Sombra

Cerca de 3727 frases e pensamentos: Sombra

⁠Hoje já não é mais dia
Mas o sol jaz no teu olhar
A sombra do temor
Deu lugar a brisa
Ao canto que soou
Que celebrou por ti
Os laços que quebrou
Então corre para o teu mar
Contempla sua vastidão
Não há porque temer
As ondas e vendavais
Creia nos teus remos
Na proeza de teus rios
Que nada jamais
Te impedirá!

⁠Mas quando eu chego, você vai embora, sem demora, porque não vai de vez e continua na sombra a se esconder? Se não vai, vou eu. Que idas e vindas mais prolixa e enganosa... O meu caminho e ponteiro do relógio já sabes, evite-o como de costume, mas o faz infinitamente e de vez.

Inserida por Enedliz

⁠"Nunca deixe que a sombra do fracasso oculte a luz da persistência em seu caminho."

Inserida por Cleitonsalvadoor

⁠A incapacidade é impedimento que invalida a percepção resolutiva de pensamentos, que relatam sombras de histórias verídicas por ti não desvendada

Inserida por Janbres

⁠Na escuridão da mente perturbada, o homem que se entrega ao crime de stalking torna-se uma sombra sinistra na vida de outrem. Seu desejo doentio de controle tece uma teia de angústia e medo, transformando a liberdade alheia em prisão emocional. O rastro de suas ações deixa cicatrizes invisíveis, corroendo a paz de suas vítimas. A obsessão distorce a realidade, transformando a busca por conexão em uma perigosa caçada. Que a sociedade, vigilante e unida, seja a luz que dissipa as trevas, garantindo que as vítimas encontrem refúgio e que o perseguidor enfrente a justiça, dando fim a essa dança doentia entre o predador e a presa.

Inserida por FernandoZaddock

⁠"A tua sombra faz parte do teu processo de iluminação"

Inserida por LuanCrystian

⁠Quase é o eco solitário da oportunidade perdida, a sombra que paira sobre o que poderia ter sido, a palavra mais triste que existe.

Inserida por erinaldosilva

Quem vive com medo, vive limitado pela sombra de suas inseguranças.

Inserida por JoaoGodoy

⁠"Toda sombra é um auspicioso sinal de presença da luz".

Inserida por CarlaGP

⁠Bom dia! Que Deus abençoe essas pessoas ruins, pois o sol é para todos, mas a Sombra é pra quem merece.

Inserida por eddyLorrySilva

⁠"A Sombra do Que Somos"

Sentam-se
como quem deseja paz,
mas nas costas
o velho instinto
abre a boca.

Não é o que se diz,
nem o que se cala,
mas o que se traz escondido
que constrói o ruído.

Ser amigo
não é sorrir de frente
com o punhal por trás.

É sabermos que em nós
também há serpentes,
mas que podemos escolher
não lhes dar voz.

A sombra é apenas
o que não soubemos iluminar.
E amar, talvez,
seja aprender a conversar
com o que ainda nos morde por dentro.

⁠O ANONIMATO DA ESPERANÇA

Parte I
Vi certa sombra de figura lúcida,
Com a esperança em bolsa plástica,
Trazia a fé, embora acústica,
E uma postura quase elástica.
Morava à beira da rua Cítrica,
Num velho prédio de fachada rústica,
Bebia sonhos com água límpida
E lia o mundo com lente cônica.
Dizia: “Fui devoto e lírico,
Mas hoje sigo um rumo lógico.
Dispenso o culto, o rito trágico,
Descreio até no afeto ético.”
Tinha o olhar de um padre cívico,
Falava aos ventos com voz irônica,
Via o poder no gesto apático
De um figurão, uma pose estática.
“Pois que me reste” — dizia, cínico —
“A esperança, mesmo anônima,
Ainda pulsa na alma trágica
Que ri do abismo, sente dor crônica.”
E o desespero? Um cão asmático,
Que uiva ao nada de forma estrídula.
Mas foi vencido por flor simbólica,
Essa esperança tão anestésica.

