Sol
Estou vivendo em vão, todos os dias o sol nasce e morre sem dar fruto na minha vida. A vida deles continua a florescer, e a minha morre com as gargalhadas que dou para fingir que o mundo é um paraíso.
Além do meu corpo, a minha alma também sente frio. Para onde foram os meus sonhos de vencer na vida? Alguém me disse: estão vivos no túmulo da minha mente. Estou morto em vida, os meus gemidos gritam no silêncio.
A solidão se tornou a luz para muitos, e a luz cega a mente que pensa que conhece a luz. Ao mesmo tempo que nasce, foi o mesmo que morre.
Até à próxima vida.
Capítulo 12 de Apocalipse
A mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça! Quem é esta Mulher? Não é Maria! Não é a igreja! Esta mulher é "Israel", que Deu à Luz, um filho; um filho Varão, que há-de reger rodas as nações todas; Este filho, que é "Jesus Cristo", foi arrebatado para Deus e para o seu trono ( Está sentado à direita de Deus)!
Mas viu-se outro sinal no céu ( um grande dragão vermelho Vermelho, que tinha sete Cabeças e dez Chifres)! Uma referência aos sete reinos: Egito, Assíria, Babilônia, Média Pérsia, Grécia e Roma (um existe); e dez Chifres, uma referência aos dez principais reinos que restaram após a decadência do império Romano do ocidente ( depois do ano 476, ficaram Dez principais nações dos reinos Bárbaros)! Este grande dragão vermelho, que parou diante da mulher, que estava prestes a dar à luz. É o Lúcifer ou satanás, cuja cauda levou após si, a terça parte dos anjos do céu. E os lançou sobre a terra!
Houve batalha no céu ( entre Miguel, que luta por Israel e Lúcifer e os anjos de Miguel, que batalhavam contra o Dragão e contra os seus anjos, mas não prevaleceram no céu. Jamais o diabo, ficou no céu com os seus anjos). Quando o dragão se viu lançado na terra, tendo já pouco tempo, perseguiu Israel ( toda a perseguição ao longo dos 2000 anos e perseguição na grande tribulação)! Mas a mulher fugiu para o deserto, onde e ajudada, nos últimos três anos e meio da grande tribulação. Do período de sete de grande tribulação, os piores anos são no meio da grande tribulação. O Anticristo, na última semana do profeta Daniel, na metade da semana, quebra a Aliança que tinha feito com a nação de Israel. Nos primeiros três anos e meio, as duas testemunhas pregam em Jerusalém, na metade da semana, dá-se uma terrível perseguição a Israel. Mas Miguel de algum modo poupa Israel, nos últimos três anos e meio da grande tribulação.
Então o diabo, nestes três anos e meio da grande tribulação, vai perseguir os que são de Jesus Cristo. Aqueles que são os "santos" e que darão a vida por Jesus Cristo. São aqueles que ressuscitam na primeira ressurreição e que vão reinar com Jesus Cristo durante 1000 anos.
E o diabo parou na areia do Mar. E do meio do mar, surgiu o Anticristo, que a maior parte das pessoas do mundo vão adorar!
E o domingo de sol e frio vai se dissolvendo no manto escuro da noite. E entre cobertores quentes e travesseiros macios, muitas pessoas não relaxam, porque a segunda-feira já está espetando suas mentes e corações...
O Sol na pele é ingresso pra vida, bem-vindo,
O choro alegre é o teor do quadro mais lindo,
Aí parça, você é luz que ofusca o inimigo
Dentro da recordação
Encontro no coração
Um tempo vibrante
De sol radiante
Alegria contagiando o ambiente
E você era meu presente
Perdi o tempo do meu viver
E hoje não consigo te esquecer.
Quanto mais tempo vocês perderem olhando para as dificuldades, menos tempo vão usar em busca da solução !
Quão agradável é ser aquecido pelos raios de sol em um dia frio, e quão reconfortante é receber um abraço quando o frio da solidão nos envolve.
Há um encanto silencioso em ser tocado pelos raios de sol num dia frio... Mas há ainda mais poesia no calor de um abraço quando a solidão nos gela a alma.
Sol nulo dos dias vãos,
Cheios de lida e de calma,
Aquece ao menos as mãos
A quem não entras na alma!
Que ao menos a mão, roçando
A mão que por ela passe
Com externo calor brando
O frio da alma disfarce!
Senhor, já que a dor é nossa
E a fraqueza que ela tem,
Dá-nos ao menos a força
De a não mostrar a ninguém!
Dias de Chuva e Resiliência
por Augusto Silva
Nem sempre o sol desperta com a gente.
Às vezes é a chuva que dita o ritmo,
e o café, nosso único abrigo.
Esse poema é para quem já se sentiu preso nas nuvens,
mas decidiu caminhar mesmo assim.
Hoje acordei cedo,
a chuva fazia alarde nos telhados,
como se o céu também tivesse pressa.
O ar, denso e escuro,
trazia algo de Notting Hill,
um encanto suspenso,
uma pausa involuntária
para refletir.
O corpo levantava devagar,
como se a chuva também morasse por dentro,
e os pensamentos ainda fossem vestígios da noite.
E mesmo com os olhos carregados de escuridão,
nos obrigamos a levantar.
Uma força estranha nos segura pelo tornozelo.
Ainda assim, erguemo-nos
como quem carrega o próprio peso das nuvens.
O café, nesse teatro todo,
parece ser nosso bálsamo,
sem prometer cura,
ressuscitando devagar a alma.
Porque há dias que não pedem sol,
mas pedem resiliência.
E talvez a verdadeira felicidade
seja apenas isso:
seguir,
mesmo quando tudo em volta
parece querer que a gente não saia de casa.
