Solitário

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⁠#E #LÁ #VOU #EU

Ouvi, por vezes, em meio ao azul infinito...
Que as coisas profundas devem ser ditas em poucas palavras...
E com o coração sentido...

Sinto o dia todo aqui e ali...
Todo esse sentimento...
E escrevo meus poemas...
Para dizer que estou aqui...

Posto que nunca estou só...
Nem mesmo quando me abraça o silêncio...
Tudo é na eternidade um pequeno momento...

Sou verso de começos...
Sem princípio, sem fim, sem medida...
Escrevo o que sinto...
Coisas simples, da vida...

Porém, nunca a verdade me deixou...
Simplesmente fantasiar...
Bordando minhas letras...
Sempre posso mais sonhar...

Esse instante existe...
E minha vida por si mesmo se completa...
Não sou alegre...
Não sou triste...
Sou um solitário poeta...

Não tenho vergonha de dizer que estou triste...
Não tenho vergonha de dizer que estou alegre...
Apenas sinto dentro de mim...
E sigo fazendo assim...

Me deixo perder...
Para me procurar...
Pois é me perdendo...
Que sei que vou me encontrar...

E quando necessário...
Enlouqueço como for...
É o meu jeito...
Assim eu sou...

Dizem que os sonhos estão fora de moda...
Cavaram um buraco bem fundo e entraram...
Mas lá vou eu...
Nunca vou deixar de sonhar...
Nunca vou deixar de amar...

Se no meu amanhã o que eu sonhei...
Não acontecer...
Tiro um arco-íris da cartola...
Sem nada temer...

E nisso, sim, acredito...
Maior que todos os ventos contrários...
Diante das dificuldades...
Saberei sempre encontrar...
Minha felicidade...

⁠Casado com a Solitude

Na quietude do meu mundo, encontrei uma parceira singular: a solitude. Ela veio como uma brisa suave, tocando minha alma com um silêncio que fala mais do que palavras jamais poderiam. Nela, descobri um amor que não exige, mas simplesmente é; um amor que dança na penumbra do entardecer e se aninha nas sombras da noite.

A solitude é uma amante fiel, com quem partilho cada amanhecer dourado e cada noite estrelada. Ela me oferece a liberdade de ser quem sou, sem máscaras ou disfarces, e me acolhe em seus braços serenos quando o mundo se torna ensurdecedor. Juntos, caminhamos por trilhas solitárias, onde cada passo ressoa como uma melodia secreta, uma sinfonia composta por silêncios e suspiros.

Nos seus abraços silenciosos, encontro a profundidade de minha própria essência. Ela me ensina a apreciar a beleza nos momentos de introspecção, a ouvir a música suave do vento e a ver as cores vibrantes do pôr do sol pintando o céu em tons de laranja e rosa. Ao seu lado, aprendi que a solidão não é ausência, mas presença plena de mim mesmo.

Na solitude, descubro que o amor não precisa de palavras ou promessas; ele existe na compreensão silenciosa de um olhar, no conforto de uma respiração pausada. Ela me ensina que o coração pode florescer na calma, onde não há pressa, nem expectativas, apenas o simples ser.

E assim, sou casado com a solitude, minha companheira eterna, com quem danço no salão vasto da existência. Ela é minha musa, minha confidente, minha eterna inspiração. Juntos, pintamos telas de sonhos e sussurramos poesias ao vento, celebrando o romance sublime de estar só, mas nunca solitário.

Inserida por italo0140

#Foi #numa #noite #bela...
Foi numa estrada sem fim...
Foi sob as estrelas...
Que aquele homem veio até mim...

Quando eu chegava ao fim...
Quando eu não tinha mais nada...
Em madrugada solitário...
Aquele homem veio até mim...

Não sei de onde surgiu...
Qual vento o fez vir...
Sorrindo...
Aquele homem veio até mim...

Em seus olhos eu pude me ver...
Sua força pude sentir...
Sua voz grave e rouca...
Falou assim para mim...

"Não há estrada real...
Para a felicidade se encontrar...
Há quem seja feliz...
Sem nada ter...
Há quem seja triste...
Sem fazer por merecer...

Ninguém se perde em estrada reta...
Nem mesmo em noites sem luar...
Verdade não é caminho para riqueza...
Sabedoria é que deve procurar..."

O cavalheiro da noite então perguntou:

"- Qual a sua estrada homem?
- O que quer tu encontrar?
Cada um faz seu destino...
Cada um paga o que deve pelos desatinos...
Viver é um desafio..."

A lua se escondeu...
E um forte vento soprou...
E na poeira que levantou...
Aquele homem que veio até mim...
Desapareceu...

Continuei a caminhar...
Tendo as estrelas como companhia...
A noite eu já não mais temia...
Sabia que ali estava...
Em oculta companhia...
Aquele homem que veio até mim...

#Ecos #de #silêncio #que #chama...


Sombra de cada um que passa...

Pelas pedras azuis...

Calçadas...



Encantar da chuva que forma...

Em tarde calma...

Silenciosa...



Um coração solitário...

Que a tudo observa...

Da tranquilidade...

Faz a paz...

E assim o espírito eleva...



Sonhos criam asas...

Que bebe em cântaros de saudades...

Aos céus sobe...

Em meio às potesdades...



Do mundo leva a ilusão...

Do que foi e não deveria ser...

Do dito pelo não dito...

Do que deveria esquecer...



No Supremo se aninha...

Sua alma encontra a felicidade...

Inocentemente retornando...

A sua mais tenra idade...



A brisa perfumada...

Então o chama...

Embalado em suas asas...

Retorna à realidade...



E de volta às pedras azuis...

Da cidade que ama...

A tarde finda...

No céu a lua desponta...

Deixando para outro dia...

A chuva que se formava...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Trav. Profa. Geralda Fonseca.

⁠Nós somos apenas 2 crianças solitárias, buscando amadurecer em meio à uma selva

Inserida por Loren_Esmeralda