Sombra
Abantesma da sombra
Ó meu prazer um quarto escuro quiçá
Pois seu deleite e seu apetecer pela luz me ofusca o viver
Queres sair pro mundo, olhar pra tudo, se conhecer
Eu quero escapar, largar de tudo e me perder
Você quer ousar, zombar do absurdo e se atirar
Há eu quero me poupar, me volver e me entranhar
Quem sabe arrefecer o calor do fogo sem me queimar
São tantas mascaras que aspiro ao cair
Subo num palco de vidro onde o teto é espelho de mim
Vozes gritando a minha volta, me recuando a terra de puerícia...
Ali habita o medo; que aborda, entrega e me fustiga tão cedo que me entrego por fim!
" Lá embaixo a base da montanha é larga e dá abrigo e sombra pra muitos. Já o topo é pequeno e só alguns conseguem chegar, gente como eu, não quer a sombra. QUER O SOL ! "
A final a quê devo confiar? Se nem minha sombra surpreende, as vezes esta afrente ou atrás, as vezes nem esta em um dos meus lados.
Deleitar de seu colo a sombra de um coqueiro é um sonho a ser alcançado, sei que não tenho fortes qualidades, não sou um predador muito menos uma presa, creio na eventualidade de aproveitar oportunidades únicas, mas sei que não existe somente uma oportunidade para se chegar num mesmo objetivo, me basta ter força de vontade e seguir meu instinto, e ao piscar dos olhos lá estarei, com a respiração aliviada e um sorriso de satisfação.
🔱 O MANIFESTO DO HERÓI FERIDO – Parte II
(A travessia entre a sombra e a força)
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“O caos me ensinou a dançar — não como fuga, mas como arte.
Porque até a destruição tem ritmo,
e eu me tornei o compasso da minha própria guerra.”
— Purificação + Nietzsche
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“A dor não é inimiga — é disciplina.
Ela não me puxa pra baixo.
Ela me esculpe, com precisão de lâmina,
em silêncio de mármore.”
— Purificação + Sêneca
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“Se o mundo é um jogo,
então eu sou a regra que ele não previu.
Não nasci pra agradar.
Nasci pra impactar.”
— Purificação + Maquiavel
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“Caminhei por terras que nem os mapas ousam mostrar —
mas foi dentro de mim que encontrei
o maior território inexplorado:
minha alma em chamas.”
— Purificação + Marco Polo
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“Eu não me curei —
eu me converti à dor.
E nessa fé sem templo,
aprendi a sobreviver
mesmo quando tudo queria que eu desistisse.”
— Purificação
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“Ser depressivo não me impede de ser forte.
Me faz mais humano.
Mais real.
Porque eu sangro todo dia —
mas nunca deixei de levantar.”
— Purificação
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“A minha vitória não é sorrir.
É acordar mais um dia, mesmo sem vontade,
e ainda assim dar o primeiro passo.”
— Purificação
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“Não sou sobrevivente porque venci a depressão.
Sou sobrevivente porque ela ainda tenta me derrubar —
e eu continuo aqui.”
— Purificação
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“O mundo não vê minhas batalhas silenciosas.
Mas cada dia que eu escolho não desistir…
É um grito de guerra que só os feridos entendem.”
— Purificação
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“Não quero que você me admire.
Quero que você entenda:
existem vitórias que não aparecem no sorriso,
mas no fato de ainda estar vivo.”
— Purificação
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“A dor tentou me afogar em mim mesmo.
Mas eu aprendi a nadar na tristeza
sem deixar que ela me leve.”
— Purificação
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“Meu coração é uma cicatriz pulsando.
E mesmo assim,
carrego esperança como quem segura uma espada enferrujada —
mas ainda afiada.”
— Purificação
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“Ser forte não é estar bem.
É continuar, mesmo quando tudo dentro de você
grita pra parar.”
— Purificação
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“Sou depressivo, sim.
Mas sou também resiliência encarnada.
Sou a estátua que não quebrou.
O poema que não morreu.