Sementes da Gratidão
Acordo e sinto o vento,
o cheiro da terra molhada,
o calor do sol na pele,
e percebo — sou parte do milagre.
Grato pelos passos que me trouxeram,
pelas quedas que me ensinaram,
pelos olhos que cruzaram meu caminho
e acenderam luz quando tudo era sombra.
A vida não me deve nada,
e, ainda assim, me entrega tudo.
Em cada abraço, em cada sorriso,
existe um universo inteiro dizendo:
“Você não está só.”
Grato pelas manhãs que começam,
pelos desafios que me moldam,
pelos silêncios que me fazem ouvir
o que o mundo, às vezes, esquece de dizer.
Carrego no peito uma prece muda,
uma canção sem som,
mas cheia de sentido:
“Obrigado, vida.”
HOJE
Hoje eu quero ver o sol...
Na sua ostensiva beleza
Retirar-me do fino lençol
Com raios de delicadeza...
Hoje eu quero ver o mar...
Mais ainda do que ontem
E amanhã quando acordar
Lembrarei do anteontem...
Despertar e ficar de pé...
Levemente pisar a areia
Antes de tomar um café
Ou desejar a outra ceia...
Hoje eu quero mais um dia...
Quero um dia como antes
Para exprimir a viva poesia
Exaltando-se aos instantes...
(HOJE - Edilon Moreira, Maio/2021)
SOLIDÃO
Minha solidão ao sol... Nunca me dói...
Mas à lua... Só quando ela me diz
Que meu ser lunar, de triste, se corrói
E o meu ser solar é quem é mais feliz...
A solidão não é alvo que se destrói...
É pequena árvore de longa raiz!
Acompanhada por mais de uma voz
Faz brotar amor onde antes se quis...
Em meus versos... Há algo de aloe...
De nuanças medicamentosas para febrís
Como lanças... Acertam todo o algoz
Que ferir-me, sem dizer-me, o que fiz?
Em meus versos... Há algo dos nós...
Que apertam e deixam uma cicatriz
Para lembrar que não estamos sós
Mas à presença dos elementais sutís...
(SOLIDÃO - Edilon Moreira, Junho/2017)
RADIANTE
Brilhante como o tesouro...
Brilhante tal toda a prata
É ver o sol, cor do ouro
Que vem e me arrebata!
É quando o dia recomeça...
Ao fundo azul do horizonte
Vir sem nenhuma pressa
Iluminando a cada fronte...
Vibrante tal toda criança...
Que brinca dentro da água
E faz da vida, refestança
Enquanto à maré se salga...
Radiante tal som da voz...
Que emite tom de alegria
E que se acerca de nós
Feito uma mágica poesia...
(RADIANTE - Edilon Moreira, Novembro/2022)
DEPOIS QUE O SOL SE LEVANTA
Depois que o sol se levanta...
Tudo passa a ascender
A tristeza, logo, espanta
Deixa à vontade o viver...
Depois que o sol se levanta...
Desperta a mim e a você
Presente de ponta a ponta
Para toda planta e todo ser...
Depois que o sol se levanta...
Em seu reinado de aquecer
Qualquer terráqueo se encanta
Com tão enigmático poder...
(DEPOIS QUE O SOL LEVANTA - Edilon Moreira, Setembro/2021)
Quando Deus criou a terra fez o sol as estrelas e o mar mais não esqueceu de mim fez você para me amar
Não Quero Ver
Não quero ver as crianças pedindo no sinal,
Lavando carro de burguês no sol quente por um real,
Catando papelão, de porta em porta pedindo esmola,
Só pra matar a fome, nem que seja por uma hora.
Não quero ver o senhor na porta do mercado,
Implorando por um pão ou por cinquenta centavos.
Esquecido pela família, hoje ele vive na rua,
Sem aposentadoria, sem lugar no Cidade Madura.
Não quero ver meninas se vendendo na estrada,
Pra garantir o almoço, pra pôr comida em casa.
Ela não teve escolha, teve que abandonar a escola,
Vende o próprio corpo, única forma de ajudar a família agora.
Não quero ver a senhora chorando no presídio,
Pedindo aos agentes: "Não espanquem meu filho!"
Ela sabe que ele errou, mas não quer vê-lo chorar,
O amor de mãe é diferente, não dá pra explicar.
Essa é a realidade que eu vejo todo dia,
Cada vida é uma história, e a maioria sem alegria.
Eu rezo pra que um dia tudo isso possa mudar,
Pra escrever uma história feliz, onde a paz possa reinar.
São verdades que eu nem queria escrever,
Queria falar de amor, mas não vou te esconder.
Tô cansado de ver filas lotando hospitais,
Uma senhora no chão, pedindo a Deus pra não sofrer mais.
Sem atendimento, ela não vai aguentar,
Se tivesse dinheiro, talvez pudesse se salvar.
Essa é a realidade da nossa saúde,
Pessoas morrem todo dia, sem chance, sem atitude.
Pago tanto imposto e não vejo nada melhorar,
Só injustiça e sofrimento em todo lugar.
O governo não investe na educação,
Prefere gastar com propaganda na televisão.
A escola é o caminho pra um futuro decente,
Ela te ensina o certo, te prepara pra ser gente.
Mas com professor em greve, não tem aprendizado,
O menino fica na rua e segue o caminho errado.
Seu caderno, seu brinquedo, vira um trinta e oito,
Pois ninguém deu a ele a chance de aprender o certo a tempo.
Essa é a realidade que eu vejo todo dia,
Cada vida é uma história, e a maioria sem alegria.
Eu rezo pra que um dia tudo isso possa mudar,
Pra escrever uma história feliz, onde a esperança possa reinar.
