima no rastro da destruição: meu filho. Seu olhar inocente, sua presença frágil, são um eco de esperança em meio ao caos.
A culpa não será mais minha única companhia. Ela se tornará a força que me impulsiona para continuar. Por ele, permanecerei firme, enfrentando os ventos tempestuosos da existência. E se, por acaso, ele não fizer questão, então, ficarei por mim.
O desejo de sombra e água fresca foi tão intenso, que as torneiras já se fecharam e a escuridão se aproxima.
Ao sair da escuridão nos confortamos com as sombras e pensamos ter encontrado a luz, mas se assim fosse nossas retinas não suportaria, logo sem sombras não chegamos a luz.
Tua sombra encobre a minha felicidade,
que agora se esconde em meio à penumbra,
da escuridão e da solidão de uma noite silenciosa;
como a tua própria voz que se calou perante os meus ouvidos.
Teus olhos cravaram meu coração na tristeza
perpétua mórbida e imortal do teu beijo.
E quanto mais me fazias sofrer,
mais me prendia nas tuas promessas mentirosas e desejos.
Da tua boca, sai o cálido som da minha armagura;
dos teus dedos, a gélida e sórdida impressão de passado.
Que se embreagou com o álcool do sofrimento
e foi esquecida pela dor de ter te amado
e do amor não ter sido morto
e enterrado enquanto ainda era tempo...
Na escuridão...
Nas sombras do sol...
Caminho sozinho, a procura da luz...
Mas por enquanto, sigo em frente com esse pequeno feixe de luz me guiando!
No sopro do vento, as sombras dançam,
Lâminas de luz cortam a escuridão avançam.
Linhas que sufocam, em silêncio gritam,
Ecoam canções de reis, em triunfos que fitam.
Azul profundo, escada celeste,
Doce melodia na língua, um banquete.
Vultos se agitam, prelúdio de luta,
Farpas na alma, o destino refuta.
Silêncio dos mares, sereias a cantar,
Solidão e amor, no abismo a se afogar.
Coração acelerado, fraco, em desespero,
Cortes abertos, a dor, um mero desterro.
Anestesiados sentidos, força fingida,
Noite clama por fora, por dentro, dividida.
Ventos carregam desesperos, em fuga,
Ciclos do tempo, medos que se anulam.
Guia-nos algo, alguém, no vazio imenso,
Curvas vastas, fim incerto, intenso.
Planícies ocas, solidão impossível,
Ainda há vantagem, visão indelével.
Linhas e dimensões, memórias fixadas,
Quase palpáveis, no tempo ancoradas.
Adormeço os sentidos, pausa na jornada,
A fresta do salto, ainda não chegada.
O Senhor nos envia como faróis em meio à escuridão, para que, onde houver sombras, resplandeça a radiante Luz Divina, iluminando as noites dos corações e conduzindo as almas ao eterno amanhecer da Graça de Deus.
'A CAIXA'
Debaixo da caixa,
existe uma sombra.
Debaixo da caixa,
só há escuridão.
Debaixo da caixa,
tempestade habita.
A caixa é vazia,
não tem coração.
A caixa é enorme,
ausente de pé.
A caixa é clemente,
ela tem pouca fé.
O grito da caixa,
é desesperado.
Sempre lastimando,
ela chega de lado.
A caixa milagre,
sentindo fadiga.
Plantando sementes,
ela não tem comida.
A história da caixa,
é história não lida.
A história dos homens,
é bem parecida.
Quem caminha na escuridão lamenta não poder conhecer a própria sombra na Seara da Sabedoria, Força e União.
O relacionamento é como planta que necessita de luz, quando chega a sombra e a escuridão, chega também o fim.(Walter Sasso - Autor de "Sem Denise")
Sob a luz das estrelas
Sem ar, sufocado em sombras, engolido pela escuridão do vazio, enxergo não só uma mas várias luzes no fim do túnel, nelas enxergo o reflexo de uma água que escorre de duas estrelas, antes disso, o silêncio era ruidoso, porém agora tudo se cala diante dele, pequenas luzes que ofuscam até mesmo o sol e a vazio.
"Além das Sombras"
Nas sombras da mente, a escuridão se esconde, A depressão, um buraco negro, profundo e além. Não é frescura, nem defeito, mas uma batalha real, Que muitos enfrentam em silêncio, sem alarde.
O preconceito, como um veneno sutil, Se infiltra nas mentes, como uma erva daninha. “É só tristeza”, dizem, sem compreender, Que a dor é mais profunda, uma ferida que não se espinha.
A alma encolhe, o coração pesa, Enquanto os olhos sorriem, mas a dor permanece. Julgamentos cruéis, como flechas afiadas, Atacam aqueles que já estão à beira do abismo.
“Supere!”, dizem, sem entender a luta interna, Como se a força de vontade pudesse dissipar a tormenta. Mas a depressão não é uma escolha, nem uma fraqueza, É uma tempestade que devasta, sem piedade ou prece.
Então, ergamos nossas vozes, contra o estigma e a ignorância, Defendamos aqueles que enfrentam essa batalha silenciosa. A depressão não é frescura, nem defeito, mas uma doença, E todos merecem compreensão, empatia e esperança.
Quebraremos as correntes do preconceito, Com palavras de compaixão e amor. Porque, além das sombras, há luz, E juntos, podemos ajudar uns aos outros a se levantar.
Até a sombra desaparecer na escuridão,
essa é a receita, a solução,
confie apenas no seu coração,
e nunca acredite em fofoqueiros ou zombeteiros de plantão.
Princesa do luar, a filha das sombras da luz, não temia nem a Luz muito menos a Sombra da Escuridão. Muito pelo contrário, as Trevas, para ela, eram-lhe tão doces, quanto a melífica substância líquida das abelhas! Cobria-se da escuridão, com a mesma facilidade daquele que se cobre com um manto quente numa noite fria, tenebrosa e gélida. Princesa do luar suportava o peso das Trevas, com a mesma facilidade daquele que suporta a leveza da Luz. O que era motivo de pavor para outros, para ela, era motivo de consolação, distração e "melancólica" alegria. Ela não se importava com isso.
Era seu quase segundo mundo natural. O que afasta os outros, para isso ela se aproxima; como se fosse seu parente muito familiar. Essa é a noiva da Lua, amante do Sol. Que jamais teme a escuridão!!! Que não sente o frio noturno e, por incrível que pareça, nem o calor de um dia intenso de verão.
Às 14:12 in 02.03.2025
de "Lucius" para Kimberly”
A escuridão não tem trono, a menor fagulha de luz dissipa todas as trevas. Vez por outra uma sombra passa espalhando terror, logo a luz brilha e tudo se pacifica naturalmente...
