Sombra
Em cada gesto, um abraço sutil,
tua presença ilumina a sombra do dia,
as palavras que dançam nas costas do vento,
trazem a suavidade de um lar que nunca se esquece.
Teus olhos,
janelas de ternura
e verdade,
transmitem a essência de um amor que pulsa,
como as estrelas que adornam a noite silenciosa,
agradeço-te, coração que habita em meu ser.
A tarde cai serena, o sol já se despede,
E a sombra longa esvoa sobre o chão que pisei.
Em cada brisa fria que a alma, triste, sente,
Um pensamento aflora que o tempo não desfez.
"Assim como só existe sombra se houver Luz, nós só existimos se projetados pela Luz de Cristo, pois nossa Luz é Jesus."
O amor de Deus não soma débitos e créditos, ele simplesmente ama sem sombra de variação ou mudança. Em nós o amor é uma qualidade, o amor é um empréstimo divino. Em Deus o amor é a sua identidade.
Bom Dia!
Aquele Que Habita no Esconderijo do Altíssimo à Sombra do Onipotente Descansará!
Buscar o sentido de cada palavra nos dá o significado do Que Deus Nos dá Como Poder e Segurança Todos os Dias.
Está Passando Por Momentos Difíceis?
Está se Sentindo Incapaz, Insuficiente, Momentos Turbulentos de Dúvidas, Medos, Ansiedade?
Que Tal Está Presente ao Lado de Quem Te Levará ao Nível Tão Alto Que Nada Poderá Te Atingir?
E o Melhor, se Livrar do Cansaço Dessa Vida de Perceber e Situações Que Tentam Roubar a Sua Paz, em Meio a Agitações e Turbulências Emocionais?
Descansa Em Deus e Tenha Certeza Que Se Confiar Nele, Ele Irá Conduzir a Sua Vida e Seus Passos na Melhor Direção!
Habitar no Sentido Figurado: Permanecer; faz-ser presente: um pensamento que habitava sua mente; Deus habita na alma de quem crê.
Esconderijo:lugar onde alguém se esconde ou esconde algo; escondedouro.
1.
muito alto.
2.
substantivo masculino
FORMAL
Deus, o Ente supremo
Descansar:O verbo descansar indica principalmente o ato de se livrar do cansaço, da agitação e das preocupações, obtendo tranquilidade e sossego, repousando ou dormindo.
Gritei o teu nome na sombra do esquecimento, mas não estavas lá. Busquei abrigo na minha angústia devastada, o teu silêncio foi a única resposta.
Não abandone a sombra na solidão da estrada deserta, asile ampare gasalhe no calor de você até que ambos se fundam.
Nos trilhos ficaram apenas as marcas do passado veloz, na curva da estrada a sombra acolhe o olhar triste que passou.
Quando tudo estiver parecendo normal tranquilo suave igual água na sombra é preciso ter atenção todo cuidado é pouco.
Deixa passar o conflito a atormenta não edifica o caráter moral, vá refletir na tua sombra para não atrasar a vida do próximo.
'LIVROS'
Tenho livros trancados no quarto,
na sombra dos porta-retratos.
Em caixas escuras,
vagando nas ruas,
estrelas sem brilho,
perdido em armários...
Empoados pelo tempo,
a couraça das capas pouco se vê.
Eclodidos,
com meios-escritos.
Engavetados na ânsia de aplausos.
Inaproveitável nos seus mais belos sentidos...
Folheados pelas traças.
Folhas soltas lapidadas.
Sem interlocutores,
ou apercebidos.
Muitos extravios,
como a vida inesperada...
'FERIADO'
A sombra mórbida deixa uma inquietude aparente. Algumas árvores embaçam a visão rumo ao estreito rio representando calmaria. Peixes esboçam o que de mais belo existe na natureza. O balançar da rede entra em harmonia com a brisa de inverno e o cantar dos pássaros, intrínseco a outros cantos, soa longínquo.
Casa de palha e um velho barco esquecido demonstra pulsação, temporada. Uma velha tralha de pesca, sem cor, fala do tempo fatigado. A água com seus sons melodiosos atraí o sol com seu olhar ofuscante. Olhos pontiagudos, mas suportável. Tudo tranquilo! Exceto meu coração, louco e distraído.
'A CAIXA'
Debaixo da caixa,
existe uma sombra.
Debaixo da caixa,
só há escuridão.
Debaixo da caixa,
tempestade habita.
A caixa é vazia,
não tem coração.
A caixa é enorme,
ausente de pé.
A caixa é clemente,
ela tem pouca fé.
O grito da caixa,
é desesperado.
Sempre lastimando,
ela chega de lado.
A caixa milagre,
sentindo fadiga.
Plantando sementes,
ela não tem comida.
A história da caixa,
é história não lida.
A história dos homens,
é bem parecida.
Às vezes, os laços mais profundos são aqueles tingidos pela sombra. porque a verdade, mesmo dura, é o único terreno onde o amor pode fincar raízes reais.
PRETO, SOMBRA E SEMENTE
Irmão, teu apelido é uma cor que carregas como cicatriz e estigma. Teus passos, arrastados no asfalto quente de promessas quebradas, desenham um caminho de fuga. Os entorpecentes são teus únicos abrigos. Esquece essas casas de papelão que o vento leva e reconstrói um novo lar, mesmo que com mãos trêmulas. Erras como quem cai no mesmo buraco e não tenta mudar. Os anos passam, mas tu permaneces parado no mesmo cruzamento, vendendo tempo em troca de minutos de esquecimento. Teus filhos e parentes, esses fantasmas de teu sangue, ainda te esperam na soleira da memória, com olhos que não aprenderam a odiar. Eles são espelhos quebrados onde teu rosto se reflete em fragmentos e ainda assim sorriem (escondendo a dor profunda) quando te veem...
Enganas os outros como enganas a fome, com migalhas de histórias requentadas. Os de sangue próximo já não choram por ti; apenas observam de longe, como se assistissem a um incêndio lento. Não vês que te transformaste em tua própria lápide ambulante? O chão que te acolhe é frio e fedido, mas é o único que não te pede explicações. A chuva te lava e tu a bebes como se fosse redenção, mas nunca tenta saciar tua sede de paz. Irmão, ouves os gritos da tua própria carne? Ela clama por um último gesto de dignidade, por um instante em que não sintas vergonha de existir. A ajuda está lá, à tua frente, mas exige que estendes a mão. E tu, acostumado com tão pouco, esqueceste como se pede socorro...
Eu ainda insisto em acreditar em ti, irmão. Não por ingenuidade, mas porque conheço o brilho que há por trás desses olhos embaçados. Deus, ou seja lá o que nomeamos como esperança, não desistiu de ti. Ele está no pão que comes quando há, no teto que não tens, nos de sangue que clamam por ti. Volta não como herói, mas como sobrevivente. Para de trocar tua vida por êxtases momentâneos. O chão que pisas pode ser o mesmo, mas tu podes ser diferente. Irmão, tu és semente sob o concreto. Não deixes que te definam pela podridão que te cerca. Germina. Todos ainda acreditam em ti. Tenta voltar, percorrer um novo caminho...
Dar costas ao sol e permitir fantasmas do mal se abrigar na sua própria sombra que não se deixa pintar pelas aguarelas do raiar da estrela maior. De frente com a frente de onda do raio do sol não há sombra que resiste, todas para trás, mas não deixam de seguir os teus movimentos.
