Sol
Na nossa bela cidade
de Rodeio beleza sublime
do Médio Vale do Itajaí,
No dia seguinte o Sol
e a ventania estão por aqui
percussionando as matas,
Sigo capturando leveza
das flores azuis do tempo,
mantendo viva a poesia
como as águas encontram
a rota do Rio Itajaí-açu
numa paz ímpar, profunda
e amorosa como busco
nesta vida ainda ser sua.
Colher frutos e lições
da Paxiúba que cria
raízes novas sempre
em busca do Sol e inspirações.
Se ver como palmeira
caminhante que se
livra das raízes antigas
caminhando sempre adiante
sem recear as tentativas.
Ficar só com as sementes
que dão origens a novas
paxiúbas e também enfeitam
como se fossem sorrisos na vida.
Lidar com as emoções
como quem mira
a conta no fio do colar:
Viver sem medo e com
toda a poesia para te entregar.
As flores azuis do tempo
se abriram roçando
na pele e o Sol também,
o meu nome na sua boca
ainda há de ser o hino
mais bonito ser ouvido
até por quem não sabe
que na sua vida eu existo.
A minha bolsa, o leque,
o chapéu são feitos
com palha de Carnaúba,
e dia e noite desenho
rotas para me tornar tua.
Trancei duas pulseiras
de palha de Bananeira,
uma é minha e a outra é tua,
de alguma maneira
quem sabe vou encontrar
a chave para te despertar
e fazer-te sonhar com os olhos
abertos com o tempo de amar.
Amazônia Brasileira
O dia que pela primeira
vez me senti um pássaro
voando sob o Sol e a Lua
do Hemisfério Celestial Sul
jamais será esquecido,
porque nascer brasileira
nas estrelas foi escrito.
Sobrevive a profunda
e heróica Amazônia Brasileira
símbolo da nossa existência
enfrentando o pior
o nosso berço pátrio e protetor
até quando não sei vai resistindo
em nos manter vivos por amor.
Na sua marcha tumultuada
pelos nossos dias de vida
a nossa Amazônia Brasileira
continua pagando o mais
alto preço da existência
superando com sacrifício
os limites da própria resiliência.
Oxalá que não seja tarde demais
para que uns ganhem a consciência
de que um país com floresta de pé
é sinal de que ainda há um povo livre!
Sexta-feira Santa
A cada Sol que nasce
e se põe tenho percebido
que no giro do mundo
o julgamento, a paixão,
a crucificação, morte
e sepultura de Jesus Cristo
se renovam a cada
instante e com a desumanidade
de quem se cala e concorda
com as guerras da Humanidade.
Tenho andado a cada Lua
que surge e se despede
só o pó da Terra Santa misturado
com bombas de fósforo branco,
e mesmo assim de maneira sobrenatural
em cada ser ainda me esperanço
apesar de não ter tantos motivos para crer
de que haverá na consciência o alvorecer.
Indaiá
A minha poesia é Indaiá
sob o Sol, a Lua e a estrelas,
Assim venho crescendo
no seu coração e na sua cabeça,
O teu divino amor do destino
e o teu carinhoso abrigo.
Rodeio 32
Sempre enche de ternura
o olhar faça Sol ou chuva
o abundante bananal
quando passo de pedal
pelo Bairro Rodeio 32,
E para afastar o Mal,
pedir proteção para a minha
vida paro para fazer sinal
da Cruz na Capela São João Batista.
O meu coração feito
de América do Sul
todos os dias compõe
uma canção por dia
quando o Sol se põe
na Amazônia Azul.
Sob as constelações
indígenas brasileiras
não desistirá de ir
além do Arroio Chuí
e do Monte Caburaí.
O teu lindo semblante
mesmo que castiguem
ou o tempo passe,
ele não se apaga nunca
e nem quando a Lua
no céu está erguida.
As híades do destino
na Linha do Equador
estão se alinhando
em nome do amor
e do que está escrito.
Trópico de Capricórnio,
aqui é próprio o Universo
em total acordo etéreo
ardente em segredo
que tem íntegro o poder
de me virar do avesso.
Quando o Sol se por
no horizonte Oeste,
ainda assim estarei
remexendo com cada
um dos teus sentidos,
com iguais trejeitos
que bailam os oceanos.
Com meu pensamento
diário pouco a pouco,
preparei o teu território
com a minha rebeldia,
e todo o sentimento
de puro enamoramento.
Muito mais próxima
estarei com vitória
expressada em mãos,
para mais brilhante
coroar o meu Júpiter
com a mais extasiante
das minhas confissões.
Invocando assim toda
a delícia e teu espírito
amoroso em festa,
Como as perseidas dão
voltas ao redor da Terra
e as flores na primavera.
Seta na paz pregada
no teu balcão romântico,
a Lua sempre ao redor
destravando as guardas
da timidez e a espera
do beijo que tanto quero
sem nenhuma desfaçatez.
