Sol
Poesia madrugadeira para Rodeio
Antes do Sol se levantar aqui
no Médio Vale do Itajaí Itajaí,
Escrevi uma poesia madrugadeira
para a minha amada Rodeio
que com afeto tenho o meu
lar e todo o doce aconchego.
Aqmeçit
O Sol erguido sobre as ruínas,
a viração da roda do destino,
O mar das memórias ainda vivas,
as folhas sendo espalhadas
como quem lê um livro de poesias,
As mãos enlaçadas em Aqmeçit
e o meu não ao esquecimento.
Aqşeyh
Sobre a penteadeira
o perfume de lavanda
e rosas proféticas,
O Sol de Aqşeyh
entrando pelas frestas,
A antiga canção
tocando no idioma
original do coração.
Arcadismo para Rodeio
Vejo o amor no Sol que nasce
que nasce no céu de Rodeio,
e a morte quando Sol se põe,
O casamento do Universo
quando o Céu se encontra aberto,
e a solidão da Lua que brinda
a nossa noite com poesia.
Vem, fuja da cidade e se permita
ter os olhos beijados pelo verde
das matas e dos arrozais,
E se deixe levar neste Arcadismo
feito para Rodeio e não queira
volta a ser o mesmo nunca mais,
você pode ser feliz e viver em paz.
Nos teus olhos encontro o amor,
a morte, o casamento e a solidão,
Podemos viver tudo na imensidão
e com o fogo perpétuo da paixão.
O Rabo-branco-cinamôneo
foi ao encontro do Sol,
O poema é o fenômeno
do tempo que não se detém,
Ninguém é o tempo todo refém.
Brasilaelia purpurata semi-alba
sob o Sol e o Céu azul do Sul
poema deste torrão de América,
Onde aguarda a noite para ler
nos quadrantes do Hemisfério
o poema secreto e confesso
destes teus olhos universais
que me pertencem e os celebro.
Bifrenaria tyrianthina
eflorescida poesia
sob luz do Sol dando
a sua cortês despedida
para as estrelas iniciarem
o seu baile pela Via Láctea
em noite de Lua Cheia
que está para se erguer
com tudo aquilo que presenteia
a minh'alma folclórica,
sensível, sedutora e amorosa,
e pronta para as nossas
mãos traçarem o risco das rotas
que pretendemos juntos nos perder.
O Sol nascente se ergueu,
as begônias alagoanas
floresceram e a brisa
roçou nas suas pétalas,
Não me faltam inspirações
poéticas para exaltar
os seus lábios e teus olhos
que os meus sonhos
secretamente prestam culto.
O Galo-da-serra
sob o Sol que
o continente brinda,
mesmo que você
não creia isso
também é poesia,
A tua alma triste
ou alegre não é diferente,
Não esqueça de tudo
aquilo que te põe
contente e que te faz
capaz de seguir em frente.
O Oceano Atlântico
que nos abraça
sempre romântico,
Faça Sol ou faça chuva
concede possibilidades
tão claras de pensar
na vida quanto uma
bela Água-marinha:
Conviver mesmo
divergindo sem deixar
para trás o quê é
essencial e sem quebrar
os laços ao redor
de tudo aquilo
que nos faz fortalecidos
é possível e imprescindível.
Sob o Sol que acende
e apaga amavelmente
o Céu de Citrino da aurora
e o Céu de Citrino do poente
da nossa Pátria Austral,
Devoto uma prece amorosa
para dar coragem e fortaleza
à todos aqueles que nos
protegem de todo o Mal;
Porque para cada nós existir
sempre tem alguém que
não deve ser desencorajado
de zelar por cada um de nós,
Não importa as tempestades
ou quanto sejam os nós,
não devemos permitir
que todos nos sintamos sós.
Quando Sol e cada mistério
do Hemisfério Celestial Sul
fazem a sua própria dança,
O meu coração se derrama
de amor pelos tons de turmalinas
das nossas florestas divinas
que são paraísos que brindam
com beleza e com grandeza
a perpetuação da vida
no chão da nossa Pátria,
e assim faço com que
se cumpra a inspiração
para que com amor e paixão
entregue um poema
que chegue na sua pulsação.
O Sol da tardezinha
faz luzir o bosque
que parece um santuário
feito de Aventurina,
pleno de poesia e de música
celebrantes do dom da vida,
quem tem um bosque
por perto tem uma grande
companhia e não precisa
temer o tédio que tiraniza
o humor, a inspiração
e o sonho de cada dia.
O Sol da inspiração desperta
as águas da existência
das profundezas do rio
que têm cor de Hessonita,
A Chalana em prece faz
o seu percurso tranquila,
mesmo que você não queira
em mim estão vivos
a poesia e uma Nação inteira.
Sempre que o Sol
cumprimenta
as grumixamas,
elas retribuem
se parecendo
como rubelitas
suspensas,
Pode ter certeza
que coincidências
não existem até
quando se tratam
dos meu poemas,
e de nós dois
tomando coragem
para não temer
receio do depois.
Sempre quando o Sol
da Terra vai descansar
é para que possamos
com potência observar
a profunda nobreza
da Pérola negra do Universo
que cabe no poema,
para seguir aspirando
a calma e a fortuna poética
da inequívoca inspiração
de manter firme e forte
a indispensável esperança
para o melhor da vida
continuar com toda
a disposição soberana
e persistente de se multiplicar.
Coral-sol ao invadir
os mares da mente
é a minha poesia
criada para devorar
somente tudo aquilo
que não me pertence;
Autorizo que fique
o amor, a essência
e a força que me faça
nadar contra as correntes.
Tocados pelo Sol os fascinantes
Corais chifre-de-alce com suas delicadas bordas brancas como porcelanas se parecem com
catedrais feitas de metal precioso;
Certamente somos oceanos totais,
em nós mora o franco encontro,
o tempo cria o devocionário,
o amor escreve com todo requinte
o poemário sobre o nós
no absoluto e não tenho dúvida
que um para o outro significa tudo.
O Sol e Lua ao redor
do mundo testemunham
o absurdo do século
e toda a diplomacia
que se cala por covardia
sobre as bombas de Israel
em Gaza na Palestina.
Os jornais anunciam
a possibilidade de uma
invasão terrestre sem data
e sem hora marcada,
acontece que neste
mundo ninguém está
a fim de resolver nada.
Sou como a palmeira
que balança e resiste,
as bombas e as rajadas assiste,
não há como fingir que não vejo
um povo sendo levado ao limite
e sem ter o poder de fazer.
Apenas sou a poesia que não
se cala porque não admito
ver um povo sendo vítima
de uma devastação apocalíptica,
a cada dia ando testemunhando
mais e mais ruínas no chão,
e toda Humanidade escorrendo
entre os dedos das palmas das mãos.
As cascas de Jacarandá
e as canoinhas estão
secando sob o Sol,
Prelúdio que o amor
paira no ar e na poesia,
Tenho certeza que
não vamos parar
porque agora é só alegria,
Pendurei a cortina feita
de Araparés para ninguém
nos distrair e da curiosidade
do mundo nos discretar,
Seja na terra, na água ou no mar,
chegou a hora da gente
se amar sem nada para atrapalhar.