Parte II
Cruzou a noite de rua lânguida,
Com passos certos, porém mecânicos.
Entrou num bar de luz esparsa,
De porta estreita e copos rústicos.
A mesa torta guardava vínico
Vestígio amargo de tempo estático.
Um homem rindo, de rosto pálido,
Falava ao nada com tom enfático.
Do rádio antigo, saía um tango
De melodia com ar apátrida.
O dono, ex-bardo de fala áspera,
Servia goles com mão metódica.
“Já vi coroa em leilão de feira,
E trono aberto por seda efêmera.
Conheci santos de voz histérica
Vendendo a culpa com ar bucólico.”
Ouviu aquilo de forma crítica,
Sem demonstrar juízo errático.
Mas sobre a mesa, com tinta rala,
Achou um bilhete de traço exótico:
Se a dúvida pesa, busque o vértice —
Há mais verdade no passo dúplice
Do que na vida contida e rígida,
Feita de cálculo e prumo estável.
Leu. Respirou. Sentiu o cárcere
Abrir no peito com corte elíptico.
Pagou a conta com nota mínima
E partiu leve... como um equívoco.

Parte III
Entrou na igreja de nave esguia,
Com passos mudos e ar hermético.
Sentou-se à sombra da tal capela,
De altar singelo e vitral histórico.
As velas ardiam com luz instável,
E a brisa espalhava o balsâmico.
No chão, mosaicos de tom hipnótico
Ecoavam sons de um tempo arcaico.
Ali, curvada sob véu cerúleo,
Estava ela — em prece angélica.
Tinha a postura serena e pública
De uma matrona, fé dogmática.
Mas — oculta à luz, o rosto insólito
Despertou nele lembrança implícita:
Era a mulher da noite pândega,
Dama envolvente, de um bar pródigo.
Lembrou do palco, da dança rútila,
Do corpo em transe, da voz melódica.
Do cabaré, num néon cálido,
E do desejo em vertigem fônica.
Trocaram beijos de riso trêmulo,
Ecos de vodka em copos gêmeos.
Depois, silêncio. Depois, milênios.
Agora ali — num banco cândido.
Ela o fitou com calma olímpica,
Como quem já redimiu a fábula.
E ao perceber sua alma líquida,
Fez-lhe um sinal... e voltou à página.

Parte IV
No dia seguinte, a rua inércica
Acordou cedo, mas sem vestígios.
O homem sumira — sem marca térmica,
Sem despedida, sem traço lícito.
Não levou nada: nem livro ou bússola,
Nem a camisa de linho pálido.
Deixou na mesa um copo acrílico
E um guardanapo com tinta tímida.
Sobre ele, uma escrita órfica:
"A liberdade não tem perímetro.
A esperança não é teórica.
E a lucidez… não mora em títulos."
Dizem que agora percorre as praças,
Com voz serena e olhar pacífico.
Entrega versos por entre esmolas,
E ouve o mundo com tom empático.
Alguns o viram no terminal lôbrego
Falando à brisa, sem causa nítida.
Outros juraram tê-lo em ambulatório,
Segurando a mão de moça cárnica.
Nunca mais teve um rosto fixo,
Nunca mais nome, nem mesmo cédula.
Mas muitos dizem — entre sorrisos —
Que a sua ausência se fez… parábola.

Inserida por ninhozargolin

⁠Não te culpo por não ficar.
Eu mesma nunca fiquei inteira.Sempre fui metade sombra, metade sonho.
E talvez por isso, amar em silêncio tenha sido minha forma mais sincera de viver você.

⁠Ainda que estejamos passando pelo vale da sombra da morte, ainda que estejamos passando por dificuldades tão adversas — que não queríamos, não desejávamos — o Senhor nos encoraja. Ele que diz a hora de terminar. Não passe o bastão, não passe a bola. Deixe Deus fazer em você aquilo que Ele sempre quis fazer.

