Sobrevive Amor Acima de tudo
"Nem tudo que a gente não conta vira mentira; às vezes é só o desejo de proteger o que sobrou da paz."
"O silêncio do público não significa que tá tudo bem; muitas vezes é só o cansaço de ter que fingir."
Não precisamos buscar sentido para vida, pois o fato de estarmos vivos já é o sentido de tudo e todo resto é o que fazemos dela para encontrarmos o sentido de continuarmos vivendo.
Nem tudo que causamos devemos necessariamente responder; nem tudo pelo que respondemos causamos sozinhos.
Quando o líder precisa estar presente para tudo funcionar, ele construiu dependência, não liderança.
A esperança jurídica não é acreditar que tudo terminará bem; é construir mecanismos para que o pior não seja inevitável.
Depois de tudo que aconteceu hoje, acho que o jogo do bicho ganhou meu voto como a instituição mais séria do Brasil. E olha que a concorrência está fazendo força.
A liberdade jurídica não é o direito de fazer tudo; é a garantia de que ninguém poderá impedir arbitrariamente aquilo que a lei permite.
Ela chega e tudo muda,
Meu coração começa a acelerar,
Eu cumprimento, beijo a sua mão,
E nem sei direito o que falar.
Ela me olha com aquele brilho,
Como se tivesse achado algo raro,
Me chama de amor, de baby, de vida,
E eu fico ali, todo sem jeito.
O jeito dela mexe comigo,
Até quando ela não fala nada,
Só de ter ela perto de mim,
Já muda completamente a minha história.
E eu nem preciso entender tudo,
Só sei que gosto quando ela está aqui,
Porque no meio de tanta gente,
É com ela que eu sempre quero estar.
A PESSOA POR TRÁS DAS PALAVRAS
Talvez você nunca tenha percebido...
mas tudo o que escrevo acaba falando um pouco sobre mim.
Eu sou assim.
Reparo no que quase ninguém percebe.
Guardo palavras, olhares, silêncios, horários e pequenos gestos.
Transformo momentos em lembranças
e lembranças em versos.
Eu gosto do que tem significado escondido.
Um lírio pode ser mais do que uma flor.
4:47 pode ser mais do que uma hora.
Marte pode ser mais do que um planeta.
O escuro pode revelar mais do que a luz.
E o mar pode, quem sabe, aprender um nome.
Eu gosto de transformar coisas comuns em segredos.
Talvez essa seja uma das características mais bonitas —
e também mais perigosas — em mim: eu sinto os detalhes.
Tenho dentro de mim uma espécie de universo particular,
onde sentimentos ganham nomes,
perfumes ganham sabores,
pessoas viram constelações
e momentos pequenos demais para serem explicados
se tornam enormes dentro de uma página.
No fundo, acho que escrevo para não deixar certas coisas morrerem.
Para guardar aquilo que talvez o tempo tente apagar.
E se um dia alguém quiser realmente me conhecer,
talvez não precise me fazer tantas perguntas.
Talvez só precise ler aquilo que escrevi.
Porque entre um verso e outro,
entre o mar e Marte,
entre a maresia e o silêncio,
existe uma versão minha que quase ninguém conhece.
Uma versão que sente profundamente.
Que observa demais.
Que guarda demais.
Que ama as pequenas coisas.
Que encontra significado onde outros enxergam apenas acaso.
E talvez exista uma coisa que eu nunca tenha dito
com todas as letras.
Então vou dizer agora:
Eu te desafio a me amar.
Não pelo que eu sou.
Não pelo que você imagina que eu seja.
Não pelas palavras bonitas que escrevo.
Mas pelo que você sente quando está comigo.
Porque talvez seja aí que eu realmente esteja.
Não nos versos.
Não nas metáforas.
Não nas páginas.
Mas naquela sensação que fica quando estamos perto,
naquilo que você não consegue explicar,
mas também não consegue ignorar.
E se algum dia você conseguir descobrir quem sou
por trás de tudo aquilo que escrevo...
talvez entenda.
Eu não transformo qualquer coisa em poesia.
Quando algo — ou alguém — realmente importa...
eu não simplesmente passo por isso.
Eu transformo em poesia.
Talvez Apenas Para Sentir
Como eu queria
que você soubesse
tudo o que cabe aqui dentro de mim...
Tudo o que é intenso,
tudo o que me atravessa
e, ainda assim,
me faz continuar.
Queria que entendesse
que talvez
não seja assim
que o destino nos quis.
Que talvez
existam sentimentos
que não nasceram
para ser explicados,
apenas para serem sentidos.
Tenho medo
de perder
tudo o que há de belo
entre nós.
Às vezes me pergunto
se meu impulso
seria capaz
de mudar o caminho
que o destino
escolheu para nós.
Enquanto a resposta
não chega,
guardo o silêncio.
Porque alguns segredos
não pesam por serem escondidos,
mas por serem grandes demais
para caber em palavras.
E talvez
o mais bonito deles
seja justamente este:
sentir,
sem nunca precisar dizer.
Às vezes,
o silêncio também é uma forma de cuidar.
Há sentimentos
que se tornam mais bonitos
quando encontram abrigo
em vez de explicação.
Talvez um dia
o tempo revele
o que hoje escolho guardar.
Ou talvez não.
E tudo bem.
Porque nem todo destino
precisa ser compreendido,
assim como nem todo amor,
nem todo afeto,
nem toda intensidade
precisam de um nome.
Basta que existam.
E, existindo,
já mudam para sempre
quem os carrega no peito.