Por questão
de coexistência
não posso deixar
de lembrar que
_o sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
_as Malvinas
são Argentinas,
_o Mar é da Bolívia,
_e o Pré-Sal que
tiraram do Brasil
será recuperado;
Centenas de covas
_foram abertas
na Vila Formosa
_o maior cemitério
da América Latina
para os esperados
velórios de uma hora:
O povo está por todos
os lados há quase duas
semanas sem comida
e a Medicina espera
por quase tudo
_que salve a vida;
Há cento e cinquenta
bolivianos na fronteira
do Chile com a Bolívia
que deveriam ser
_por direito repatriados ou
acolhidos com decência,
Não há como não
cutucar a ferida
com o dedo porque
a despesa já está
muito bem 'paga'
até antes de nascer
_com as águas do Silala
e as terras de Antofagasta;
Do alfa ao ômega
ainda insisto pedir
a liberdade de
cada preso político
como o General
que se encontra preso
injustificadamente
há mais de dois anos,
não parar de pedir
por ele e por quem
precise da minha voz
_não está nos meus planos.
O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
Você sabe que isso
sempre será repetido,
O nascer do Sol
não há como capturar;
A Pátria não é minha,
é toda esta poesia
aqui posso decretar
o Estado de Manuel Piar:
O nascer do Sol
não há como reter,
Ainda é insistente
pouco a pouco
o roubo do Esequibo,
na Justiça hão
de responder escrevo
para ninguém se esquecer
que o sol não há como
ninguém prender:
O nascer do Sol
que nasce no Esequibo
é o mesmo em cada canto
deste continente esquecido,
e o quê há de raiar
para o General e cada preso político.
Porque o raiar da liberdade
ninguém há mais de segurar,
a vida tem que voltar para o seu lugar.
Desde a criação
do mundo o Sol
da Venezuela
nasce no Esequibo
por obra do Senhor
e pelo Acordo
de Genebra que
deve ser cumprido,
e jamais esquecido.
Ontem o Astro Rei
gentil nasceu por lá,
hoje nasceu
de novo e amanhã
também nascerá,
ninguém captura
a vontade d'Ele;
a minha voz faz
a história espalhar.
Aprenda de uma
vez por todas
que é de direito
e dever não se furta,
você goste ou não
e de maneira igual
ao rumo que foi
dado ao destino
dos generais
e do Coronel que
ninguém sabe mais.
Contando tudo isso
e tentando poetizar
sobre os destroços
deste continente,
rememoro quase
que diariamente:
o General foi preso
em março há
quase dois anos
e não há previsão
do pesadelo terminar.
A bandeira vermelha
foi hasteada junto ao sol
na cúpula sagrada
da mesquita de Jamkarān,
Depois do brutal crime
o Império perdeu
a sua última cartada sã.
O ataúde do General
Soleimani passou
por mim e nem
o tempo esquecerá,
E ao Império
ninguém perdoará.
A dança do Deus da Guerra
ao blues do fim do mundo
não há quem não
esteja farto de escutar,
Pedindo em oração
a Deus para Israel
se livrar das garras
do Império e se libertar.
O lado considerado
mais fraco da história
nunca mais há de se livrar
e nunca irá emancipar;
Os povos deveriam
se unir para rechaçar
qualquer sinal de guerra
que o Império vier
a se manifestar.
Vejo o mundo em um
momento crucial,
Há quem ofende o outro
por selvagem para
intimidar quem não
convive com ditadura
como se fosse algo
corriqueiro e normal;
É vendo o giro do mundo
que encontro força
para seguir pedindo
pela liberdade dos povos,
da tropa e do General.
O Sol amansou a tarde
com poesia serena,
O Ipê-mandioca trouxe
flores e um poema,
E eu mergulhei com
alegria imensa na cena
porque viver isso
tudo no final é o quê
realmente compensa.
Tarde poética coberta
pela floração do Ipê-vacariano,
É inverno com um Sol
de amor e paixão nascendo
no meu coração de poeta,
Sim, eu morro de amores
pela nossa generosa terra,
e danço entre as flores
que são carregadas pela ventania.
Uma madrugada encantadora
que me levou para ver o Sol
nascer debaixo do Ipê-vacariano
e ver você chegar de longe
para o nosso amor que irá florescer.
Brilha o Sol matutino
no meu peito,
Amanheceu não apenas
no meu relógio,
É preciso ver quem não
induz ao erro
empurrando pequenas
mentiras para ver
se caímos no ridículo,
Ficar em silêncio e se ater
somente ao balanço
do Ipezeiro florido
se tornou um imperativo.
O Sol se ergueu
carinhoso nesta
manhã sobre
a linda Taipoca,
O meu peito toca
balada romântica
pelo seu amor,
Você é encantador
e eu não quero
deixar tudo a perder.
Magnífica manhã
que o Sol da poesia total
ilumina e faz de mim
ainda mais inspirada
sob o Jacarandá-do-cerrado,
Assumo que estou apaixonada
e não há mais como ocultar
que não posso mais segurar
que sou a personificação
nascida para te amar com imensidão.
Metapoesia
A conversa na Via Láctea
entre a Lua, o Sol,
as estrelas e o tempo
pode ser entendida
como poesia para quem
sabe interpretar,
A poesia que é capaz
de falar sobre poesia
é metapoesia a se explicar.
