Solitário
PARADEIRO DOS OLHARES
Na ausência de quem meu coração guarda carinhosamente,
Os dias vão passando de maneira desapressada e triste,
A Angústia é o pulsar de um corpo que ainda resiste.
Saudade é uma constância no tempo e o tempo é tão duro.
Um falta obstinada e a incerteza do Futuro.
A Chegada é calmaria, é também inquietação de felicidade,
O agora, e você é presente.
A Partida é aflição, invade uma pressa em um tempo de espera, acompanhada de solidão.
É como morrer e viver mil vezes, Esperar e contar, a urgência de ter e se perder.
Na Ausência a gente pode se encontrar,
A Lua é o paradeiro de Olhares Perdidos cheios de Saudade e o meu estará lá.
A noite, como sempre fria e vazia, como uma taça de vinho triste, no canto escuro da mesa em um bar.
Sem lugar, solitários e invisíveis...
Idosos nos ensinam que não merecem ser esquecidos, possuem e nos oferecem generosamente a totalidade de seus saberes, contudo, em sua maioria, perecem silenciosamente em vida.
Nossa sociedade é impiedosa e cruel para com os idosos anônimos, sem imagem, sem cor, sem identidade, sem lugar e sem memória.
Experiências e ensinamentos dos idosos, disponíveis e inaudíveis, nos permitem olhar para o espelho de quem somos e dos nossos medos de como não gostaríamos de terminar esta vida, solitários e invisíveis.
Passar tanto tempo sozinha transformou a imaginação de Chloe em uma floresta vasta e escura. O local era um refúgio mágico, e muito mais emocionante que a vida real.
Oh pedra chutada por mim
Que tira meu tédio
E o elo que criei contigo
Faz parte do trato criado a fim
De me suprir como elevador de prédio
Separas a vontande do querer
Disse-me o mesmo
Enquanto caminho e lhe chuto
Semente de desejo que sinto
Que faz pensar que és mais um inimigo
Planeando por fim meu sofrimento belo!
Besta, besta esta matéria é
Como podes me fazer calar?
Pensar que me fazes companhia
Pequeno sábio pedregulho
Mais besta ainda apenas eu
Que chego a agredi-lo
Mais besta mesmo é
Quem acredita nisso ou aquilo
Por mim dito.
Talvez ficar sozinha seja mais fácil. Construir muralhas, uma vida solitária sem ninguém para perder. Ninguém para partir seu coração.
A solidão não é a ausência do outro na sua vida, é ausência da sua vida em outros.
Seja vida em outras vidas, que outras vidas estará sempre com você, e a solidão nunca estará te acompanhando.
Quando está cansado, não há ninguém para trocar de quarto com ele; quando está ansioso, não há ninguém com quem aliviar sua ansiedade; quando está enjoado, não há ninguém para rir de seus percalços; quando está com medo, não há ninguém para lhe dar coragem; quando está em dúvida, não há ninguém para lhe confortar o coração; e quando está com frio, não há ninguém para lhe estender uma bebida quente.
Tudo nas mãos
Sangue
Poder
Dinheiro
Ódio
Pecado
O todo
Mas e agora?
Que sabor que tem
Quer cor que tem
O que querer depois de um tudo
Vazio
Aberto
Duvida
Vácuo
Exílio
Abismo
Depois do todo
Sempre vem o nada.
É tudo tóxico
Tudo vazio
Tudo vazio
Tudo sem cor
Tudo sem nada
Tudo sem sabor
Tudo um momento
Esse tudo sempre foi um nada
Nada
Não sei direito como
Nem o porque
Mas me sinto lá
Me pego lá
Me movimento lá
Me arrasto por lá
Lá lá lá lá
Algumas coisas ficam mais detalhadas
Me sinto com sono
Não sinto fome
E de lá eu demoro a voltar.
Solitária Estrada da Alma
Na estrada solitária da alma perdida,
Caminham passos cansados, sem destino,
A solidão é uma tempestade sem guarida,
Um mar de tristeza onde o sol não brilha.
Na escuridão dos pensamentos noturnos,
As estrelas parecem distantes e frias,
A solidão é um lamento em murmúrios,
Um eco de dor que preenche os dias.
Você não é meu amigo, você só esteve comigo quando eu estava em uma versão fácil de se lidar, quando eu não estive, você foi procurar as pessoas que não ficam tristes, as mais falsas que podia encontrar. As que vivem rodeadas de "amigos".
soprado ao léu do vento.
*
Vozeirão na porta rachada; é somente ele, o galã dos manequins, trocando ideia e afins. Solitário como um pássaro hemorrágico, sangra paixões e desilusões, é sempre o mesmo na sua carapaça hereditária. O sentimental aracnídeo, na calha lambe a goteira, se embriaga, tonteia e deságua ao reler a sua esdrúxula carta que o remetia.
*
Ricardo Vitti
No caminho
Segue pelo caminho da vida.
De todo o vivido esquecida.
Depois de cada esquina...
não sabe o que virá... mas não desiste a menina.
Alma doce e palpitante...
Espírito silencioso e melancólico.
São tantos os perigos da vida...
Não há indícios do que virá em seguida.
Pedras retiradas.
Montanhas escaladas.
Sentar à beira do caminho...
não aceita... não desiste... não quer jamais seu coração sozinho.
Agora parecem só lembranças vagas de momentos felizes há muito esquecidos, levados ao fundo do poço para não surgir mais tristeza ao lembrar que esses momentos já não voltam mais.
Solidão; relaxante mais também muito perigosa, aparti do momento que você percebe como e bom estar sozinho você não consegue mais se "socializar" tudo lhe irrita tudo lhe incomoda, quanto mais sozinho você fica, mais relaxante você acha e mais sozinho você vai querer estar, isso é extremamente relaxante e perigoso....