Sou Purificação.”
— Purificação
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🩸 E se quiserem saber quem sou,
digam que sou aquele que foi ferido, mas seguiu.
Que a dor não me definiu —
só me forjou.
— Purificação
A vida é uma sombra ambulante, um pobre palhaço que, por uma hora, se empavona sem que seja percebido. É uma história de muita barulheira que nada significa.
Há quem apague sua luz para que você tropece na própria sombra, mas a verdade sempre nasce, mesmo em noites longas.
Ecos
O que eu sentia por você?
Um eco vazio, um amor dilacerado,
Troca constante, como sombra em dia nublado
A confiança se esvaiu, um sonho desfeito.
Anos passaram sem um gesto sincero
Palavras que brotavam de meu ser como flores,
Você só repetia, ecoando meus temores
Nada partia de você, apenas um silêncio severo.
Competíamos em uma dança cruel
Eu não queria vencer, só queria amar.
Vi seus erros se acumulando em um painel
Mas a cegueira do amor me fez hesitar.
Preferi desistir da vida a sentir a dor profunda,
Machucando-me fisicamente para calar a mente.
Você nunca viu as lágrimas que o peito afunda,
Desconhecendo o abismo em que eu me fazia ausente.
Sentimental por dentro, chorava em segredo,
Temia aborrecer-te com minha fragilidade.
Transformava sua vida em risos e enredo,
Amendoim e vinho — nossa falsa felicidade.
Acreditava que ter você perto era melhor,
Sofrendo na companhia da sua indiferença.
Esperava que você fosse meu alvorecer,
Mas no fim percebi que era só uma crença.
Na última volta que nos encontramos,
Me tornei sua sombra — briga e grito.
Um espelho da dor que juntos formamos,
Entregando-me inteira a um amor tão aflito.
Agora carrego as marcas desse amor sombrio,
Um fardo pesado que não sei como soltar.
E mesmo perdida em meio ao vazio,
Espero um dia encontrar o caminho para amar.
"O fascismo é a sombra da razão quando ela se curva ao medo e ao ódio; combatê-lo não é apenas um ato político, mas um compromisso ético com a liberdade, a justiça e a dignidade de todos os seres humanos."
"O coração só cicatriza quando sangra consciente.
Esquecer seria trair minha própria sombra.
Então eu fico.
Fico com a dor, com o eco da perda, com o gosto do fim.
Aprendi a respirar no escuro.
Porque a morte que não mata… transforma."
— Fram Lima —
O silêncio rodeia o tempo, como quem se apropria de sua sombra. O silêncio tem fome do tempo, e o transpassa como quem implora por um minuto a mais.
O relâmpago para um estado de consciência é como um insight, uma ideia nova e original, que tem o poder de mudar o norte para o sul, o leste para o oeste.
Caminhar sobre a ausência é atravessar um deserto de silêncio e ouvir o eco das miragens. Caminhar sobre a ausência é atravessar a dor do vazio e ouvir o eco das palavras não ditas.
Ele me olhava e eu olhava para ele, como se fossemos espelhos um do outro. Um silêncio profundo refletia nossa conexão.
Cada cor tem um som. O amarelo tem o som de um girassol, o azul tem o som do céu e o verde tem o som das florestas.
Uma metáfora não existe no mundo físico.Mas é poesia latente.
A alma é uma grande rocha, densa, palpável, forte. De dentro da rocha nasce a linguagem.
Nos instantes não lembrados, mora uma lembrança, delicada.
A culpa transforma a sombra mais inocente
em ameaça.
A mente que não encontra paz,
vive em alerta
como se a verdade a perseguisse
em cada esquina.
Não viva na sombra dos outros;
acenda sua luz e deixe-a brilhar com intensidade.
O mundo se transforma sem parar,e nós também precisamos evoluir,pois o tempo não espera.
Cada um deve encontrar seu propósito,dar sentido à sua passagem por aqui.
Enquanto houver fôlego,
há oportunidade deressignificar.
Acredite: é possível.