Inserida por Natan20

⁠Cansada Gauchada
Bah, que canseira! O passado na frente, feito sombra comprida.
Nem deu pra ajeitar o cabelo, nem pra lavar bem a vista.
Ele não espera a gente acordar, já chega dando pitaco,
Com a voz grossa que nem carreta atolada no barranco.
Tem dia que ele vem que nem potro xucro, relinchando de raiva,
Me xingando que nem se eu tivesse roubado a última prenda.
Me bate que nem peão castigando o bagual teimoso,
Quase quebra a alma da gente, deixando um gosto amargo.
Cada dia uma prosa diferente, um jeito de chegar mais perto.
Hoje ele veio que nem chuva de outono, pesada que só.
Tão pesado que a cabeça ficou baixa, os olhos sem brilho certo,
Quase que nem consegui olhar pra cima, feito gado no brete.
Botou um peso nos ombros, na mente fez um nó apertado,
Me senti um nada, que nem folha seca varrida do terreiro.
Tem dia que ele me leva pra longe, num rancho abandonado,
Me bota num sofá velho, de frente pra um caixote preto.
Aí ele liga a tal "televisão" da memória antiga,
Bota umas fitas empoeiradas, de quando a vida era outra.
Cada dia um filme diferente, uma história que me castiga,
De um tempo que eu mesma vivi, mas que a alma não mais suporta.
Ele grita no meu ouvido, que nem vento minuano na janela,
Como se Deus tivesse virado a cara pra essa pobre chinela.
Hoje a lágrima escorreu cedo, que nem orvalho na grama,
Pedi pras forças do céu, pra aguentar essa cruz que me chama.
Sei que não errei tanto assim, pras palavras do passado doerem tanto,
Sei que muitas vezes não devia escutar, mas a gente se entrega.
Mas lá dentro também tem uns "e se" que a gente carrega no canto,
Umas verdades que eu escondo, pra não piorar essa peleia que me pega.
Amanhã, ele vai ter mais fitas pra mostrar, pode apostar,
De coisa que eu não fiz, de rumo que não consegui mudar,
De quando a cabeça era mais fraca, sem tento pra lidar.
Me agarro nas rezas, nas conversas longas com o Divino,
Pedindo perdão pras pisadas tortas, pras dores que me abatem.
Sentei com Deus hoje cedo, com o passado ali, ladino,
Um café quente na mão, o cabelo em desalinho, os olhos que ainda batem.
E chorei que nem criança perdida na neblina, sem ter pra onde correr.
Porque sei que agora, nessa hora amarga que me invade,
Não consigo achar um jeito de botar um ponto final nessa saudade.
Só Ele, lá de cima, pode me dar um milagre, um perdão verdadeiro,
Pra esse passado que judia tanto do meu presente altaneiro.
Só assim, quem sabe, consigo rabiscar um futuro mais inteiro

Inserida por adnaline

⁠⁠Se tem sol, fico na sombra;

Se tem chuva, procuro cobertura.

Coração machucado, não entra no clima.

⁠A sabedoria que não teme ao Senhor é só sombra de grandeza.

Inserida por joemarro

⁠O mito de Platão numa praia ensolarada do Brasil, à sombra de um coqueiro ou de um guarda-sol colorido, é uma imagem muito mais poética.

"A Presença Silenciosa da Saudade"

Saudade é um eco que nunca se cala,
é sombra que segue, mas nunca se perde.
É o rio que corre e se afasta, sem fala,
é a chama que arde e à noite se perde.

És tu, saudade, que em mim te alojas,
feito vento que invade e depois some.
Trazes o peso das horas que fogem,
e o corpo que sente o que o tempo consome.

Por ti, os dias se arrastam em lentidão,
e o silêncio é mais cruel que a aflição
de ventos cortantes nas noites sem fim.

Não sei se vens de um amor que morreu,
ou se és a dor de um sonho que não nasceu,
mas te guardo, saudade, dentro de mim.

Inserida por rosangela_montano

"Sombras da Memória"

A sombra da lembrança
estende-se como o passo de quem caminha,
molda-se ao contorno do ser,
e, por mais que tentemos fugir, ela nos segue.
A cada curva da estrada da vida,
a lembrança repousa sobre os ombros,
como o peso de um abraço distante,
como se o tempo fosse um relógio sem ponteiros,
onde a memória marca o compasso.

Caminho por trilhas já marcadas,
onde a poeira da saudade se levanta,
misturando-se à brisa quente da tarde.
As lembranças não têm forma,
mas ocupam o espaço da alma
com o delicado toque de quem não se vai,
mesmo quando os rostos se perdem
no horizonte da ausência.

Zé Fortuna, com sua melodia,
afirmou que a mão do tempo é firme,
mas a memória, ah, a memória,
é uma canção que nunca se apaga,
que ecoa nas montanhas do coração,
que dança nas sombras da gente,
nos caminhos infinitos do sentir.

E assim, sigo,
onde o tempo não apaga a história,
onde as sombras se tornam luz,
e onde as lembranças, como flores silvestres,
desabrocham no silêncio do vento.
O que somos, senão o som daquilo que já foi,
a sombra do que ainda vive em nós?

Inserida por rosangela_montano